quarta, 03 de junho, 2026
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Palavra - Evangelho – (Mc 9.30-37) - 30 Eles saíram daquele lugar e atravessaram a Galileia. Jesus não queria que ninguém soubesse onde eles estavam, 31porque estava ensinando os seus discípulos. E lhes dizia: “O Filho do homem está para ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, e três dias depois ele ressuscitará”. 32Mas eles não entendiam o que ele queria dizer e tinham receio de perguntar-lhe. 33E chegaram a Cafarnaum. Quando ele estava em casa, perguntou-lhes: “O que vocês estavam discutindo no caminho?” 34Mas eles guardaram silêncio, porque no caminho haviam discutido sobre quem era o maior. 35Assentando-se, Jesus chamou os Doze e disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos”.
36E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles. Pegando-a nos braços, disse-lhes: 37”Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou”.
MENSAGEM - Com freqüência, as pessoas se deixam levar pela “sabedoria do mundo” e lutam com todas as forças para conseguir prestígio e poder... Essa busca provoca muitos conflitos... O que nos diz a “Sabedoria de Deus”? A 1a Leitura apresenta a atitude permanente do “ímpio” contra o “justo”. Sua presença, suas repreensões e sua conduta são incômodas... Por isso, o condenarão com uma morte ignominiosa... (Sb 2,12.17-20) Acena para a “morte vergonhosa” do Messias. No século 1º aC, os judeus praticantes de Alexandrina são hostilizados pelos pagãos e desprezados pelos judeus não praticantes. Isso provocou muitos conflitos entre eles. O autor sagrado reflete sobre o destino dos “justos” e dos “ímpios”. No Evangelho Jesus anuncia sua paixão e morte e dá a seus discípulos uma lição de humildade e serviço. Servir os “pequenos” é servir o Senhor. (Mc 9,30-37) Ao longo da “Caminhada para Jerusalém”, Jesus vai catequizando os discípulos, ensinando-lhes que o projeto do Pai não passa por esquemas de poder e de domínio: Jesus faz o 2 º Anúncio da Paixão. Os Apóstolos não concordam e fecham-se num estranho silêncio: “Tinham medo de interrogá-lo...” Logo a seguir, surge uma animada discussão, um forte conflito, que revela a ambição de poder nos discípulos de Jesus… Chegando a Cafarnaum, Jesus questiona o assunto da conversa: “O que vocês estavam discutindo no caminho?” E eles: “Ficaram calados, porque no caminho tinham discutido quem seria o maior”. Jesus aponta o CAMINHO para ser o maior...: 1) Em primeiro lugar, o espírito de SERVIÇO... “Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último e o servo de todos”. A Comunidade cristã não o lugar apropriado para alcançar um posto de honra ou um lugar de prestígio e poder. É o lugar onde cada um deve celebrar a própria grandeza, servindo os irmãos. Só é grande quem é capaz de servir e de oferecer a vida aos seus irmãos. O que isso significa em nossa comunidade? 2) Em seguida, aponta o Modelo da CRIANÇA: “Pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a, disse:
Quem acolher em meu nome uma dessas crianças, é a mim que estará acolhendo...” Ser grande no Reino é ser pequeno e servir os pequenos. O discípulo é grande, não quando tem poder ou autoridade sobre os outros, mas quando abraça os pequenos, quando acolhe os carentes, os marginalizados, oprimidos, injustiçados e por eles se interessa. Quais são as crianças (ou “como crianças”) que devemos abraçar? Os conflitos continuam... E Cristo nos questiona: “Por que estais discutindo?” Na Sociedade competitiva, em que vivemos, desde pequenos nos passam a idéia de que, se não tivermos beleza, inteligência, riqueza, simpatia, nunca conseguiremos sucesso na vida. O que admiramos numa criança: o poder, a riqueza, a sabedoria humana, ou a simplicidade, a transparência?
Na família? Há divisões, conflitos… ciúmes… separações… Por que? Quando um ganha, os dois perdem!... Não há vencedores... Na Comunidade? Também há discussões, críticas, ambições, rivalidades? Por que? Onde está a raiz de tudo? Desejo consciente ou inconsciente de ser o MAIOR? Busca de cargos, títulos, honrarias ou elogios? Tiago, na 2a leitura, denuncia a desunião na sua comunidade e aponta a raiz de tudo isso: “Onde há inveja e rivalidade, aí estão as desordens e toda a espécie de obras más…” (Tg 3,16-4,3) Uma oração realizada nesse clima não pode ser escutada por Deus... Na comunidade cristã, quem são os primeiros? As palavras de Jesus são claras: “Quem quiser ser o primeiro, seja o último e o servo de todos”. Na comunidade cristã, a única grandeza é a grandeza de quem, com humildade e simplicidade, faz da própria vida um serviço aos irmãos. Na comunidade cristã não há donos, nem grupos privilegiados, nem pessoas mais importantes do que as outras, nem distinções baseadas no dinheiro, na beleza, na cultura, na posição social... Na comunidade cristã há irmãos iguais, a quem a comunidade confia serviços diversos em vista do bem de todos. Aquilo que nos deve mover é a vontade de servir e de partilhar com os irmãos os dons que Deus nos concedeu.
Qual é o tipo de grandeza que estamos procurando? Aos olhos de Deus, ou apenas aos olhos dos homens? Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 23.09.2018
NOTÍCIAS DIOCESANAS
20 a 23 – Congresso Missionário Regional (Naviraí-MS)
23 de Setembro – 25º Domingo do Tempo Comum – Dia dedicado à Bíblia
28 de setembro – Dom antonino celebra em São Gabriel – na festa do Padroeiro
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José