quinta, 04 de junho, 2026
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A PALAVRA
Evangelho segundo S. João 3,13-17.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do Céu, o Filho do Homem. Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigênito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.
A MENSAGEM - O Imperador Constantino, antes de uma importante batalha, viu no céu uma Cruz, com os dizeres: “Por este sinal, vencerás”. Crendo nesse sinal, obteve uma grande vitória. Na liturgia de domingo comemoramos a EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ... Como pode a Igreja propor aos cristãos a exaltação daquilo que foi o instrumento de tortura e morte de Jesus? O que se exalta na cruz não é a dor, mas a salvação, que ela trouxe. Assim a cruz não é símbolo de morte, mas símbolo de nossa redenção, símbolo de nossa fé cristã. É a expressão suprema do amor de Deus por nós. As Leituras são um convite a contemplar esse Deus crucificado e a deixar-se envolver numa resposta de amor.… A 1ª Leitura introduz o tema com o episódio da SERPENTE DE BRONZE levantada por Moisés no deserto. (Nm 21,4b-9) O Povo, em marcha pelo deserto, cansado da longa marcha e enfastiado com um alimento sempre igual (o maná), expressa o seu desagrado contra Deus e contra Moisés. Deus castiga os revoltosos com serpentes venenosas. Arrependidos, os israelitas pedem perdão. Deus manda Moisés construir uma serpente de bronze e colocá-la num poste. Os que dirigiam o olhar para ela ficavam salvos. Deus usa o mesmo instrumento que causa morte para salvar a vida do Povo. Essa serpente é figura da CRUZ, em que CRISTO foi levantado para dar vida a todos. A 2ª leitura é um Hino cristológico, que narra a história de Jesus. Jesus, Filho de Deus, despojou-se da grandeza divina e
assumiu a condição humana: “Esvaziou-se, humilhou-se, se fez obediente até a morte de CRUZ.
Mas Deus o exaltou... tornando-o ‘Senhor’ do universo.” (Fl 2,6-11) Exaltado na Cruz, Jesus é proclamado como o Senhor glorioso. No Evangelho, João apresenta o mistério da Cruz, como exaltação, como fonte de vida e salvação para a humanidade. (Jo 3,13-17) Cristo interpreta o episódio da serpente de bronze. Como a serpente erguida por Moisés no deserto, foi sinal de salvação, assim Cristo levantado na cruz será Sinal de salvação a todos os que nele crerem. A Cruz não é um amuleto que se carrega ao pescoço para proteção nas doenças ou desventuras; não é um símbolo colocado no cimo das montanhas para mostrar a conquista do território, ou nas casas para indicar a sacralidade do ambiente. É um Sinal: o ponto de referência dos que têm fé e vêem nela a proposta de vida, feita por Cristo ressuscitado. O olhar a Cristo crucificado nos revela o verdadeiro rosto de Deus e nos convida a nos deixar envolver por seu amor. Descobriremos que Deus não é forte e poderoso, mas frágil; não é vencedor, mas derrotado; não é rico, mas despojado de tudo; não é servido, mas servidor dos homens; não faz o que quer, deixa que os homens façam dele o que querem. É fraco, vencido, pobre, servo, humilhado... por amor... E para nós, o que significa a Cruz ? Um amuleto para dar sorte ou afastar desgraças? Uma jóia que carregamos ao pescoço? Um enfeite que penduramos na parede fria de nossas casas? Um monumento em lugar turístico? DUAS SUGESTÕES: 1) FIXAR OS OLHOS NO CRUCIFICADO e orientar as nossas escolhas: Nessa semana, encontre um momento e um local adequado para permanecer sozinho, olhando para o crucificado... Os Acontecimentos dramáticos da Paixão e morte de Jesus na cruz, procure reviver em silêncio e na contemplação: Desprezado pelo povo, odiado pelos sacerdotes, calúnias, mentiras, acusações. Tenho coragem de recordar as ofensas, os rancores por uma falta de compreensão, por uma palavra inoportuna? As Palavras: “Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem”. “Ainda hoje estarás comigo no paraíso...” Se abrirmos o coração, do crucificado brotará um clima de paz e uma necessidade de compreensão, de amor e de perdão. Vendo esse Cristo de Braços Abertos, posso continuar de braços cruzados, me omitindo diante das necessidades dos irmãos? 2) O SINAL DA CRUZ, que talvez aprendemos ainda no colo de nossa mãe: Um gesto simples, em que traçamos uma cruz sobre nós, invocamos a Trindade e consagramos nossa mente, nosso coração e nossas ações... Que tal nessa semana, fazê-lo consciente, com mais fé e amor? Cristo venceu pelo caminho da Cruz e é também o caminho de nossa vitória. Canto: Vitória, tu reinarás, ó Cruz tu nos salvarás... Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 14.09.2014
NOTÍCIAS DIOCESANAS
Setembro 2014 – Mês da Bíblia.
12 - 14 3ª etapa da escola de Coordenadores da PJ (Emaús).
13 e 14: Congresso da RCC (Camapuã).
15 - Festa de N. S. das Dores.
19 - 21 Encontro Diocesano de Leigos (Emaús).
29 - Dom Antonino celebra em São Gabriel, na Festa do Padroeiro.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José