quinta, 04 de junho, 2026
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PALAVRA - Evangelho segundo S. João 6,1-15. -
Naquele tempo, Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, ou de Tiberíades. Seguia-O numerosa multidão, por ver os milagres que Ele realizava nos doentes. Jesus subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?». Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Respondeu-Lhe Filipe: «Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um». Disse-Lhe um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro: «Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?». Jesus respondeu: «Mandai-os sentar». Havia muita erva naquele lugar, e os homens sentaram-se em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes; e comeram quanto quiseram. Quando ficaram saciados, Jesus disse aos discípulos: «Recolhei os bocados que sobraram, para que nada se perca». Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de cevada que sobraram aos que tinham comido. Quando viram o milagre que Jesus fizera, aqueles homens começaram a dizer: «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo». Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-l’O para O fazerem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte.
MENSAGEM - Hoje se fala muito da FOME no mundo. Quem não viu imagens de pessoas famintas, que mais parecem cadáveres ambulantes. Deus nos convida a PARTILHAR o “Pão” da vida com todos aqueles que têm “fome” de amor, de liberdade, de justiça, de paz, de esperança. A 1a Leitura fala do PÃO PARTILHADO de Eliseu: (2 Rs 4,42-44) Um homem, durante uma longa carestia, oferece generosamente a Eliseu “o pão das primícias”: 20 pães de cevada. O Profeta não guarda para si o precioso alimento e manda repartir com o povo: “Dá ao povo para que coma”. O Homem se surpreende: “Mas como? É tão pouco para 100 pessoas.” E o Profeta lhe garante: “Dá... todos comerão e ainda sobrará…” Vemos a atitude de DEUS, que não multiplica os pães do NADA e o gesto generoso de duas PESSOAS: Um homem desconhecido que oferece o fruto do seu trabalho e Eliseu que partilha o dom recebido. O Pão partilhado sacia a fome de todos... e ainda sobra... Jesus também alimentará outra multidão de um modo semelhante... Não será esse o caminho para o problema da fome no mudo? No Evangelho, JESUS multiplica e reparte o pão. (Jo 6,1-15) Interrompe-se a leitura de Marcos, própria do Ano B, para incluir o capítulo 6o de João, dando continuidade à narrativa. É um conjunto de 5 domingos, em que somos convidados a refletir sobre a Multiplicação dos PÃES e o Sermão do PÃO DA VIDA. É o único milagre descrito pelos 4 evangelistas… O Povo, faminto da sua palavra cheia de vida, segue o Cristo, que se retirara com os discípulos para um lugar deserto. Cristo teve compaixão… E continuou a falar… E atento às necessidades do povo, provoca os apóstolos: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” Felipe: “Nem duzentas moedas são suficientes…” André: “Um menino tem 5 pães e 2 peixe… mas o que é isso?” Jesus: “Fazei-os sentar… tomou os pães, abençoou e distribuiu...” Na partilha, todos ficam saciados e ainda sobra alimentos... Reação do povo: “Quer fazê-lo rei”. Não entendeu o “sinal”, que acompanha sua missão. Jesus não veio para distribuir cestas básicas e ser eleito prefeito. O verdadeiro pão que alimenta o mundo é Jesus, Palavra do Pai. E Jesus retirou-se para a montanha… O Povo continua a ter fome... Além da fome material, que é uma questão angustiante do nosso tempo, existe a fome de outros valores humanos e cristãos. A solução não está no muito que poucos possuem e retêm para si, mas no pouco de cada um, que é repartido entre todos. Olhando o Brasil, um país tão rico, com uma população tão pobre, o que significa, hoje, para nós a ordem de Jesus: “Dai-lhe vós mesmos de comer!”(Mc 6,37) Qual é o Caminho? No Evangelho, Jesus propõe TRÊS PISTAS: a) A PARTILHA é o primeiro passo para erradicar a fome do mundo: Jesus não dá uma esmola: ajuda as pessoas a repartirem o que elas têm… Quando se reparte, todos têm o necessário e ainda sobra… Os milagres de Deus iniciam onde a generosidade humana chega ao limite. b) A ORGANIZAÇÃO do povo é um elemento importantíssimo para que ele possa reivindicar e conquistar os seus direitos: Jesus pede para que os discípulos organizem a multidão para que se sente. c) Evitar o DISPERDÍCIO: Jesus pede para recolher o que sobrou, serviria também para os ausentes e afastados... PARTILHAR continua sendo obra do seguidores de Cristo... Partilhar o que? Partilhar com quem? Jesus partilhou a Palavra e o Pão... com os apóstolos... com o povo... E nós o que podemos partilhar? E com quem? Com a família: trabalhos... o dinheiro...(roubar o marido), as coisas... Com os amigos: Conhecimentos... objetos... Comunidade: a fé (Grupos), dons... tempo... Cristo ainda hoje continua a nos alimentar. A multiplicação dos pães é sinal profético do pão da vida eterna. Jesus usa gestos idênticos aos da última ceia: “Tomou os Pães, deu graças e os repartiu”, querendo manifestar a relação íntima entre o pão da Multiplicação e o pão da Eucaristia. Quem partilha a compaixão de Jesus com os famintos, vive e cumpre o Evangelho, quando diz: “Tive fome e me destes de comer”. Neste contexto, qual é o sentido da Eucaristia? Ficar de braços cruzados, aguardando o milagre de Deus? Ou colaborar com os nossos 5 pães e 2 peixes? Que nossos encontros dominicais não se reduzam a um encontro social, pelo contrário, possam ser momentos fortes de fé para saciar a nossa fome de Deus e para nos responsabilizar pela vida dos que caminham com fome ao nosso lado... Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 26.07.2015
Notícias Diocesanas
1) Novena do Divino Espírito Santo
Sexta, sábado e domingo, continua a Novena do Divino Espírito Santo: 19,00 h na Catedral.
No sábado, haverá carreata, com início às 17,30 h no Auto Posto Luzitano e bênção dos veículos em frente à Catedral São José.
No domingo, show de prêmios, às 14,00 h, no salão paroquial.
Às 19,00 h, Procissão e Missa solene.
2) Domingo 26 de julho
De manhã, Dom Antonino celebra a Missa de bodas de ouro do Sr. João e esposa, na Faz. Araruna, em Sonora.
3) Missão em Rio Verde
A partir do dia 27, haverá Missão em Rio Verde. Dom Antonino vai celebrar a Missa de envio, na segunda-feira, às 07,00 h.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José