quinta, 04 de junho, 2026
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Dom Antonino
16 de março de 2018
Uma Igreja que se articula, de maneira orgânica e dinâmica, como Povo de Deus.
Queridos irmãos e irmãs, este mês de março de 2018 é um “kairós” para a nossa diocese.
Durante a Quaresma (tempo de conversão, em vista da renovação pascal) e durante a Festa do nosso Padroeiro São José, queremos dar graças a Deus por tudo que Ele, através de tantas pessoas, operou na nossa diocese nos 40 anos de existência.
As datas mais significativas desta caminhada:
03 de janeiro de 1978 = Criação da Prelazia de Coxim – Papa Paulo VI.
Tinha só 5 paróquias: Coxim Rio Verde, Camapuã, Rio Negro, Pedro Gomes.
1º Bispo – Dom Clovis Frainer (1978 – 1985).
1979: Inauguração da residência do Bispo e do Centro Emaús.
1980 – Missões Populares (13 Capuchinhos e 3 Franciscanos).
1982 – Inauguração da Catedral.
1983 – Inauguração do seminário Diocesano menor em São Gabriel d´Oeste.
Ordenação do 1º sacerdote diocesano: Pe. Severino Orso – 15 -12 – 1985.
2º Bispo: Dom Ângelo Domingos Salvador (1986-1991).
Construção do centro de pastoral.
3º Bispo: Dom Osório Bebber (1992-1999).
1993 – Santas Missões Populares, com os Capuchinos, para celebrar os 15 anos da Prelazia.
4º Bispo: Dom Antonino Migliore (2000.....).
20-12-2001: São José é declarado Padroeiro da Diocese de Coxim.
13-11-2002: A Prelazia é transformada em Diocese.
2005 – Iniciam as Ordenações de Padres diocesanos.
Atualmente:
Temos 11 Municípios, com 14 paróquias. Vinte Padres diocesanos (15 ordenados nestes anos), Quatro Freis Capuchinhos, oito seminaristas na filosofia e na teologia, 20 Irmãs, 150 Setores missionários, 400 Catequistas, inúmeros Ministros nos vários serviços.
O XIII Plano de Evangelização é o norte da nossa caminhada.
Queremos ser:
Uma Igreja que se articula, de maneira orgânica e dinâmica, como Povo de Deus, santo e chamado à santidade, que procura revelar ao mundo o amor de Deus.
A celebração dos 40 anos quer ser, além de ação de graças, estímulo a continuar o caminho “com renovado ardor missionário”, cientes que o mandato de Jesus (“Ide no mundo inteiro”) é ainda válido e nos interpela de maneira decisiva.
Dom Antonino Migliore
79ª. Festa de São José
Programação
16 de março – 19 hs
Santa missa com participação dos Setores São José, N. S. das Dores e o Grupo de Oração São José – Logo após Quermesse;
17 de março – Celebração 40 anos de criação da Diocese de Coxim, com participação de fiéis de todas as Paróquias;
15:00 horas – Acolhida das Caravanas e Show Musical e Teatral;
18:00 horas – Obliteração Selos Comemorativo 40 anos da Diocese – Correios
19:00 horas – Santa Missa na Catedral e logo após Quermesse;
18 de março
Manhã – Pedalada Ciclística
12:00 horas – Almoço com os Moradores de Rua
19:00 horas – Santa Missa das Famílias e logo após Quermesse;
19 de março
09:30 hs – Procissão e Santa Missa
Participação especial de todos que levam o nome de José e Josefa, e também dos Marceneiros e Carpinteiros;
12:00 hs – Churrasco Salão Paroquial São José – Show de Prêmios.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José