quinta, 04 de junho, 2026
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PALAVRA - Evangelho segundo S. Lucas 4,21-30.
Naquele tempo, Jesus começou a falar na sinagoga de Nazaré, dizendo: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir». Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca. E perguntavam: «Não é este o filho de Joosé?». Jesus disse-lhes: «Por certo Me citareis o ditado: ‘Médico, cura-te a ti mesmo’. Faz também aqui na tua terra o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum». E acrescentou: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra. Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia. Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã». Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga. Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-n’O até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo. Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho.
MENSAGEM - No Domingo passado, vimos a importância da Palavra de Deus na vida do Povo. E Deus precisa de gente, que proclame a sua Palavra. São os PROFETAS. As Leituras de hoje falam de DOIS PROFETAS, que enfrentaram a rejeição e o desprezo, por serem fiéis à sua Missão...
Na 1a Leitura, JEREMIAS é chamado a ser Profeta das Nações. (Jr 1,4-5.17-19) Jeremias tentou recusar: “Eu não sei falar... sou apenas uma criança...” Deus não desiste: “Antes de te formar no ventre materno, eu te conheci; antes de saíres do seio de tua mãe, eu te consagrei e te fiz profeta das nações. Não tenhas medo, não conseguirão te vencer, estarei contigo para te livrar”. Deus escolheu Jeremias para profeta e ele foi um exemplo de disponibilidade à Palavra de Deus. Sua fidelidade provocou muito sofrimento. Um aparente fracasso. É o que ele revela em suas “lamentações”. Mas Deus nunca o abandonou. Na 2ª Leitura, Paulo afirma que a Caridade é a profecia permanente. É o “Hino do Amor”. Só o amor dá sentido à vida e à experiência cristã... Sem amor até as melhores coisas ficam sem sentido. (1Cor 12,31-13,13) O Profeta deve deixar-se guiar pelo Amor” e nunca pelo próprio interesse. Só consegue ser um verdadeiro profeta, quem tiver uma profunda experiência do amor de Deus. O Evangelho apresenta em Nazaré o Profeta JESUS, rejeitado pelos conterrâneos e até pelos próprios parentes. “Nenhum profeta é bem recebido na sua terra”. (Lc 4,21-30) Por que é rejeitado?
Porque o conhecem muito bem: ‘’É o Filho de José”. Mas esse conhecimento superficial não os levou a uma adesão a Jesus. E o nosso conhecimento de Jesus nos leva a acolhê-lo e VIVER com alegria e entusiasmo a sua mensagem? Porque não realiza milagres na sua cidade... “Faz também aqui, o que fizestes em Cafarnaum”! É a atitude de quem procura Jesus para ver espetáculo, ou para resolver problemas pessoais. Qual é o Deus que procuramos? O Deus dos milagres ou o Deus com uma proposta de salvação? Diante dessa incredulidade, Jesus recorda Elias e Eliseu, que realizaram prodígios entre estrangeiros que acreditaram neles. A Reação é rápida e violenta: rejeitam Jesus e tentam matá-lo, jogando-o num precipício... Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho... Quem são os Profetas? A palavra “profeta” está em moda. Aplica-se à Igreja, ao cristão, às pessoas que se destacam por sua vida e mensagem, mesmo em âmbito político. O verdadeiro profeta é a consciência crítica de um povo, uma consciência crítica não em nome de um sistema ou de uma ideologia, mas em nome da Palavra de Deus. E por ser fiel a Deus e ao Povo, o Profeta nunca é um personagem aplaudido e elogiado pelas multidões. O “Caminho do Profeta” é sempre um caminho de incompreensão, de sofrimento, de solidão, de risco... É o que Jeremias revela em suas “Lamentações”. Foi o que também aconteceu com Jesus na própria terra... Mas é também um caminho de paz e de esperança, porque pode contar com a graça divina que o preveniu e o acompanhará em todas as situações. Quem são profetas, hoje? Os “profetas” não são apenas pessoas do passado. No Batismo, fomos ungidos como profetas, à imagem de Cristo. O profeta vive atento ao sonho de Deus e à realidade dos homens, e intervém, em nome de Deus, para denunciar, para avisar e para corrigir. Estamos convencidos de que somos a “boca” através da qual a Palavra de Deus se dirige aos homens? Temos coragem de nos envolver pela palavra do Senhor e pelo seu projeto? Ou temos medo de denunciar situações e atitudes contrárias ao Evangelho? As críticas, a solidão e o abandono, nos impediram às vezes de cumprir a missão que Deus nos confiou? Como acolhemos os profetas, de hoje? Como os habitantes de Nazaré? Estamos convencidos, de que os santos de casa também podem fazer milagres, quando encontrarem pessoas que acreditem neles? Renovemos agora nossa fé, não apenas em DEUS, mas também nas PESSOAS, que convivem conosco... Assim, teremos a certeza de que também os santos de casa acabarão fazendo seus milagres... Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 31.01.2016
Notícias diocesanas
1) Encontro da Pastoral da Juventude. - Será no próximo final de semana (29-31/01), no Emaús.
2) Terço do Cursilho Jovem. - Será realizado na Perpétuo Socorro, nesta sexta feira dia 29, às 19,30 hs
3) Ordenação Episcopal - Neste sábado 30, Dom Antonino, em Dourados, participará da Ordenação Episcopal de Dom Henrique, novo Bispo de Dourados.
4) Domingo 31 de janeiro - Dom Antonino celebrará a Missa da noite na Perpétuo Socorro.
5) Reabertura do Seminário menor - No dia 1º de fevereiro, será reaberto o seminário menor em Coxim. Quatro meninos, que já concluíram o Ensino Médio, vão se preparar para a filosofia, fazendo discernimento da vocação.
Reitor do Seminário: Pe. Waldemar A Barros
Vice-reitor: Diácono Guilherme Maia
Pe. Espiritual: Pe. Severino Orso
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José