quinta, 04 de junho, 2026
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"Levantai a cabeça" - É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida! - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (Lc21,5-19) - Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6"Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído". 7Mas eles perguntaram: "Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?" 8Jesus respondeu: "Cuidado para não serdes enganados,
porque muitos virão em meu nome, dizendo: 'Sou eu!' e ainda: 'O tempo está próximo.' Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim.' 10E Jesus continuou: "Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu. 12Antes, porém, que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. 14Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; 15porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. 17Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!" Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!
MENSAGEM - Estamos no penúltimo domingo do Ano litúrgico. As Leituras bíblicas são um prelúdio desse encerramento, convidando-nos a refletir sobre o fim dos tempos. A meta final, para onde Deus nos conduz, faz nascer em nós a esperança e a coragem para enfrentar as adversidades e lutar pelo Advento do Reino. Na Primeira Leitura: Malaquias descreve o "Dia do Senhor". (Mal 4,1-2) O Povo de Israel tinha voltado do exílio com muitas promessas de um futuro maravilhoso, um reino de paz, de bem-estar e de justiça. Deus não abandona o seu povo. Vai intervir na história, destruindo o mal e fazendo triunfar o Bem, a Justiça e a Verdade. O texto não pretende incutir medo, falando do "fim do mundo", mas fortalecer a ESPERANÇA no Deus libertador - para enfrentar os dramas da Vida e da História, Esperança que devemos ter ainda hoje, apesar do que vemos... Segunda Leitura fala da comunidade de Tessalônica, perturbada por fanáticos que pregavam estar próximo o fim do mundo. Por isso, não valia mais a pena continuar trabalhando. Paulo apresenta o exemplo de trabalho de sua vida e acrescenta: "Quem não quer trabalhar, também não deve comer..." (2Ts 3,7-12) O TRABALHO é o melhor jeito de se preparar para a vinda do Senhor. No Evangelho, temos o Discurso Escatológico, em que aparecem três momentos da História da Salvação: A destruição de Jerusalém, o tempo da Missão da Igreja e a Vinda do Filho do Homem. (Lc 21,5-19) Lucas escreveu o evangelho uns 50 anos depois da morte de Cristo. Durante esse tempo, aconteceram fatos terríveis: guerras, revoluções, a destruição do Templo de Jerusalém, a perseguição dos cristãos por parte dos judeus e dos romanos. Para muitos eram sinais do fim do mundo... Lucas, com palavras do próprio Mestre, indica duas atitudes: Não se deixar enganar por falsos profetas. Não perder a esperança, Deus está conosco. Jesus anuncia o fim desse modelo de sociedade e o surgimento de outra: "Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra... Tudo será destruído." Diante disso, curiosos, querem saber mais informações: "Quando acontecerá isso? Qual vai ser o sinal?" Jesus responde numa linguagem apocalíptica, misturando referências à queda de Jerusalém e ao fim do mundo: “Haverá grandes terremotos... fome e peste... aparecerão fenômenos espantosos no céu... Jesus alerta sobre os falsos profetas: Não se deixar enganar: "Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome... Não sigais essa gente". Ainda hoje muitas pessoas falam em nome de Jesus, dando respostas fantasiosas produzidas por motivações pessoais. Não é prudente acreditar em tudo o que se diz em nome de Jesus. Jesus exorta à esperança: Não ter medo... Esses sinais de desagregação do mundo velho não devem assustar, pelo contrário são anúncio de alegria e esperança, de que um mundo novo está para surgir. "Quando essas coisas começarem a acontecer, levantem-se, ERGAM A CABEÇA, porque a Libertação está próxima". (Lc 21,28) Jerusalém deixa de ser o lugar exclusivo e definitivo da salvação; começa o tempo da Igreja, em que a “Comunidade dos discípulos” testemunharão a Salvação a todos os povos da terra. As catástrofes continuam ainda hoje... Guerras, revoluções, terrorismo infernizam por toda parte... Muita gente morre de fome, o aquecimento global é ameaçador; ciclones, terremotos e maremotos se multiplicam. Parece mesmo o fim de tudo. Os discípulos não devem temer: Haverá dificuldades, mas eles terão sempre a ajuda e a força de Deus. No Discurso escatológico, Jesus define a missão da Igreja na História: Dar testemunho da Boa nova e construir o Reino. Qual é a nossa atitude diante do mundo catastrófico em vivemos? Não desperdiçamos o nosso tempo, ouvindo histórias de visionários, acreditando mais em revelações privadas, do que na Palavra do evangelho? Temos a certeza de que não obstante todas as contrariedades, o mundo novo, o Reino de Deus, um dia certamente triunfará? * Diante de tantas dificuldades, nos deixamos levar pelo desânimo ou acreditamos de fato na vitória final do Reino de Cristo? Cristo nos garante: "Coragem, LEVANTAI A CABEÇA, porque se aproxima a libertação". Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa – 13.11.2022
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José