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De Braços Abertos - Haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte.

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9 de setembro de 2022

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De Braços Abertos - Haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 15,1-32 - Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. "Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles". 3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 4"Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: 'Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!' 7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: 'Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!' 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte". 11E Jesus continuou... e conta a parábola do Filho Pródigo: "Um homem tinha dois filhos.... (continua Lc 15..., 12 a 32). Palavra da Salvação, Glória a Vós, Senhor!

MENSAGEM - A Mensagem bíblica da Liturgia de hoje nos fala da grande MISERICÓRDIA de Deus, que está sempre de braços abertos para acolher os pecadores arrependidos. A Primeira Leitura mostra a MISERICÓRDIA de Deus para com o Povo infiel. Após ter recebido inúmeros favores de Deus na Libertação do Egito, o Povo se afasta do caminho da Aliança e adora um bezerro de ouro. Moisés intercede. Deus perdoa e desiste de castigar. (Ex 32,7-11.13-14) O BEZERRO DE OURO não pretende ser um novo deus, mas uma "imagem" de Javé, o que era proibido, para salvar a transcendência de Javé e 
evitar os símbolos e imagens dos cultos pagãos... Na Segunda Leitura: PAULO fala da MISERICÓRDIA de Deus para com ele: Recorda o seu passado de perseguidor violento da Igreja. Mas, pela graça e misericórdia de Deus, tornou-se um Apóstolo... E hoje manifesta toda a sua alegria e gratidão pelo que a graça e a misericórdia de Deus fez nele... (1Tm, 1,12-17) No Evangelho: Jesus fala da MISERICÓRDIA de Deus para com os Pecadores: (Lc 15,1-32) Na Introdução, os fariseus criticam Cristo porque "acolhe gente de má fama e come com eles..." Essa crítica provoca a Resposta de Jesus com as TRÊS PARÁBOLAS DA MISERICÓRDIA que ilustram a atitude misericordiosa de Deus para com os pecadores, A Ovelha perdida - A Moeda perdida - O Filho pródigo (perdido) Elas destacam a Alegria e a Festa, porque foi achado o que estava perdido. A alegria é tão grande, que precisa ser partilhada com os outros; precisa festejar, tamanha é a felicidade. Elas nos apresentam também Três Realidades: 1. A Existência do PECADO: Apesar da tendência generalizada que nega qualquer forma de pecado, devemos sustentar a existência do Pecado: Nas leituras de hoje, encontramos vários exemplos: A IDOLATRIA dos judeus..., A PERSEGUIÇÃO de Paulo, A Atitude de INJUSTIÇA do Filho pródigo para com o Pai e a vida desordenada com meretrizes..., A negativa de PERDÃO do irmão mais velho..., O PURITANISMO dos fariseus e escribas, que murmuravam... 2. A MISERICÓRDIA de Deus: O Pai respeita a liberdade do filho, mesmo quando busca a felicidade por caminhos errados... Continua a amar e a esperar o seu regresso. E quando volta... Corre ao encontro, mesmo antes do filho pedir perdão... O Beijo revela o perdão, a acolhida, a alegria... A veste: manifesta que devolve a dignidade... uma vida nova O anel: simboliza o poder... é recebido "como filho", não como empregado... As sandálias: são próprias do homem livre, não do escravo... - Festeja com a alegria o retorno. É a atitude de Deus para com os filhos afastados... O Filho desprezou sua dignidade de filho, o Pai nunca abandonou seu amor de Pai. Por que será que o filho mais novo quis ir embora? Porque desejava uma vida liberdade, longe dos olhos e controle do pai. Ou por que o comportamento do seu irmão tornava a vida pesada e insuportável naquela casa? 3. A CONVERSÃO do pecador. O Pecado existe, é uma ação humana que se opõe a Deus. Todo pecado é uma ofensa a Deus... Mas a misericórdia de Deus é maior do que todos os nossos pecados... Contudo supõe uma atitude de retorno: CONVERSÃO. Assim entenderemos a preferência de CRISTO pelos pecadores, que humildemente reconheciam suas culpas e procuravam sinceramente uma conversão. E compreenderemos também as censuras de Jesus aos fariseus, representados na Parábola pelo filho mais velho, que não aceita perdoar... Todos nós somos pecadores... quem mais e quem menos. A Igreja não é feita de santos, mas de pecadores perdoados... A Liturgia afirma: "Somos povo santo e pecador..." S. Paulo: "Jesus veio salvar os pecadores e eu sou o primeiro deles". (1Tm 1,15) As Parábolas da misericórdia nos revelam um Deus que ama todos. As transgressões dos filhos não anulam o Amor do Pai. Se essa é a atitude de Deus, qual deve ser a nossa para com aqueles que se afastaram de Deus e da Comunidade? A Atitude de Cristo ou a dos fariseus? Do Pai ou do Filho mais velho? Como viver a misericórdia em nossa Vida, em nossa Família? Renovemos a nossa fé em Deus, Pai de bondade e misericórdia, e fiquemos de BRAÇOS ABERTOS também para nossos irmãos.
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 11.09.2022
 

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José