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Pentecostes 2019: Nasce a Igreja

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7 de junho de 2019

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Vamos celebrar a festa de PENTECOSTES, encerrando na Liturgia o Ciclo Pascal. PENTECOSTES é uma festa antiga, que já existia no Antigo Testamento. - Para Israel: Inicialmente era uma festa ligada às colheitas. - Mais tarde, tornou-se uma celebração da Aliança, feita no Sinai, que acontecia 50 dias depois da Páscoa. Era a festa da LEI.  Hoje: É a Plenitude do Mistério Pascal, com o Dom do Espírito Santo à Igreja.  É o NATAL da IGREJA... o Dia das Comunidades... o Dia da nossa CRISMA.
No Evangelho de João, os Apóstolos recebem a efusão do espírito Santo,
no “anoitecer” do dia da Páscoa. (Jo 20,19-23)- Eles estão reunidos de “portas fechadas” por medo das autoridades.- Jesus ressuscitado aparece “no meio deles”,  deseja a PAZ: “A Paz esteja com vocês”,  e envia em MISSÃO: “Como o Pai me enviou, eu também vos envio.”- Para isso, “sopra” sobre eles, transmitindo-lhes a “vida nova”, a força, o ESPÍRITO SANTO: “Recebei o Espírito Santo...”  e o Dom do PERDÃO e da RECONCILIAÇÃO. * O Espírito é portador do dom da paz 
e mensageiro do perdão e do amor do Senhor. O cristão é um “enviado” para viver e contagiar PAZ, experimentar o PERDÃO e a misericórdia e ser construtor da COMUNIDADE. João e Lucas têm perspectivas diferentes, a finalidade é a mesma: O Espírito que ajudou Jesus a realizar o projeto de Deus, também anima agora a Comunidade cristã. O nosso Pentecostes. Diante do Fato, talvez invejemos a sorte dos Apóstolos. E nos esquecemos que o Pentecostes continua acontecendo. Também em nossa vida houve um PENTECOSTES. No BATISMO: - Recebemos pela 1a vez o Espírito Santo. - Fomos inseridos na Igreja, obra do Espírito Santo. Mas na CRISMA, recebemos a Plenitude do Espírito Santo. Por isso, o BATISMO é a nossa PÁSCOA. A CRISMA é o nosso PENTECOSTES. Lendo a Bíblia, notamos que Deus, sempre que escolhia uma pessoa para uma missão importante, ungia-o e enviava o seu Espírito. - No Antigo Testamento: Sacerdotes, Profetas e Reis. - Cristo: no Batismo, antes de iniciar a vida apostólica. - Maria: Quando aceitou ser a Mãe do Salvador. - Assim todo cristão: quando inicia a sua missão de cristão adulto. Pelo Batismo: entramos na família, nos tornamos membros da Igreja. Pela Crisma: nos tornamos membros adultos, atuantes e responsáveis na Igreja.
A chama do Espírito Santo transformou totalmente os apóstolos. A Igreja nasce e se renova constantemente por obra do Espírito Santo. Que essa mesma chama ILUMINE E AQUEÇA a nossa vida no caminho da Unidade, do Bem e da Verdade. Por isso, cantemos: Vem, vem, vem, vem Espírito Santo de Amor,  vem a nós, traz à Igreja um novo vigor.
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa 

Agenda diocesana: 

07 -  Aniversário de Dom Antonino – Missa, na Catedral, às 06,00 hs.
        Conselho de Presbíteros.
08 – Vigília de Pentecostes para as 3 Paróquias de Coxim – 19,00 hs. na Catedral.
         Celebração dos 25 anos das Irmãs Franciscanas de São José na nossa Diocese.
09 -  Crismas na paróquia São Francisco e em Alcinópolis.
12 -  Dom Antonino Celebra Missa de ação de graças no Seminário de Campo Grande.
13 – Dom Antonino celebra em Costa Rica, na Festa do Padroeiro.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José