quinta, 04 de junho, 2026
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Dom Antonino
20 de outubro de 2017
PALAVRA - Evangelho segundo S. Mateus 22,15-21.
Naquele tempo, os fariseus reuniram-se para deliberar sobre a maneira de surpreender Jesus no que dissesse. Enviaram-Lhe alguns dos seus discípulos, juntamente com os herodianos, e disseram-Lhe: “Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas, segundo a verdade, o caminho de Deus, sem Te deixares influenciar por ninguém, pois não fazes acepção de pessoas. Diz-nos o teu parecer: É lícito ou não pagar tributo a César?”. Jesus, conhecendo a sua malícia, respondeu: «Porque Me tentais, hipócritas? Mostrai-Me a moeda do tributo». Eles apresentaram-Lhe um denário, e Jesus perguntou: “de quem é esta imagem e esta inscrição?”. Eles responderam: “De César”. Disse-lhes Jesus: “Então, dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.
MENSAGEM
No dia mundial das missões, somos despertados sobre a importância de fortalecermos o nosso ideal de discípulo Missionário, de anunciadores da constatação de que a promessa de Deus se realizou!
Como anunciadores da Boa nova do Reino que caminha dentro do espírito da fé e do nosso compromisso como igreja missionária, somos convocados a dar continuidade a missão de Jesus, reafirmando a nossa confiança na sua ação libertadora! É o amor à Deus que motiva os milhões de missionários e missionárias que fazem às vezes de Jesus no coração do mundo, levando a sua proposta de vida nova, possibilitando à tantas pessoas a conhecer a verdade que liberta! O mundo está cheio de conflitos, necessitando urgentemente de mais diálogo, de pessoas corajosas que assim como Jesus, não desiste do humano, pessoas que não se curvam diante dos desafios, porque acreditam que a mensagem de Jesus pode reverter este quadro! É a presença do Espírito Santo que encoraja o missionário, que o impulsiona a fazer a difícil viagem de sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, do diferente, do marginalizado, daqueles que ainda não tiveram a alegria de experimentar o aconchego do coração do Pai, que ainda não sabem que são eles, (os marginalizados) os preferidos no Reino! No evangelho, podemos perceber que os pioresmigos do ser humano é a ganância e a ambição do poder! Foram estesmigos, que se apossaram das lideranças políticas e religiosas do tempo de Jesus!
Mesmo diante de tantas evidencias, essas autoridades não quiseram reconhecer a divindade de Jesus, por conveniência, por não estarem dispostos a mudar de vida, a abrir mãos dos seus privilégios, já que, aderir à Jesus, significa mudança radical de Vida, o que eles não queriam.
A adesão do povo à proposta inovadora de Jesus, crescia dia pós dia, o que aumentava a ira destes líderes políticos e religiosos que vieram de Jerusalém com o único objetivo: confrontar Jesus! Com o povo aderindo à Jesus, Ele passou a ser uma grande ameaça para eles! Porém Jesus, nada temia, Ele não se intimidava diante dos seus opositores, falava abertamente de suas propostas para o povo, que depositava Nele a sua única esperança de libertação.
Fariseus e herodianos, eram grupos rivais, eram as lideranças locais nos povoados da Galileia. Esses dois grupos, ao se sentirem ameaçados pela presença de Jesus, abriram mão de suas diferenças, para se unirem no mesmo propósito: eliminar Jesus, àquele que significava uma grande ameaça para eles.
Para evitar um confronto direto com o povo que aderira à Jesus, eles preferiram incitar o próprio povo contra Jesus armando uma cilada para Ele!
“As autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. Quando chegaram, disseram a Jesus: Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e que, de fato ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela oão dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar o imposto a César?”
Esta pergunta maliciosa, sob a aparência de fidelidade a Deus, era na verdade uma intenção de acusar Jesus. Se Ele dissesse: “deve pagar”, Ele poderia ser acusado junto ao povo como amigo dos romanos. Se Jesus dissesse: “Não deve pagar”, poderia ser acusado junto às autoridades romanas como subversivo. Portanto, o plano deles parecia perfeito, para eles, Jesus não tinha saída.
Porém Jesus, na sua sabedoria Divina, não perde tempo com discussões, limitando-se apenas a dizer: “Trazei-me uma moeda para que eu a veja. “Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que está nessa moeda? “Eles responderam: “De César’. “Jesus então disse”: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”
Jesus disse isto, porque sabia que eles já reconheciam a autoridade de César, ou seja, já estavam dando a Cesar o que era de Cesar. O que faltava-lhes, era que eles devolvessem a Deus o que era de Deus, isto é: o povo, que era oprimido por eles. Com isto, o plano arquitetado pelos opositores de Jesus, mais uma vez cai por terra, reafirmando que as forças do mal nunca sobrepõem o bem.
Muitos de nós condenamos as atitudes dessas pessoas que tramaram contra Jesus, mas será que nós também não estamos tramando contra Ele, quando planejamos algo contra o nosso irmão?
Será que estamos acolhendo bem, um novo integrante de nosso grupo, ou da comunidade que chega com ideias novas? Ou será que ficamos com medo de que ele tome o nosso lugar? O que estamos dando a Deus? Estamos devolvendo a Ele os frutos produzidos através dos dons que Ele nos deu? A nossa vida pertence a Deus, não conduzi-la para o bem é não dar a Deus o que é de Deus! Partilhar a vida, praticar a justiça, o perdão é viver a lei do amor, é dar a Deus o que é de Deus! FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia
Noticias Diocesanas:
Dia 20, 6ª f. &150; Crismas na Comunidade São José Operário (Catedral).
Domingo 22 &150; Concentração diocesana do Apostolado da Oração, em Costa Rica.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José