quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Dom Antonino

A+ A-

O PROFETA

Icone Calendário

26 de janeiro de 2018

Continue Lendo...

PALAVRA - Evangelho segundo S. Marcos 1,21-28. 
Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar,todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: “Que tens Tu a ver conosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus”. Jesus repreendeu-o, dizendo: “Cala-te e sai desse homem”. O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: “Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!”. E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia. 

MENSAGEM - O profetismo foi uma experiência muito forte da Bíblia. Os profetas são homens de Deus, que surgem nos grandes momentos de crise e de transição. Eles sabem ler os sinais dos tempos e, graças à sua sintonia com Deus, podem animar a fé do povo e anunciar novos caminhos para o futuro. O profeta é suscitado por Deus e caminha com o povo para Deus. Deus é o ponto de partida e o ponto de chegada... PROFETA é alguém que Deus ESCOLHE, CHAMA e ENVIA para ser a sua “Palavra” viva no meio do Povo. A 1a leitura anuncia a vinda de um grande PROFETA que falará aos homens em nome de Deus. (Dt 18,15-20) MOISÉS é apresentado como modelo e exemplo do verdadeiro Profeta: Deus está na origem e no centro da sua vocação e a sua mensagem é sempre o que Deus lhe ordena. Daí surgem duas RESPONSABILIDADES: da parte do Povo: ESCUTAR o profeta: “Eu pedirei contas a quem não escutar...” da parte do Profeta: Ser fiel ao que Deus mandou FALAR... “Porei minhas palavras em sua boca... Se tiver a ousadia de dizer o que não mandei esse profeta deverá morrer...” O Evangelho revela que o Profeta esperado é JESUS. (Mc 1,21-28) Num sábado, Jesus vai à sinagoga de Cafarnaum, acompanhado pelos discípulos que acabara de convocar, e revela-se como o Messias-Libertador. Realiza o primeiro milagre narrado por Marcos e “começa a ensinar...” Não narra o conteúdo do ensinamento, mas o efeito da pregação: “Todos se maravilhavam... O que é isso? Um ensinamento NOVO dado com autoridade... Até os espíritos impuros lhes obedecem...” Ele tem um jeito novo de ensinar... Não comunica a palavra de Deus como os rabinos do seu tempo. A sua mensagem é “nova” e é anunciada “com autoridade”: É a Palavra definitiva de Deus. A “autoridade” se revela nas Palavras de Jesus e nas Ações concretas: O homem possuído pelo espírito imundo foi transformado, purificado pela sua palavra dita com autoridade... Diante das palavras e dos milagres de Jesus, o povo percebe que Ele é o profeta prometido por Moisés: E a fama de Jesus se espalha logo por toda parte...
“Ele falava como quem tem AUTORIDADE...” As leituras bíblicas nos lembram duas Verdades: A nossa relação com Jesus é fundamentalmente uma relação de “escuta”: devemos escutar a palavra de Jesus Profeta e pô-la em prática; Lembra-nos que o cristão também é profeta por vocação e está chamado, com a sua palavra e com suas obras, a revelar os caminhos de Deus e a condenar tudo aquilo que se opõe ao mistério do reino de vida proclamado por Jesus. “Ele falava com autoridade” Vivemos num mundo de muitas falas: Fala o rádio, fala a TV, falam os políticos, fala a Escola, fala o Sindicato, fala a Religião, falam tantas seitas... Quantas palavras vazias... “sem autoridade...” O que há de verdade, por trás de tantas FALAS? Será que elas libertam ou oprimem as pessoas? Mas há uma palavra muito mais forte e poderosa do que todas: É a Palavra de Jesus: Ela LIBERTA, TRANSFORMA, DÁ VIDA... Como falar com autoridade? Os padres têm a missão de anunciar a Palavra, com poder de Salvação... Devem falar e ser: Fiéis... Autênticos... Libertadores Os pais angustiados afirmam: “Digo sempre para o filho... mas não adianta... ele não me escuta...” Será que falam como quem tem AUTORIDADE? Como falar com autoridade um professor, uma autoridade civil, os responsáveis pelos serviços em nossas comunidades? A Autoridade não brota das palavras... não se impõe... mas se conquista com uma autêntica vivência humana e cristã... Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 28.01.2018
NOTÍCIAS DIOCESANAS
Sexta feira - dia 26 janeiro 
Dom Antonino atende as Confissões no Acampamento de São Gabriel.
Sábado 27 janeiro
Dom Antonino apresenta, no Paraíso das Águas, Pe. Guilherme como Administrador Paroquial.
Domingo 28 de janeiro
De manhã, Dom Antonino celebra em Costa Rica, no encerramento da Festa de
São Sebastião e na reabertura da Igreja Matriz.
de noite, celebra em Sonora no 28º aniversário da paróquia
Em Coxim, GINCANA da Juventude.
NOMEAÇÕES na Diocese:
Pe. Guilherme, administrador paroquial no Paraíso das Águas.
Pe. Fábio, Pároco na São Francisco das Chagas.
Pe. Waldemar, Vigário paroquial, na mesma paróquia.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

Continue Lendo...

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

Continue Lendo...

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José