quarta, 03 de junho, 2026
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PALAVRA – Evangelho Lc 13,1-9
1Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam.2Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? 3Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. 4E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. 6E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’ 8Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. 9Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”.- Palavra da salvação - Glória a Vós, Senhor
MENSAGEM - A Liturgia do terceiro domingo de Quaresma é um forte APELO À CONVERSÃO. Esta se concretiza quando apresentamos frutos de amor, paz e justiça. Conversão é um longo processo de renovação, em que devemos nos desfazer de uma porção de coisas, para tornar possível em nós a “libertação”. Devemos tirar as cômodas sandálias que calçamos, para pisar com mais segurança os caminhos sagrados do Senhor... A 1a Leitura narra a Conversão de MOISÉS. (Ex 3,1-8.13-15) Inicialmente, Deus se manifesta na sarça ardente e manda tirar as sandálias. Deve pisar o pó de onde veio. Sua grandeza vem de Deus e não de si mesmo. Depois, confia a Moisés a missão de libertar o seu povo. Assim começa a longa marcha dos hebreus através do deserto. O Deserto foi o tempo e o local de uma longa Quaresma, onde Deus purificou o seu povo dos costumes pagãos e o conduziu a uma religião mais pura e à posse da Terra Prometida... O Êxodo do Povo de Deus é figura do caminho de conversão, que o cristão é chamado a realizar, de modo especial na Quaresma. O Deus libertador exige de nós uma luta permanente contra tudo aquilo que nos escraviza e que impede a manifestação da vida plena. Na 2a Leitura, Paulo recorda os fatos extraordinários realizados por Deus no deserto em favor do seu povo... e faz uma advertência contra a falsa segurança religiosa deles:
“Todos comeram o mesmo pão espiritual (o maná)... beberam todos a mesma bebida espiritual (água do rochedo)... Mas nem todos assumiram a Aliança. Por isso foram sepultados no deserto, não entraram na Terra prometida”. (1Cor 10, 1-6.1-12) O Apóstolo alerta os cristãos para não cair no mesmo perigo. A verdadeira vivência cristã não é apenas a participação regular nos sacramentos, mas uma vida de comunhão com Deus, que se transforma em gestos de amor e partilha com os irmãos. O Evangelho é um forte apelo à
CONVERSÃO. (Lc 13,1-9) O Texto fala de dois acontecimentos trágicos daqueles dias: a matança de Pilatos... e a queda da torre de Siloé: 18 mortos. Jesus não concorda que a desgraça é sinal do castigo de Deus, pelo contrário, é um apelo de conversão aos sobreviventes: “Vocês pensam que eles eram mais pecadores do que vocês?” “Se vocês não se converterem, morrerão todos do mesmo modo...” Rejeitar a ação salvadora de Deus, oferecida em Jesus é pior que um desastre. E com a parábola da FIGUEIRA ESTÉRIL, Jesus ilustra a resistência de Israel à conversão e a bondade e a paciência de Deus, disposto a esperar mas não indefinidamente: “Senhor, deixa ainda esse ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo... Talvez depois disso, venha a dar frutos...” Esse Servo é JESUS, que pede uma nova chance para seu povo, sabendo que o Pai é bondoso e cheio de amor. Conversão não é apenas uma penitência externa, ou um simples arrependimento dos pecados, é um convite à mudança de vida, de mentalidade, de atitudes, de forma que Deus e os seus valores passem a estar em primeiro lugar. É voltar-se para Deus de todo o coração
Quem é essa figueira? Somos todos nós, a nossa família, a Igreja, a sociedade. Os frutos são as boas ações, que devemos realizar. Há cristãos que foram educados na fé do evangelho. Receberam dos pais, da escola e da comunidade uma boa educação na fé. E depois... nenhum fruto... Há famílias que têm tudo para ser fermento no meio de outras famílias, para atuar na Igreja e na sociedade, pois receberam muitos talentos. Mas onde estão os frutos? Há grupos de cristãos, movimentos e comunidades, que há anos são privilegiados com encontros, celebrações, missas, cursos... e nada de frutos... Há cristãos que até participam assiduamente na igreja, mas nunca se comprometem com pastorais, com grupos de reflexão e outros serviços da comunidade... São figueiras estéreis que estão tomando o lugar de outras... Resumindo: A Liturgia de domingo é: Um forte apelo à conversão, que se manifesta através de boas obras, que correspondem ao amor generoso do Pai. Uma advertência: Deus é paciente e generoso em esperar, Mas a espera de Deus tem um limite... Será que não estamos já esgotando a paciência de Deus? Quais são as sandálias que devemos tirar de nossos pés, para ser possível esse caminho sagrado da Conversão e assim produzir os frutos esperados por Deus?
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 24.03.2019
NOTÍCIAS DIOCESANAS
22-24: Encontro diocesano da Pastoral Familiar (Emaús).
24 - Dom Antonino celebra em Camapuã.
28 -Mutirão de Confissões na cidade de Coxim (Perpétuo Socorro).
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José