quinta, 04 de junho, 2026
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- A PALAVRA - Evangelho segundo S. Mateus 15,21-28.
Naquele tempo, Jesus partiu dali e retirou-Se para os lados de Tiro e de Sídon. Então, uma cananeia, que viera daquela região, começou a gritar: “Senhor, Filho de David, tem misericórdia de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demônio.” Mas Ele não lhe respondeu nem uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-lhe com insistência: “Despacha-a, porque ela persegue-nos com os seus gritos.” Jesus replicou: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.” Mas a mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: “Socorre-me, Senhor.” Ele respondeu-lhe: “Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorros.” Retorquiu ela: “É verdade, Senhor, mas até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa de seus donos.” Então, Jesus respondeu-lhe: “Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas.” E, a partir desse instante, a filha dela achou-se curada.
A MENSAGEM - Celebramos dia 17/08/14, no domingo, a festa da Assunção de Nossa Senhora. Esse DOGMA foi definido como verdade de fé pelo papa Pio XII em 1950: “É dogma revelado por Deus que a Imaculada Mãe de Deus, a Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celestial.” Mas a FESTA da Assunção é bem mais antiga. Inicialmente, era a festa da “Dormição” de Maria (não se fala de morte) e da transferência de seu corpo para o paraíso. Em Jerusalém já se fazia nessa época uma procissão ao túmulo de Maria. As LEITURAS BÍBLICAS relacionam-se com a festa: A Primeira leitura: Maria, imagem da Igreja. (Ap 11,19a; 12,1-10ab) Como Maria, a Igreja gera na dor um mudo novo. E como Maria, participa na vitória de Cristo sobre o Mal. Essa “Mulher” representa a Comunidade de Israel, composta de 12 tribos. Mas se aplica também a Maria, de quem nasceu o Messias. Segunda Leitura: Maria, nova Eva. Novo Adão, Jesus faz da Virgem Maria uma nova Eva, sinal de esperança para todos os homens. (1Cor 15,20-27) O texto é uma longa demonstração da ressurreição. A Assunção é uma forma privilegiada de Ressurreição. O apóstolo não evoca Maria, mas esta leitura na Assunção, leva a reconhecer o lugar eminente da Mãe de Deus no grande movimento da ressurreição. Evangelho: Maria, Mãe dos crentes. Cheia do Espírito Santo, Maria encontra palavras de fé e de esperança: doravante todas as gerações a chamarão bem-aventurada! (Lc 1,39-56) O cântico de Maria descreve desde o começo o Plano de Deus, que prosseguiu em Maria e que se cumpre agora na Igreja.
O SENTIDO DA FESTA: uma Mulher SINAL - A primeira e a mais perfeita discípula de Cristo. A Virgem se constitui em imagem e tipo de Igreja na ordem da fé, da caridade e da união perfeita com Cristo. Maria encarnou em sua pessoa e em sua vida terrena, o ideal de santidade do seguidor de Cristo. Sinal escatológico da Igreja: Maria Assunta é figura e primícias da Igreja que um dia será glorificada; é consolo e esperança do povo ainda peregrino na terra. É a Ponte da passagem de Israel para a Igreja. É um Sinal humano de esperança. A contemplação de Maria na glória nos faz ver a vitória da esperança sobre a angústia, da comunhão sobre a solidão, das perspectivas eternas sobre as temporais, da vida sobre a morte. Maria é um modelo cristão para hoje? “A Virgem Maria sempre foi proposta pela Igreja à imitação dos fiéis não precisamente pelo tipo de vida que levou, dentro do ambiente em que viveu, hoje superado, mas sim porque ela aderiu totalmente à vontade de Deus, porque soube acolher a sua palavra e pô-la em prática, porque a sua ação foi animada pela caridade e pelo espírito de serviço, porque foi a primeira e mais perfeita discípula de Cristo”. (Paulo VI)
Maria sinal do amor de Deus. Na vida sentimos necessidade de expressões de amor e sinais de carinho, que os outros têm para conosco e que temos pelos outros: uma saudação, um beijo, uma carta, um gesto, um sorriso... Na vida espiritual também necessitamos desses sinais... Cristo é o grande Sacramento do Pai e Maria é o sinal perene e maternal do amor que Deus nos tem em Cristo Jesus nosso Senhor. A festa é sinal do que Deus prepara para os que são capazes de amar e servir. É a antecipação do que Deus quer doar: a plena felicidade... Neste mês vocacional, a Igreja também nos apresenta outra pessoa que deve ser UM SINAL DE DEUS no meio do povo e para quem Maria é um modelo a ser seguido: o Religioso e a Religiosa... Como Maria, os religiosos também: fazem uma consagração especial: a Deus e aos irmãos... devem ser um SINAL de DEUS no meio do Povo... Esta festa desperta e reforça a nossa ESPERANÇA, porque a vitória de Cristo e de sua Mãe assegura também nossa vitória: nos aponta o destino que Deus quer para todos. E essa vitória será possível se, a exemplo de Maria, formos fiéis à Palavra de Deus, tivemos um coração humilde e estivermos atentos às necessidades dos irmãos... E como Maria foi um sinal de esperança... rezemos para que os religiosos também continuem sendo ainda hoje no meio do povo: UM SINAL DE DEUS...
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 17.08.2014
Noticias Diocesanas:
1) 15 a 17 de agosto : Encontro Diocesano de Catequese (no Emaús).
2) Domingo 17 de agosto
de manhã - Crismas em pedro Gomes.
de noite - Crismas em Rio Verde.
3) 18 a 22 agosto: Curso de Capelania Hospitalar: no Hospital, às 19 hs.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José