quinta, 04 de junho, 2026
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PALAVRA - Evangelho (Mc 14,12-16.22-26) –
12No primeiro dia dos Ázimos, quando se imolava o cordeiro pascal, os discípulos disseram a Jesus: “Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?” 13Jesus enviou então dois dos seus discípulos e lhes disse: “Ide à cidade. Um homem carregando um jarro de água virá ao vosso encontro. Segui-o 14e dizei ao dono da casa em que ele entrar: ‘O Mestre manda dizer: onde está a sala em que vou comer a Páscoa com os meus discípulos?’ 15Então ele vos mostrará, no andar de cima, uma grande sala, arrumada com almofadas. Aí fareis os preparativos para nós!” 16Os discípulos saíram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus havia dito, e prepararam a Páscoa. 22Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o e entregou-lhes, dizendo: “Tomai, isto é o meu corpo”. 23Em seguida, tomou o cálice, deu graças, entregou-lhes, e todos beberam dele. 24Jesus lhes disse: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. 25Em verdade vos digo, não beberei mais do fruto da videira, até o dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus”.
26Depois de ter cantado o hino, foram para o monte das Oliveiras. Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.
MENSAGEM- Celebramos a festa de Corpus Christi, a festa do Corpo e Sangue de Cristo, a festa popular da Eucaristia. Esta celebração nos faz compreender melhor a Nova Aliança e o significado do Sacrifício de Cristo. As três leituras apresentam a EUCARISTIA como o Sacramento da Nova Aliança. A antiga Aliança com Deus dá lugar à Nova Aliança em Cristo, da qual participamos na Eucaristia. A 1ª Leitura descreve o rito da ANTIGA ALIANÇA: É uma premissa para entender o sentido da Eucaristia. (Ex 24,3-8) Os antigos selavam um contrato de aliança com o sangue das vítimas oferecidas. Moisés lembra as palavras e a Lei de Deus e o povo se comprometeu a pô-las em prática. Então Moisés asperge o povo com o sangue das vítimas o altar e o Povo. O sangue, que é vida indica que a aliança é vital; derramando sobre o Altar e o povo, indica que entre o povo e Deus há comunhão: na fidelidade à aliança, o povo vive da vida de Deus. Os dez mandamentos são um dos primeiros documentos que reúnem os principais direitos do homem: direito à vida, à família, à dignidade, à informação e expressão, à propriedade. Essa Aliança foi rompida e restaurada inúmeras vezes. Por isso, Deus promete, pela boca dos profetas, uma NOVA ALIANÇA, que será cumprida com fidelidade. A 2ª Leitura nos fala da NOVA ALIANÇA. (Hb 9,11-15) O Sangue derramado de Cristo sela uma Aliança nova e definitiva entre Deus e a humanidade. Esta não precisará mais o sangue dos animais sacrificados. Será um sacrifício definitivo, que não se repetirá, só se atualizará continuamente na Eucaristia. O Evangelho apresenta as características essenciais do Sacrifício de Cristo. Cristo, oferecendo-se para a imolação, opera a libertação integral e definitiva. Doa a sua vida como sacrifício da Nova Aliança e ratifica essa Aliança definitiva entre Deus e os homens através do seu sangue. (Mc 14,12-16.22-26) A Aliança do Amor - Esta nova Aliança, selada com o sangue de Cristo, supõe uma novidade radical nas relações entre os homens e Deus, porque nova é a relação de Deus com os homens por Jesus Cristo. Esta relação é a religião do amor. Agora sim podemos compreender que Deus é amor.
Agora podemos estar seguros de uma coisa: que Deus é antes de tudo “aquele que nos ama sem medida”. Agora devemos compreender que o cristianismo, que vem de Cristo, é a religião do amor, da caridade, da solidariedade. A Eucaristia é a mais bela invenção do amor - Pelo seu amor para conosco, Jesus reuniu na Eucaristia um sinal provocado por sua ausência e o realismo de sua divina e humana presença. Ele quis que o mesmo gesto de amor fosse oferecido a todos os homens de todos os tempos. Jesus desapareceu, ausentando-se na Ascensão. Desde então, Senhor do espaço e do tempo, pode abraçar com um só olhar todo o universo e sua história. Esta distância esconde uma presença sempre real, embora mais discreta para poder ser mais universal. No sinal do Pão partido sobre a mesa da Igreja, está a realidade da pessoa de Cristo, crucificado e ressuscitado, verdadeiramente presente para nós. Seu poder e amor infinito não ficam reduzidos a um puro símbolo que lembra somente sua passagem por este mundo. Ele quis permanecer conosco, realmente presente, no pão partido e no cálice consagrado da nova aliança. A Eucaristia é um véu sutil, que encobre a presença de Cristo através do banquete divino. No altar de todas as igrejas, no sacrário do templo mais simples, no ostensório mais artístico que sai hoje em procissão pelas ruas das cidades, Jesus, o Salvador, o Senhor, está verdadeiramente presente. A Eucaristia é a mais bela invenção do amor de Cristo. A Celebração da Eucaristia relembra aos peregrinos nesta terra, a festa eterna, que é preparada para o fim dos tempos, quando o Reino de Deus se manifestará em toda a sua plenitude. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 31.05.2018
NOTÍCIAS DIOCESANAS
Celebração de Corpus Christi em Coxim
08:00 hs – Missa –
Procissão e confraternização. Paróquia São Francisco das Chagas
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José