quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Dom Antonino
24 de abril de 2015
PALAVRA
Evangelho segundo S. João 10,11-18.
Naquele tempo, disse Jesus: «Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário não se preocupa com as ovelhas. Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas conhecem-Me, do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor. Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la. Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar: foi este o mandamento que recebi de meu Pai».
A MENSAGEM
Eu sou o bom pastor.
Cristo pode dizer com propriedade “Eu sou”, já que para Ele nada pertence ao passado nem ao futuro: tudo nele é presente. “Eu sou Aquele que sou”. Assim dirás aos filhos de Israel: «É como um pastor que apascenta o rebanho [...], leva os cordeiros ao colo e faz repousar as ovelhas que têm crias» (Is 40,11). [...] Com efeito, ao conduzir o seu rebanho à pastagem, ou no regresso, o bom pastor reúne os cordeirinhos que ainda não conseguem andar, toma-os nos braços e leva-os junto ao peito; leva também as ovelhas que vão dar à luz e as que acabaram de ter as crias. Assim também Jesus Cristo: dia após dia, Ele alimenta-nos com os ensinamentos do evangelho e os sacramentos da Igreja; reúne-nos nos seus braços, estendidos sobre a cruz, «para congregar na unidade os filhos de Deus que estavam dispersos» (Jo 11,52); e aconchega-nos no seio da sua misericórdia, como uma mãe aconchega o seu filho.
O 4º domingo de Páscoa é conhecido como o Domingo do BOM PASTOR, porque nele todos os anos,
Jesus é apresentado como o “Bom Pastor”. A 1ª Leitura mostra o PRIMEIRO PASTOR da jovem Comunidade: Pedro responde ao Sinédrio, que curou o aleijado: “em nome de Jesus Cristo, crucificado por vós, mas ressuscitado por Deus”. (At 4,8-12) Ele é o único Salvador, o “Pastor verdadeiro” que nos conduz à verdadeira vida. O Salmista agradece porque a pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angula. (Sl 118) Na 2ª Leitura, João afirma que somos todos FILHOS DE DEUS. Mas essa filiação divina não é uma conquista nossa, mas um dom do Deus que habita em nós. (1Jo 3,1-2) No Evangelho, Jesus afirma: “Eu sou o BOM PASTOR”. (Jo 10,11-18) É uma Catequese sobre a pessoa e a missão de Jesus: conduzir o homem às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas, de onde brota a vida em plenitude. O BOM PASTOR é diferente dos outros, por duas razões: Porque está disposto a DAR A VIDA pelas ovelhas que ama. O mercenário no perigo abandona as ovelhas e foge… Porque CONHECE suas ovelhas e é conhecido por elas… Ele as chama pelo nome… e elas o seguem… “Conhecer” é mais que um ato intelectual… é comunhão de vida... É fruto do convívio e do diálogo, e gera o amor. Quem são as ovelhas desse rebanho? São os que seguem a voz do Pastor. Mas não só os que participam da Igreja de modo organizado: “Tenho ainda outras ovelhas que não são desse rebanho, é preciso que eu as conduza. E elas ouvirão a minha voz. E haverá um só rebanho e um só pastor”. Esse apelo de unidade de Cristo nos pede: um zelo apostólico para cativar outras ovelhas que ainda não descobriram o amor apaixonado do Bom Pastor... um espírito de unidade: que vença as barreiras que nos separam... Ele não quer uma Igreja dividida em rebanhos separados... É um convite ao verdadeiro ecumenismo... Quem é o nosso Pastor, que nos aponta caminhos e nos dá segurança? O Pastor por excelência é CRISTO. Pastores são também o Papa, os Bispos, os padres...
- São também as pessoas que prestam um serviço na família, na sociedade, no ambiente de trabalho...
- São também pessoas que receberam de Deus e da Igreja a missão de presidir e animar, em nossas comunidades cristãs, apesar das suas limitações. Cada um pode ser um pouco “Pastor” de seu irmão...
Mas o “único Pastor”, que devemos escutar e seguir sem condições, é Cristo. Os outros pastores têm uma missão válida se receberam de Cristo. E a sua atuação nunca pode ser diferente do jeito de atuar de Cristo. Como Cristo exerce a Missão de Pastor? Ele não atua por interesse pessoal como o mercenário, mas por amor: Ele aponta caminhos, defende as suas ovelhas no momento de perigo, mantém uma relação pessoal com cada uma, conhece os seus sofrimentos, sonhos e esperanças. As Pastorais são serviços de Pastor nos diversos setores da Comunidade. Qual é o espírito com que atuamos? Por amor ou preocupados em levar alguma vantagem, prestígio ou poder? Como reconhecer o “Bom Pastor”? Para distinguir a “voz” do “Bom Pastor” (ou falsos pastores) é preciso um permanente diálogo íntimo com Cristo, um confronto permanente com a sua Palavra e a participação ativa nos sacramentos, onde ele nos comunica essa vida, que o Pastor nos oferece. Jesus mostra o rosto bondoso de Deus e os gestos de carinho e de acolhida do Bom Pastor. Sejamos continuadores dos gestos e das palavras do Bom Pastor, que dá a vida por todos. Nesse domingo, celebramos o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. O próprio Jesus pediu: “Rogai ao dono da messe para que mande operários…” O próprio PAPA envia hoje uma mensagem nesse sentido... Façamos já dessa celebração um momento forte de oração pelas vocações… Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 26.04.2015
Notícias Diocesanas
24 a 26 de abril – Encontro Vocacional – Emaús
25 de abril – Conselho Diocesano de Pastoral – Cúria – das 08 as 12 horas.
01 a 03 de Maio - Congresso Diocesano da Família (Emaús)
01 de maio - Dom Antonino Migliore participa, em Campo Grande, da Ordenação Episcopal de Dom Janusz Marian Danecki, Bispo Auxiliar de Campo Grande
02 de maio - Dom Antonino Migliore participa, em Três Lagoas, da posse do novo Bispo, Dom Luiz Gonçalves Knupp.
03 de maio - Saída da Bandeira do Divino (Catedral São José)
09 de maio - Encontro Setor Juventude (na Cúria Diocesana) das 08 às 12 horas
09 de maio - Crismas na Paróquia N.S. Perpétuo Socorro-Coxim-MS
10 de maio - Crismas na Paróquia N.S. Fátima (Rio Negro-MS)
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José