quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Dom Antonino

A+ A-

Obrigado Senhor! - Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro

Icone Calendário

7 de outubro de 2022

Continue Lendo...

Obrigado Senhor! - Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro. - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (Lc 17,11-19)
11Aconteceu que, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. 12Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram ao seu encontro. Pararam à distância, 13e gritaram: "Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!" 14Ao vê-los, Jesus disse: "Ide apresentar-vos aos sacerdotes". Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. 15Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; 16atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano. 17Então Jesus lhe perguntou: "Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? 18Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?" 19E disse-lhe: "Levanta-te e vai! Tua fé te salvou". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!. 
MENSAGEM - Vivemos num mundo em que a vida humana ficou transformada num grande comércio, onde tudo se compra e tudo se paga. Diante dessa realidade, muitos perderam o valor da gratuidade e da gratidão. A liturgia deste domingo nos apresenta o pensamento de Deus Na Primeira Leitura o Profeta Eliseu cura o leproso Naaman (2Rs 5,14-17). O general sírio apresenta-se ao Profeta para ser curado. Eliseu, sem acolhê-lo, manda lavar-se sete vezes no Rio Jordão. O General humilhado está decidido a desistir e voltar para a sua terra. Mas a comitiva insiste e ele obedece e fica curado. Reconhecido proclama sua fé no Deus de Israel e, como sinal de sua gratidão, leva consigo de Israel um pouco de terra, a fim de cultuar na própria terra o Deus Verdadeiro. Na Segunda Leitura, Paulo, bem consciente de ter sido um “leproso”, em meio aos sofrimentos e privações da prisão, encontra motivos de alegria, de esperança e de gratidão a deus, pelos favores recebidos, chegando a afirmar: Estou algemado como um prisioneiro, mas a Palavra de Deus não pode ser algemada (2Tm 2,8-13). No, Evangelho, Jesus a caminho de Jerusalém, cura dez leprosos. (Lc. 17,11-19). Os leprosos deviam morar fora do povoado, longe do convívio humano para não contaminarem s outros com a sua impureza física e religiosa. Eles gritam de longe: “Jesus, mestre, tem compaixão de nós...” Jesus se “compadece” e os manda se apresentarem aos sacerdotes, que eram os responsáveis para comprovar a cura e liberar a reintegração na Comunidade. Os dez obedecem e “no caminho” se veem curados. Só um, volta para agradecer e era um samaritano, considerado estrangeiro e desprezado pelos judeus. Cristo questiona: “Não foram dez os curados? Onde estão os outros nove?” E acrescenta: “Levanta-te e vai, Tua Fé te salvou”. O episódio ilustra o Caminho da Fé: A fé nasce da esperança em Jesus que cura, se concretiza “a caminho” na obediência à Palavra de Jesus e se manifesta na Gratidão. Pormenores significativos da narrativa do milagre: “A Lepra” representa o mal que atinge toda a humanidade, gerando exclusão, opressão e injustiça (Dez significa “Totalidade”). A todos os que se sentem “leprosos”, Deus faz encontrar a vida plena, a reintegração total na família de Deus e na comunidade. Jesus e Samaritanos e juntos e solidários: Dois povos adversários, unidos pela desgraça e pela dor. A luta pela vida supera as diferenças religiosas, políticas, raciais. E em conjunto vão à procura de Jesus: “Tem compaixão de nós!”. 
A lepra desaparece “no caminho”: A Ação libertadora de Jesus é um processo progressivo, no qual o crente vai descobrindo e interiorizando os valores de Jesus, até a adesão plena às suas propostas e à efetiva transformação do coração. Só um, volta para agradecer: O leproso curado volta “glorificando a Deus em alta voz”. Reconhece Jesus como libertador e está disposto a segui-lo. Agradece e acredita, por isso recebe mais: “Vai a tua fé te salvou”. A fé dos demais chega até a cura; a sua fé chega até a Salvação. “E é um Samaritano” (estrangeiro). Os “de casa” não sentem necessidade de agradecer, O estrangeiro volta para agradecer. Quem são os leprosos de hoje, que marginalizados e discriminados pela comunidade, continuam ainda hoje sofrendo na própria pele as consequências das feridas da lepra do pecado? A Gratidão: é uma das virtudes que enobrecem a pessoa humana. Desde criança, fomos educados a agradecer os favores recebidos. A gratidão é a atitude que brota do coração de quem se sente amado pelo amor de Deus. Nem todos sabem agradecer – Não basta na hora da necessidade gritar: “Senhor, tem piedade de mim!” é preciso também manifestar a nossa gratidão pela libertação que faz acontecer em nós, comprometendo-nos com ele. Saber agradecer a tantas pessoas, que tornaram nossa vida mais feliz: nossos pais, os professores, o padre, o pastor, o médico, o catequista, os colegas de estudo, de trabalho, de esporte e tantos outros. Não bastas sentir... É importante também manifestar... “Obrigado”: palavra tão simples, mas tão esquecida por muitos. Ela valoriza o dom recebido e dispõe ainda mais o doador. Eucaristia quer dizer: “ação de graças”. Aproveitemos esse momento privilegiado para agradecer a Deus de todos os favores recebidos em nossa vida, e partamos daqui dispostos a reconhecer agradecidos também os inúmeros favores recebidos de nossos irmãos. Pe Antônio Geraldo Dalla Costa – CS 09 10 2022).

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

Continue Lendo...

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

Continue Lendo...

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José