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Dom Antonino

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Jesus está conosco. Ele é o rosto da misericórdia do Pai

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4 de dezembro de 2015

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Queridos irmãos e irmãs, o Natal deste ano é especial, porque inserido no Ano da Misericórdia.
O Menino, que contemplamos no presépio, é a manifestação do amor do Pai.
Ele veio para revelar este amor. E o fez com palavras: as maravilhosas parábolas da misericórdia (ovelha perdida, moeda encontrada, filho pródigo). As curas foram também gestos de misericórdia. E, sobretudo, o perdão dado aos pecadores manifesta a vontade de Deus de perdoar. 
“Quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra. Mulher, ninguém te condenou?  Ninguém, Senhor. Nem eu te condeno. Vá em paz e não peques mais” (Jo.8,1-11).
Este episódio revela a atitude de Jesus, que veio na terra para os pecadores e não para aqueles que se reputavam justos. Ele procurava os pecadores, comia na casa deles, com grande escândalo dos Fariseus e Doutores da Lei. 
Ano Santo da Misericórdia - Papa Francisco, promulgando o Jubileu extraordinário – Ano Santo da Misericórdia – quer levar a Igreja a entrar no centro do ensinamento do Mestre Jesus. Ao longo da história, a tentação de esquecer este centro e deixar-se levar por atitudes contrárias ao Evangelho, foi forte. Assim tivemos o período das Cruzadas, onde os Papas abençoavam as armas e os soldados, que, para defender os lugares santos, eram enviados para matar os “infiéis”.
Hoje, reclamamos dos Muçulmanos. Nós fizemos as mesmas ações.  Por isso, diante de tudo que está acontecendo no mundo, não podemos condenar ninguém.  A misericórdia nos leva a rezar e amar. Emocionante o testemunho do marido duma mulher que morreu nos atentados de Paris. Ele perdoa e se compromete a continuar a vida com o filhinho de 17 meses. 
Avaliando nossa vida espiritual - Este período é, também, o fim de um ano. Como em todos os negócios, somos chamados a fazer  avaliação da nossa vida espiritual. Só assim podemos progredir e melhorar. Perguntemo-nos:
Neste ano que está findando, que lugar teve Deus na minha vida? Consegui conciliar os deveres profissionais com os familiares e religiosos? Na minha família, tem o costume de rezar juntos? Achei tempo para visitar algum doente ou idoso? Procurei ajudar quem estava em dificuldade, seja materialmente seja espiritualmente?
As respostas devem servir para poder programar melhor o novo ano. O bem deve ser programado. A vida espiritual deve ser programada. Se deixamos tudo ao acaso, nunca vamos conseguir crescer na fé e no amor.
INÍCIO do ANO SANTO em COXIM.
No dia 09 de dezembro, a nossa diocese de Coxim vai iniciar o Ano Santo da Misericórdia, abrindo a Porta Santa na Catedral. 
A cerimônia iniciará na Capela do Seminário Diocesano (Rua Viriato Bandeira, 834), às 19,00 hs. De lá, iremos em procissão até a Catedral, onde será aberta a Porta Santa. 
O Bispo, segurando o livro da Palavra de Deus, entrará primeiro e, logo depois, os Sacerdotes e todo o Povo de Deus. Na catedral, celebraremos a Eucaristia.
Será a primeira celebração do Ano Santo, que será encerrado no dia 20 de novembro de 2016.
No ano que vem, cada paróquia fará a sua Romaria na nossa Catedral, passando pela Porta Santa. Esta entrada não é um simples gesto exterior, mas o sinal de uma conversão, que prevê excluir da nossa vida toda atitude de julgamentos e condenação, de exclusão de quem erra e o compromisso de amar todos, como Deus nos ama.
Desejando boa preparação para o Natal, convido todos a participar desta solene celebração. 
Dom Antonino Migliore.
Notícias Diocesanas
6ª f., dia 04 – Crismas no Quartel.
Sábado 05 - Crismas na paróquia N.S. Aparecida de São Gabriel.
04 – 06: Encontro da RCC (Renovação Carismática Católica), no Emaús.
Domingo 06 de dezembro.
DNJ (Dia Nacional da Juventude) na Santa Maria – Coxim.
Crismas na Catedral.
08 de dezembro – Festa da Imaculada Conceição.
Em Sonora, encerramento do Projeto Esperança.
09 de dezembro – Início do Ano Santo em Coxim.
19,00 hs. – na Capela do Seminário – Procissão até a Catedral. 
Entrada pela Porta Santa e celebração da Eucaristia.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José