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Deus feito Palavra - A Palavra se fez carne e habitou entre nós. - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 1, 1-18

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23 de dezembro de 2022

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Deus feito Palavra - A Palavra se fez carne e habitou entre nós. - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 1, 1-18
1No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2No princípio estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. 4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. 6Surgiu um homem enviado por Deus; Seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz,
para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano. 10A Palavra estava no mundo - e o mundo foi feito por meio dela - mas o mundo não quis conhecê-la. 11Veio para o que era seu,
e os seus não a acolheram. 12Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus isto é, aos que acreditam em seu nome, 13pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo. 14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós.
E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15Dele, João dá testemunho, clamando: "Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim". 16De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. 18A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!
MENSAGEM - Prezados amigos, é Natal mais uma vez!... Uma alegria contagiante domina o coração de todos nós. Cristo nasceu, ele está entre nós. Montou sua casa entre os homens.  A liturgia deste dia nos convida a contemplar o amor de Deus, manifestado em Jesus, que se faz a "PALAVRA" (Verbo) de Deus, e vem habitar no meio de nós, a fim de nos oferecer a vida em plenitude e nos elevar à dignidade de "filhos de Deus". Na Primeira Leitura, ISAIAS anuncia a chegada do Deus libertador. (Is 52,7-10) Para vitalizar a esperança dos exilados, o profeta imagina um quadro em que um mensageiro chega à Jerusalém destruída com uma grande notícia: Ele anuncia a "Paz", proclama a "Salvação" e promete o "Reinado de Deus". Em seguida, as sentinelas veem o próprio Javé de volta para Sião. Seus gritos de alerta se transformam em gritos de alegria e festa. O profeta convida até as ruínas da cidade deserta a cantar em alegre coro, porque a libertação chegou. Alegria provocada em Jerusalém pela volta dos exilados, é imagem da alegria de todos os homens que hoje celebram o começo de um mundo novo. E nós devemos ser as SENTINELAS atentas que descobrem os sinais do Senhor e o anunciam a todos. A Segunda Leitura apresenta, em resumo, o Plano salvador de Deus. (Hb 1,1-6) Deus revelou-se aos homens de muitos modos... Na plenitude dos tempos, enviou-nos o próprio Filho, a sua imagem perfeita, a sua "Palavra", o seu "Verbo". Jesus é a revelação mais perfeita do Pai, que devemos escutar e acolher. O Evangelho ressalta: "O Verbo que se fez carne e habitou entre nós". A Encarnação do "Verbo" foi a maior das revelações de Deus. Na face de Cristo brilha em plenitude a glória do Pai. (Jo 1,1-18) É um hino cristológico, pelo qual a comunidade cristã expressava a sua fé em Cristo enquanto Palavra viva de Deus, a sua origem divina, a sua influência no mundo e na história, possibilitando aos homens que o acolhem e escutam tornarem-se "filhos de Deus". "Verbo" significa Palavra: é o meio através do qual comunicamos o que guardamos na mente e no coração. O "Verbo" veio como "Luz" no meio das trevas. Numa humanidade afundada no pecado, surgiu um homem novo. É o "Princípio" de uma nova Criação. E nós devemos encarnar de tal modo em nós Cristo-Palavra do Pai, que nos tornemos sua Palavra para o mundo. A transformação da "Palavra" em "carne" (na criança de Belém) é a espantosa aventura de um Deus que ama até ao inimaginável e que, por amor, aceita revestir-se da nossa fragilidade, a fim de nos dar vida em plenitude. Neste dia, somos convidados a contemplar, numa atitude de serena adoração, esse incrível passo de Deus, expressão extrema de um amor sem limites. Acolher a "Palavra" é deixar que Jesus nos transforme, nos dê a vida plena, a fim de nos tornarmos, verdadeiramente, "filhos de Deus". O Presépio que hoje contemplamos é, apenas, um quadro bonito e terno, ou um convite a acolher a "Palavra", para nos tornar um homem novo? NATAL... É o Nascimento de Cristo... em Belém que relembramos e revivemos hoje... Cristo nasceu... e está entre nós. Algo de NOVO, nasceu dentro de nós? É um convite à Alegria: "Eu vos anuncio uma grande alegria... porque nasceu um Salvador"... Qual é o motivo de nossa alegria? É uma lição de Humildade e Pobreza: Deus feito criança... numa gruta... num lugar perdido no tempo... Deus se fez pequeno... E nós? É um apelo de Amor e Paz: DEUS "tendo amado os seus enviou-nos o seu próprio filho": CRISTO: fruto do amor de Deus para com os homens... ANJOS: "Glória a Deus... e PAZ na terra..." Podemos nos incluir entre os de boa vontade que promovem a Paz? Olhando para o PRESÉPIO, sentimos emoções forte e nobres. Uma criança sempre toca o nosso coração... Que dirá de um Deus feito criança? Desejo-lhes um FELIZ NATAL, com muita alegria, muito amor, muita paz... que é possível no humilde presépio de nossas casas, que é possível na pobre manjedoura de nosso coração... FELIZ NATAL A TODOS! Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 25.12.2022
 

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José