quinta, 04 de junho, 2026
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PALAVRA – Evangelho Lucas 1:26-38
26E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. 28E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. 29E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta. 30Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. 31E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
32Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; 33E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. 34E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? 35E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. 36E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril; 37Porque para Deus nada é impossível. 38Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.
MENSAGEM - Nesse tempo de Advento, a caminho do Natal de Jesus, somos convidados a olhar para Maria, a IMACULADA, e reconhecer nela o modelo de como acolher Jesus, que está chegando. As leituras nos falam de duas Mulheres: Eva e Maria e do Plano de Deus, no qual Maria foi inserida: A 1a Leitura nos apresenta o episódio do Pecado Original: A vitória da Mulher e de sua descendência contra a serpente (Gn 3, 9-15) Esse texto não devemos tomá-lo ao pé da letra. Com ele o autor sagrado quer explicar a origem do mal no mundo. Ele vê ao redor de si a opressão, as injustiças e violências. Será que foi esse o mundo criado por Deus? A resposta é dada por imagens que devem ser interpretadas: Foi comido um fruto proibido: O homem não aceitou sua condição de criatura e tomou o lugar de Deus. Essa autossuficiência é comparada a uma serpente que nos dá uma ideia falsa de Deus e nos leva a escolher o mal. A “nudez” (a condição de criatura) maravilhosa no corpo e na mente, depois do pecado, começa a causar vergonha. O homem não está no seu lugar: não considera mais Deus um amigo com o qual passeia no jardim e passa a vê-lo como adversário e o evita (se esconde). O pecado rompe a confiança entre as pessoas: Adão acusa Eva; Eva culpa a serpente... A Luta entre a “serpente” e o homem continuará até o fim do mundo, as a descendência da mulher prevalecerá e esmagará a cabeça da serpente. A 2ª Leitura é um Hino de louvor a Deus pelas maravilhas por ele realizadas em favor dos homens. (Ef 1,3-6;11-12) No Evangelho, a saudação do anjo a Maria nos faz entender quem é o Filho de Maria (Lc 1,26-38) O texto não um relato histórico, mas uma CATEQUESE, destinada a proclamar certas realidades salvíficas: O Anúncio do nascimento de um menino é frequente na Bíblia e revela que ele é um dom de Deus... O Messias é pobre entre os pobres: Num povoado desconhecido da Galiléia... A uma mulher virgem (para uma mulher judia não ter filhos era uma vergonha) O Diálogo do anjo a Maria: “Ave Cheia de Graça”: A Voz dos profetas na boca do anjo: Realizam-se todas as promessas: “Uma Virgem conceberá...” Troca o nome: “Cheia de Graça”: Quando Deus troca o nome, destina a uma missão. Anúncio do nascimento confirma a profecia feita a Davi: Jesus é o Messias esperado, cujo reino será eterno. Sobre Maria pousou a “sombra” do Altíssimo: O próprio Deus se tornou presente nela. É uma profissão de fé na divindade do filho de Maria. “Eis aqui a serva...”: Maria reconhece que Deus a escolheu, aceita com disponibilidade essa escolha e manifesta sua disposição de cumprir, com fidelidade o Plano de Deus; O que esta festa nos diz? Deus ama os homens e tem um projeto de vida plena para lhes oferecer. Como Deus intervém na história e concretiza essa oferta de salvação? A história de Maria responde: Através de pessoas atentas aos seus projetos e de coração disponível para o serviço dos irmãos, Deus atua no mundo, manifesta aos homens o seu amor e convida cada pessoa a percorrer os caminhos da felicidade e da realização plena. Os instrumentos de Deus na realização de seus planos? Deus age através de pessoas, independentemente de suas qualidades humanas. O que é decisivo é a disponibilidade e o amor com que acolhem e testemunham as propostas de Deus. Como responder aos apelos de Deus? Confrontada com os planos de Deus, Maria responde com um “Sim” total e incondicional, renunciando seu programa de vida e os seus projetos pessoais. Como Maria chegou a esta confiança incondicional em Deus? Com uma vida de diálogo, de comunhão, de intimidade com Deus. Deus ocupava o primeiro lugar e era a sua prioridade fundamental. Era uma pessoa de oração e de fé, que fez a experiência do encontro com Deus e aprendeu a confiar totalmente nele. No meio da agitação de todos os dias, encontro tempo e disponibilidade para ouvir Deus, para viver em comunhão com ele, para tentar perceber os seus sinais nas indicações que ele me dá dia a dia? Como você está se preparando para o Natal? Imitar Maria na sua fidelidade à Vontade de Deus, é o melhor caminho para um Natal mais cristão...
Pe. Antônio G. Dalla Costa - 08.12.2019
NOTÍCIAS DIOCESANAS
Sexta feira, dia 06/12 – Crismas no Quartel.
Sábado 07/12 – Natal das Crianças, na Perpétuo Socorro, organizado pelo Cursilho Jovem.
Domingo 08/12 – Retiro dos Ministros de Coxim, no Emaús.
Crismas na paróquia Aparecida de São Gabriel.
10 a 15/12 - Convivência dos seminaristas de Coxim.
Terça feira - 10/12 - Dom Antonino celebra na Igreja Sta. Luzia do Vale do Taquari.
Quarta feira - 11/12 - Mutirão de Confissões na paróquia São Francisco (19,00 hs.).
Quinta feira - 12/12 - Rio Verde: encontro natalino do Clero
e Celebração dos 60 anos de Padre do frei Vitório Grison.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José