quinta, 04 de junho, 2026
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PALAVRA –Evangelho Lucas 18:1-8 - 1Então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. 2Ele disse: “Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com os homens. 3E havia naquela cidade uma viúva que se dirigia continuamente a ele, suplicando-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’. 4”Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo: ‘Embora eu não tema a Deus e nem me importe com os homens, 5esta viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça para que ela não venha me importunar’ “. 6E o Senhor continuou: “Ouçam o que diz o juiz injusto. 7Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar? 8Eu lhes digo: ele lhes fará justiça, e depressa. Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?”
MENSAGEM - A Liturgia nos convida a manter com Deus uma ORAÇÃO PERSEVERANTE. Só assim será possível aceitar os projetos de Deus, compreender os seus silêncios, respeitar os seus ritmos e acreditar no seu amor. Na 1a Leitura, MOISÉS não desiste de rezar. (Ex 17,9-13a) O Povo de Deus está a caminho da Terra Prometida... Josué organiza seus homens para lutar contra os inimigos com as armas. Moisés, no alto da colina, de “mãos erguidas”, faz uso da arma da Oração. Duas pessoas sustentam os braços cansados de Moisés. A vitória foi alcançada muito mais pelo auxílio de Deus, do que pelo valor dos combatentes. Nas duras batalhas da vida, devemos contar com a ajuda e a força de Deus. Devemos manter, como Moisés, as “Mãos sempre erguidas” em oração, sem nos deixar vencer pelo cansaço. Na 2a Leitura, PAULO indica uma fonte preciosa que alimenta a Oração: A Sagrada Escritura: “Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar, para corrigir, para educar na justiça..., Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, preparado para toda a boa obra”. (2Tm 3,14-4,2) A Bíblia é o fundamento da fé e o vigor das comunidades. A Instrução bíblica constitui o equipamento vital do homem de Deus, aos ministros da Palavra, uma preparação conveniente, para que ela se torne atraente e chegue ao coração dos ouvintes. O Documento de Aparecida afirma: “Uma maneira privilegiada de ler a Bíblia é a LEITURA ORANTE DA BÍBLIA... Bem praticada, conduz ao encontro com Jesus-Mestre, ao conhecimento do mistério de Jesus-Messias, à comunhão com Jesus-Filho de Deus e ao testemunho de Jesus-Senhor do universo”. (DA 249) No Evangelho, a VIÚVA não desiste de implorar. (Lc 18,1-8) “Para mostrar a necessidade de REZAR SEMPRE, e nunca desistir”: Jesus contou aos discípulos uma PARÁBOLA: Uma viúva injustiçada pede justiça... mas o juiz não lhe dá ouvidos... Ela tanto insiste, que o juiz acaba atendendo. A insistência da viúva vence a indiferença do juiz iníquo. Se até um homem mau cede diante de um pedido incessante, quanto mais Deus, que é justo e santo, nos atenderá e salvará... A Oração deve ser um Diálogo insistente e contínuo... Deus está sempre atento aos nossos pedidos, mesmo quando “parece” insensível aos nossos apelos, aos nossos clamores por justiça. Geralmente temos pressa... Ele sabe a hora e o momento para cada coisa. A nós resta moderar a impaciência e confiar totalmente nele. “REZAR SEMPRE”... Significa nunca interromper o DIÁLOGO com Deus, mesmo no aparente silêncio de Deus. “É a presença silenciosa de Deus na base do nosso pensamento, da nossa reflexão e do nosso ser, que impregna toda a nossa consciência”. (Bento XVI) Nesse diálogo, Deus transforma os nossos corações e aprendemos a nos entregar nas mãos de Deus e confiar nele. Se interrompermos esse contado, se deixarmos “cair os braços”, logo fracassaremos. A Oração não é uma fórmula mágica para levar Deus a fazer nossa vontade ou até nossos caprichos. Não é um simples ato de piedade, ou expressão do sentimento; mas antes um ato de fé e de amor, que nos abre ao DIÁLOGO COM DEUS. Rezar é CONVERSAR com Deus: Falar e Escutar... As Orações não precisam de palavras complicadas. Existem orações escritas que rezamos, mas também as orações que são feitas quando queremos conversar com Deus do nosso jeito. Deus é o nosso melhor amigo e gosta de nos ouvir. Rezar é fazer SILÊNCIO profundo para ouvir Deus, acolher a sua Palavra e assim nos dispor a fazer a sua vontade... Rezar é uma RESPOSTA vivencial e verbal, que poderá assumir várias FORMAS: Ação de graças... Contemplação... Profissão de fé... Declaração de entrega... Pedido... UM DESAFIO: (convite): Nesta semana: encontrar todos os dias um tempo sagrado para uma Oração (conversa) pessoal com Deus... A Oração perseverante ajudará a ser “Discípulos-Missionários” Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo: É o título da mensagem do papa para o Dia Mundial das Missões: “A Igreja está em missão no mundo: a FÉ em Jesus Cristo dá-nos a justa dimensão de todas as coisas, fazendo-nos ver o mundo com os olhos e o coração de Deus; a ESPERANÇA abre-nos aos horizontes eternos da vida divina, de que verdadeiramente participamos; a CARIDADE, que antegozamos nos sacramentos e no amor fraterno, impele-nos até aos confins da terra”. (Papa Francisco) Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa.
NOTÍCIAS DIOCESANAS
Semana Missionária:
18/10 - Sexta Feira - Figueirão.
19/10 Sábado - Alcinópolis.
20/10 Domingo - 21/10 Segunda Feira - 22/10 Terça Feira
Visita Missionária às três paróquias de Coxim.
24/10 – Quarta Feira - Sonora.
25/10 e 26/10 (Quinta e sexta) São Gabriel.
26/10 (Sábado) 27/10 (domingo) Costa Rica.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José