quinta, 04 de junho, 2026
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Dom Antonino
6 de agosto de 2021
PALAVRA - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 6,41-51: Naquele tempo: 41Os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: ‘Eu sou o pão que desceu do céu’. 42Eles comentavam: ‘Não é este Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?’ 43Jesus respondeu: ‘Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos Profetas: `Todos serão discípulos de Deus.’ Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo’. Palavra da Salvação. Glória a Vós Senhor!
MENSAGEM - A Liturgia nos fala da preocupação de Deus em oferecer aos homens o “pão” da vida plena e definitiva. Na 1a Leitura Elias recebe no deserto um “pão do céu” para refazer as forças e continuar a sua missão. (1 Rs 19,4-8) Deus não o abandona, manda um anjo, que lhe diz: “Levanta e come”… Deus não abandona o profeta em sua missão, nem elimina os inimigos, apenas lhe dá a força para continuar a caminhada... Na 2ª Leitura, meditamos sobre o que significa aceitar o Pão do céu: praticar a caridade com os irmãos.(Ef 4, 30-5,2) O Salmista convida a provar e ver como é bom o Senhor. (Sl 34) No Evangelho prossegue o discurso de Jesus em Cafarnaum, onde Jesus se apresentara como o “Pão” descido do céu para dar vida ao mundo. (Jo 6,41-51) Provoca uma forte REAÇÃO: “Os judeus murmuram” (como no deserto). Daí nasce uma tremenda resistência e recusa… JESUS não desiste e reafirma: “Eu sou o pão descido do céu… Quem come desse pão viverá eternamente” E exige FÉ: “Quem crê, tem a vida eterna. Quem dele comer, não morrerá...” “Comer a carne de Jesus” É assimilar na sua totalidade a pessoa e a Missão de Jesus e, como ele, ter gestos de doação e de solidariedade em favor dos irmãos. É acolher Jesus na sua realidade divina e humana, dom de Deus para a salvação da humanidade. O que essas leituras bíblicas nos dizem no dia dos Pais? COMO SER PAI, HOJE, num mundo que se transforma e enfrenta todo tipo de dificuldades? Quantos pais se sentem cansados e desanimados, como Elias? PAIS, não desanimem como Elias diante de situações difíceis e complicadas…, nem murmurem como os judeus diante do incompreensível… SER PAI é uma Missão sublime… É participar do maravilhoso mistério da criação, é iluminar o mundo com uma nova e insubstituível centelha de vida. É prosseguir na história e testemunhar a esperança de um mundo sempre mais humano, fraterno e de paz… Mas onde buscar força, quando parece tudo perdido? O Evangelho nos dá uma resposta… Essa energia nos é dada no pão vivo descido do céu, que é CRISTO, presente no meio de nós na EUCARISTIA e na sua PALAVRA. As palavras PAI e PÃO estão ligadas na oração que Jesus nos ensinou... SER PAI: É alimentar a vida dos filhos não apenas com o Pão material, mas também o espiritual… também com a palavra amiga… É saber gastar tempo com os filhos: Muitos pais puseram filhos ao mundo e não cresceram com os filhos; depois talvez se queixam que não conseguem entender os filhos… É saber respeitar a liberdade dos filhos: sendo uma presença certa na hora exata, respeitando a vocação de cada um... É saber confiar: As pessoas só confiam em que confiam nelas… Pior que o erro, é perder essa confiança dos filhos... FILHOS, O QUE É TER PAI? É saber descobrir a presença de Cristo naquele que é responsável pelo progresso e felicidade da família… É saber respeitar e nas horas difíceis confiar… Há dois momentos que nos ensinam o que é ter um pai: Quando não podemos mais tê-lo ao nosso lado… Quando um dia vocês forem pais responsáveis e perceberem como é difícil ser um verdadeiro pai… A SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA, (de 8 a 14 de agosto). Com o Tema “Alegria do amor na família”, faz referência à exortação apostólica Amoris Laetitia, que completou cinco anos e é a motivação de um ano especial convocado pelo Papa Francisco. Somente um verdadeiro amor pode trazer a alegria que vem de Deus. A Igreja pretende fazer redescobrir os valores da família... Uma família nova que acredita no futuro, que vive de esperanças..., não apenas das lembranças do passado... Uma família, que a exemplo da sagrada família de Nazaré, seja a família que Deus quer... Uma Família, onde os filhos encontram a paz e a segurança tão desejada e tão necessária... Feliz a família, que se alimenta do pão da vida! Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 08.08.2021
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José