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 O Seguimento de Jesus

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6 de setembro de 2019

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PALAVRA – Evangelho Lucas 14:25-35
Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe: Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo. Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele,
Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar. Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil? De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores, e pede condições de paz. Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo. Bom é o sal; mas, se o sal degenerar, com que se há de salgar? Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
MENSAGEM - Estamos no Mês da BIBLIA. Ela é sempre uma luz em nossa caminhada cristã. Hoje ela nos fala do Seguimento de Jesus e suas EXIGÊNCIAS: Não é um caminho de facilidade, mas sim de renúncia... A 1ª Leitura é uma oração atribuída a Salomão, que os judeus de Alexandria rezavam a fim de que iluminasse as exigências da fé em meio ao mundo pagão em que se encontravam. Lembra que só em DEUS é possível encontrar a verdadeira felicidade e o sentido da vida. (Sb 9,13-19) Na 2ª Leitura, Paulo aplica as consequências do seguimento de Jesus: intercede em favor de um escravo fugitivo (Onésimo), junto a seu “dono” (Filêmon), para que o receba não mais como um escravo, mas como irmão. (Fm 9b-10.12.17) O Evangelho aponta o “Caminho do Discípulo”. (Lc 14,25-33) Jesus estava a caminho de Jerusalém... onde iria ser morto numa Cruz... O Povo o seguia numeroso, entusiasmado pela sua pessoa. Mas Cristo não era um demagogo, que fazia promessas fáceis, para atrair multidões a qualquer preço. Ele sabia que entre eles havia: Bons, desejosos da boa palavra... que buscavam sinceramente o Messias... Curiosos: em satisfazer o desejo de novidade... Interesseiros: na esperança de participar da glória e da fama... Inimigos: à espreita de uma ocasião para acusá-lo e condená-lo. Sem medo de perder alguns simpatizantes, Jesus aponta TRÊS CONDIÇÕES para segui-lo: 1. DESAPEGO afetivo: aos familiares... até à própria vida: “Quem não ‘odeia’ o seu pai, sua mãe... até a própria vida, não pode ser meu discípulo...” ODIAR aqui não significa rejeitar os sagrados laços familiares, mas priorizar os valores do Reino. 2. DISPONIBILIDADE em carregar a Cruz: “Quem não carrega a sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo...” A CRUZ é a imagem que melhor sintetiza toda a vida de Cristo. O “Discípulo” é convidado a imitar o Mestre... 3. RENÚNCIA aos bens materiais: “Quem não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo...” Vivendo em função deles, não sobra espaço para Deus, nem relações de partilha e solidariedade com os irmãos... Seguir o Mestre, não deve ser uma atitude passageira, nascida num momento de entusiasmo, mas sim, uma decisão ponderada, amadurecida e coerente até o fim. Duas pequenas PARÁBOLAS, a TORRE a construir e a GUERRA a conduzir, ilustram a necessidade de planejar, empenhando-se cada dia na vivência cristã. O Povo não podia se deixar levar pelo entusiasmo momentâneo, pelo contrário, devia calcular bem, se está em condições de perseverar... O seguimento de Cristo é... um caminho fácil, onde cabe tudo?  ou um caminho exigente, onde só cabem os que aceitam a radicalidade de Jesus? A nossa Pastoral deve facilitar tudo, ou ir pelo caminho da exigência? A grande maioria no nosso povo se diz “cristão”... seguidor de Cristo... Recebe os Sacramentos de Iniciação... Reconhece os valores de Deus e da Fé... mas a vivência cristã deixa a desejar... Muitas vezes, ficamos felizes, quando vemos a igreja lotada... Mas qual é o verdadeiro motivo que leva muitas pessoas à igreja? Todos os que participam com entusiasmo das cerimônias solenes, das procissões, das romarias... estão realmente conscientes dos compromissos que a fé cristã envolve? O que nos diria a respeito, o Evangelho de hoje? Será que Cristo está mais interessado no número, ou na qualidade? Há dois tipos de Religião: As REVELADAS: como a nossa... em que a Bíblia é a fonte de inspiração... É Deus que se revela e nós aceitamos o que essa revelação nos propõe... As CRIADAS: que foram inventadas pelos homens, segundo o modelo que mais satisfaz seu modo de pensar e de agir... Qual nos dá mais segurança de realizar o Plano de Deus? Uma religião mais fácil pode até ser mais atraente... mas certamente não será a mais fiel à proposta de Cristo...  Estamos nós dispostos a ser verdadeiros Discípulos de Cristo, pelo caminho duro e exigente, que o evangelho de hoje nos propõe? Peçamos a Deus muita LUZ para compreender essa verdade... e muita FORÇA para sermos fiéis à escolha feita... Procuremos nesse mês dedicado à Bíblia, valorizar ainda mais a Palavra de Deus, dedicando-lhe um tempo especial dentro do nosso dia, para uma atenciosa LEITURA ORANTE DA BÍLIA. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 08.09.2019.
NOTÍCIAS DIOCESANAS
Estamos no Mês da BIBLIA. Ela é sempre uma luz em nossa caminhada cristã.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José