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Dom Antonino

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“Escutai-o”

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27 de fevereiro de 2015

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A PALAVRA - Evangelho segundo S. Marcos 9,2-10. 
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia assim branquear. Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados. Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». De repente, olhando em redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus, sozinho com eles. Ao descerem do monte, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, enquanto o Filho do homem não ressuscitasse dos mortos.  Eles guardaram a recomendação, mas perguntavam entre si o que seria ressuscitar dos mortos.
A MENSAGEM
Nos reunimos em assembleia para ESCUTAR a Palavra de Deus e celebrar a Eucaristia. A Escuta dessa Palavra nos revela os Planos de Deus e nos aponta o caminho a seguir para chegar à vida plena.  As leituras bíblicas nos apresentam dois exemplos na CAMINHADA DA FÉ: a fé de Abraão e a fé dos Apóstolos. A Primeira Leitura fala da fé de Abraão. (Gn 22,1-2.9.10-13.15-18). A narrativa faz parte das “tradições patriarcais”, sem caráter histórico. Destina-se a apresentar Abraão como MODELO DE FÉ: Ele vive numa constante ESCUTA da Palavra de Deus, aceita os apelos de Deus, e lhe responde com obediência total, mesmo oferecendo o filho Isaac. Abraão ensina a confiar em Deus, mesmo quando tudo parece cair à nossa volta, e quando os caminhos do Senhor se revelam estranhos e incompreensíveis. Sua obediência tornou-se uma fonte de vida para ele, para a sua família e para todos os povos... O sacrifício de Isaac é símbolo do sacrifício de Jesus. Isaac foi substituído por um cordeiro, Cristo é o verdadeiro Cordeiro sacrificado para a salvação do mundo. Na Segunda Leitura, Paulo retoma a figura de Isaac, subindo o monte Moriá, com a lenha do sacrifício às costas, como imagem de Cristo que também sobe o monte Calvário, carregando às costas o lenho da Cruz. (Rm 8,31-34) É um hino, em que Paulo canta entusiasmado o Amor de Deus. O fundamento de nossa fé é o amor fiel e incondicional a Deus. O Evangelho fala da fé dos Apóstolos: (Mc 9,2-10) Na caminhada para Jerusalém, o 1º Anúncio da Paixão e Morte de Jesus abalou profundamente a fé dos apóstolos. Desmoronaram seus planos de glória e de poder. Para fortalecer essa fé ainda tão frágil… Cristo tomou três deles...  subiu o Monte Tabor e “TRANSFIGUROU-SE…” . Proposta de Pedro: “É bom estar aqui! Vamos fazer três tendas...” Proposta de Deus: “Este é o meu Filho amado, ESCUTAI-O!”. A transfiguração de Jesus é uma Catequese que revela aos discípulos e a nós Quem é Jesus: o FILHO AMADO DE DEUS: Um novo MOISÉS que dá ao seu povo uma NOVA LEI e através de quem Deus propõe aos homens uma NOVA ALIANÇA As figuras de Elias e Moisés ressaltam que a Lei e as Profecias 
são realizadas plenamente em Jesus. O mundo se transforma quando acolhemos a voz do Pai... Em nossa caminhada para a Páscoa, somos também convidados a subir com Jesus a montanha e, na companhia dos 3 discípulos, viver a alegria da comunhão com ele. As dificuldades da caminhada não podem nos desanimar. No meio dos conflitos, o Pai nos mostra desde já sinais da ressurreição e do alto daquele monte ele continua a nos gritar: “Este é o meu Filho amado, ESCUTAI-O”. Não desanimemos, os Planos de Deus não conduzem ao fracasso, mas à Ressurreição, à vida definitiva, à felicidade sem fim. Vocês têm fé? O que é ter fé? O que é mesmo a fé? É apenas uma adesão da inteligência a algumas verdades, que decoramos na catequese? É muito mais... A FÉ é: É a Adesão de nossa vida a Deus... É acolher Deus que quer fazer sua história junto conosco... É fazer a vontade de Deus... (tanto no Tabor, como no Calvário) É um Dom gratuito de Deus (Não foi Abraão que tomou a iniciativa) A FÉ EXIGE: Uma Resposta da pessoa a uma Palavra, a uma Promessa... Um Serviço pronto e generoso na Obra de Deus... Uma Ruptura: Deixar a terra dos ídolos que nos prendem… e abraçar o desconhecido… (experiência de Abraão) Escutar atentamente tudo o que Jesus diz, seguindo seus passos com confiança total, mesmo nos momentos difíceis e incompreensíveis… Reconhecer esse Cristo desfigurado, presente na pessoa dos irmãos... e estender a mão para servi-los... É fácil reconhecer o Cristo transfigurado no Tabor… Mais difícil é reconhecê-lo desfigurado no Monte Calvário... Ação: Não podemos ficar no Monte..., de braços cruzados... Descer a montanha foi para os discípulos muito mais difícil do que subi-la. Pedro deseja se estabelecer no alto da montanha e ali vivenciar a vida cristã como se fosse um eterno retiro, longe do barulho das pessoas, das cidades...  Um lugar ideal para viver de contemplação. Quando ouvimos a própria voz, deixamos de ouvir a voz de Deus. O seguidor de Cristo deve “descer o monte” para enfrentar o mundo e os problemas dos homens e testemunhar aos homens o dom da vida. Somos todos convidados a ser Missionários da Transfiguração… Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 01.03-2015

Noticias Diocesanas
Domingo 01 de março: Dom Antonino, de manhã, dá posse ao Pe. Wilkison e ao Pe. Carlos em Costa Rica
E de noite, ao Pe. Fabrício, em São Gabriel.
02 – 06 de março:RETIRO  Espiritual dos Padres, em Fátima de São Lourenço –MT.
06 – 08 de março: Encontro diocesano dos Coordenadores de Setor, dos Animadores De Grupos e dos Mensageiros, no Emaús.

 

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José