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Perfeitos como o Pai - Amai os vossos inimigos. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 5,38-48)

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17 de fevereiro de 2023

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Perfeitos como o Pai - Amai os vossos inimigos. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 5,38-48) - Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 38"Vós ouvistes o que foi dito: 'Olho por olho e dente por dente!' 39Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! 40Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! 41Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado. 43Vós ouvistes o que foi dito: 'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!' 44Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. 46Porque, se amais somente aqueles que vos amam,
que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai Celeste é perfeito." Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor.
MENSAGEM - Nesse domingo, continuaremos o Sermão da Montanha. Jesus nos coloca a essência do seu ensinamento: O AMOR, para sermos "perfeitos como o Pai". O Evangelho apresenta mais dois exemplos (antíteses), que mostram a novidade de Jesus em relação a antiga Lei: Perdão em vez de vingança, e Amor em vez de Ódio... (Mt, 5,38-48) 1) PERDÃO: "Ouvistes: Dente por dente, olho por olho..." É a conhecida Lei do talião, que não pretendia autorizar a vingança, mas limitar, proteger os direitos das pessoas contra os excessos da violência. Não podia ser maior do que a violência original... A intenção era EU: "Não ofereçais resistência ao malvado...": Jesus cita quatro exemplos de situações de violência: Violência física: Se te bater na Face direita oferece a esquerda; Injustiça econômica: Se tomar tua túnica dá-lhe também o manto; Abuso do Poder: Se mandar andar um Km anda dois; Empréstimo: Se alguém te pedir não vires as costas. Na lógica dos homens é uma loucura... O próprio Cristo diante da bofetada, não ofereceu a outra face..., mas protestou... A Lei antiga procurava limitar a violência, mas, na prática, justificava... JESUS: Não é suficiente..., o Cristão deve ser um sacramento de amor e de perdão. PERDÃO: é uma extensão do amor. Através do perdão, o amor é confirmado e a paz se faz presente na relação humana. A não resistência ao malvado rompe o ciclo contínuo da vingança. Perdão é cortar o mal pela raiz, extinguindo a maldade e o ressentimento. A dificuldade de perdoar impede o seguimento radical de Jesus Cristo. Não é uma resignação fatalista, mas a não violência ativa do amor... (Exemplos: M.L.King, Gandhi, Dom Romero...) Suportar a injustiça não significa aprová-la, pode ser uma denúncia profética... Amar como Deus ama é o núcleo do novo. Só assim podemos rezar o Pai Nosso: "Perdoai, assim como perdoamos...". O Espírito de vingança ("Talião" de hoje) está bem enraizado também em nosso coração: "Quem ri por último, ri melhor..."; "Não levo desaforo para casa..." 2) AMOR AOS INIMIGOS: "Ouviste o que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás (não é preciso amar) o teu inimigo..." EU: "Amai os vossos inimigos, e rezai pelos que vos perseguem..." 
Na Primeira Leitura Já no Antigo Testamento encontramos: "Não guardes ódio no coração contra teu irmão". "Não procures vingança, nem guardes rancor aos teus compatriotas". "Amarás o próximo como a ti mesmo..." (1ª Leitura Lv 19,1-2.17-18) - O texto esclarece que a "Santidade" que o Senhor exige não se manifesta em formas de religiosidade externa, mas no amor ao irmão. Mas na prática, o amor ao próximo se limitava só para os compatriotas... JESUS: amplia as dimensões da caridade: amar até os inimigos... Motivo: Uns e outros são filhos de Deus = irmãos... A compreensão de que somos todos filhos do mesmo Pai e Mãe e a percepção de que seu amor é sem limites leva à fraternidade universal, à solidariedade e à partilha, vivendo-se com alegria, tendo como meta a união e a paz. E nos apresenta um Modelo: O Pai Celeste: "Sede perfeitos como o Pai Celeste é perfeito..." A Imitação de Deus, na sua perfeição ou santidade, concretiza-se no amor manifestado também ao inimigo. Trata-se de um amor gratuito e desinteressado, que supera a restrição à religião e à raça. "Desse modo vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus". O amor sem distinção possibilita fazer a experiência de filhos, reproduzindo na terra a bondade do Pai Celeste, que "faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos." O amor leva a superar o espírito de hostilidade, a vingança, o ódio e o rancor, para construir a fraternidade. Só assim nos tornamos verdadeiros filhos de Deus... "Se amais aos que vos amam... que recompensa tendes? Também os publicanos (pecadores) o fazem..." "Se saudais os vossos irmãos... Os gentios também o fazem..." Será um programa realizável? Ou uma Utopia para sonhadores, uma loucura? Muitos cristãos provaram pelo seu testemunho heroico que é possível... A Segunda Leitura responde que é uma loucura para os homens, mas é "Sabedoria" para Deus. (1Cor 3, 16-23) Temos inimigos a perdoar e rezar por eles? Pessoas que não gostamos ou que não gostam de nós? Qual a nossa atitude para com elas? A Eucaristia que celebramos é de fato um gesto de COMUNHÃO com Deus e os irmãos? Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 19.02.2023
 

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José