quinta, 04 de junho, 2026
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PALAVRA - Evangelho (Lc 1,57-66.80)
O Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. Glória a vós, Senhor.
57Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe, porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João”.
61Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. 64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66E todos os que ouviam a notícia ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. 80E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel. Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.
MENSAGEM - Celebramos a festa do nascimento de JOÃO BATISTA: É o único santo que a Liturgia comemora também o nascimento (geralmente só o dia da morte...) As Leituras bíblicas nos ajudam a compreender a grandeza de sua pessoa e de sua missão. O Evangelho narra o nascimento do Precursor. ( Lc 1,57-66.80) Mostra que com João iniciou uma nova era: Terminou o tempo das promessas, da expectativa e iniciou o tempo da realização. Deus cumpriu a sua palavra. O texto tem três partes: 1. Fala do NASCIMENTO do Batista: Mãe estéril e Pai mudo: Do silêncio de Zacarias nasce a última palavra profética da antiga aliança, da esterilidade de Isabel nasce o anunciador da vida perfeita oferecida por Deus ao seu povo, Jesus Cristo. O seio de Isabel representa a condição da humanidade: sem vida, sem esperança, sem futuro. Mas Deus intervém do alto para lhe dar vida e lhe mostra como é grande o seu poder e gratuito o seu amor, tornando fecunda uma mulher estéril: É uma explosão de ALEGRIA, que envolve a todos, os pais, os vizinhos... É sempre assim quando Deus entra na historio do homem. 2. O NOME de João: Entre os antigos, o nome era importante: indicava a pessoa, as suas qualidades, o seu destino... (Zacarias = Deus se recordou... João = O senhor manifestou sua bondade...) 3. Resumo da INFÂNCIA de João: O Deserto, para Israel, relembrava o tempo decisivo da história... No deserto, João Batista passa sua adolescência e juventude, preparando-se para a Missão: “Veio a palavra do Senhor no deserto a João”. Exemplo de João: 1. Profunda HUMILDADE: aceita ser relegado a segundo plano para que Jesus apareça melhor: “Agora convém que ele cresça e que eu diminua...” Essa atitude de João Batista questiona: Anunciadores... que se colocam acima da mensagem... Grupos... que se colocam acima do conjunto da Igreja... Pessoas que se ligam ou desligam da Igreja, por causa daquele agente que as cativou ou as decepcionou... e Jesus fica de lado... Comunidades que zelam nas construções, e não na Evangelização. 2. Viveu no DESERTO muito tempo (no silêncio, oração, sobriedade) antes de se apresentar diante do povo para transmitir seu anúncio. Anunciar Jesus é Missão muito séria, não se improvisa: quem evangeliza tem que se preparar com estudo e oração. É o mínimo que podemos fazer... A Liturgia dá o tom da grandeza de João Batista... “Proclamamos hoje as maravilhas que operastes em São João Batista, precursor de vosso Filho e Senhor nosso, consagrado como o maior entre os nascidos de mulher. Foi o único dos profetas que mostrou o Cordeiro redentor. Batizou o próprio autor do batismo... e derramando seu sangue, mereceu dar o perfeito testemunho de Cristo”. (Prefácio) A procura de um NOME... Com o Lema: “A vida é feita de encontros - Braços Abertos, sem medo para acolher”, recordamos hoje no Brasil o “Dia do Migrante”, que precisa deixar sua terra Natal e sair pelo mundo à procura de trabalho e de casa para morar, à procura de um NOME... Eles precisam da “Boa Nova” de uma vida melhor, sem precisar acampar ao longo das estradas ou buscar refúgio nas periferias. Os Migrantes, que estão a caminho, devem sentir uma mão amiga, acolhedora e protetora, “eu era migrante e vocês me acolheram” (Mt 25, 35). “Senhor, concedei-nos a graça de sabermos acolher o migrante, orientá-lo para que tenha uma saúde digna e uma vida em plenitude”. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 24.06.2018
NOTÍCIAS DIOCESANAS
Sexta feira, dia 22 de junho
06,00 h – Missa na Catedral.
19,00 h - Missa no setor São João Batista.
Bingo no salão paroquial.
Sábado, dia 23 de junho
10,00 h – Missa na Aldeia (Piracema).
17,00 h – Casamento na Catedral.
19,00 h – Procissão e Missa no Cerradinho *(São João Batista).
Missa na São Pedro e na Sto. Antônio.
Domingo, dia 24 de junho
Churrasco no Cerradinho.
À noite, Dom Antonino celebra em Camapuã, na Festa do Padroeiro.
Segunda-feira, dia 25 de junho
Dom Antonino, com os Festeiros do Divino, celebra em Campo Grande na
Paróquia N.S. do Perpétuo Socorro.
Quarta-feira, dia 27
Festa junina da catequese na Catedral.
Tríduo da Festa de São Pedro.
Dias 28, 29 e 30 junho: Missa e Quermesse – 19,00 hs.
Domingo 1º de julho: 09,00 h – Procissão fluvial – Missa – Churrasco.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José