quinta, 04 de junho, 2026
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Dom Antonino
14 de maio de 2021
Ascensão do Senhor - "Ide e Evangelizai"
Evangelho - Marcos 16:15-20
15E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. 16Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. 17E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; 18Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. 19Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. 20E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Palavra da Salvação – Glória a Vós, Senhor!
MENSAGEM - Celebramos hoje a festa da ASCENSÃO do Senhor. O fato faz parte do Mistério pascal de Cristo. Não deve ser interpretado ao pé da letra, como uma reportagem histórica, mas como uma encenação literária de um dado da fé: termina a missão terrena de Jesus e inicia a missão da Igreja. Na 1a Leitura, temos o Início dos Atos dos Apóstolos. (At 1,1-11) Esse livro pretende mostrar, que os ensinamentos e ações de Jesus continuam nos ensinamentos e nas ações da Comunidade cristã… 40 dias: É um número simbólico, catequético… É o tempo necessário para um discípulo aprender e repetir as lições do mestre. Numa refeição: num contexto de intimidade e comunhão… Recomendações: Ficar em Jerusalém… aguardando o Espírito Santo… MISSÃO: "Sereis minhas testemunhas em Jerusalém…, Judéia, Samaria e até os confins da terra..." "Elevou-se… e uma nuvem o encobriu...": Exprime o Mistério de Deus presente e escondido aos olhos do povo. ANJOS: convidam os discípulos não ficar de braços cruzados, olhando para o céu, mas descer seguir o caminho de Jesus. Lucas não tem a intenção de fornecer informações sobre o lugar, a forma e o tempo da ascensão...., (há contradições...) mas lembrar o compromisso missionário, que a Igreja recebeu de Cristo. Lucas faz desse acontecimento um divisor de águas. Com a Ascensão, termina o seu Evangelho e iniciam os Atos dos Apóstolos. São duas etapas diferentes da História da Salvação. A Ascensão não é uma despedida, mas uma nova presença do Mestre, que se manifesta mediante sinais da missão evangelizadora dos discípulos. O Projeto de salvação e de libertação de Jesus passou para as mãos da Igreja, animada pelo Espírito. Na 2ª Leitura, Paulo vê na Ascensão a glorificação de Cristo e o anúncio do retorno de toda a humanidade a Deus. (Ef 1,17-23) O Evangelho apresenta a Missão dos discípulos no mundo, após a partida de Jesus ao encontro do Pai. (Mc 16, 15-20) O texto é um acréscimo posterior ao evangelho de Marcos. É um resumo das aparições de Jesus e da Missão da Comunidade cristã. Narra TRÊS CENAS: 1) Jesus ressuscitado define a MISSÃO dos Discípulos. Os Destinatários: A Missão é UNIVERSAL: "Ide por todo o mundo... O Conteúdo do anúncio: "Pregai o Evangelho a toda a criatura". A Palavra EVANGELHO na boca de Jesus, designa o anúncio do Reino que suscita a fé e o acolhimento da salvação. Para as comunidades cristãs, é o anúncio de um ACONTECIMENTO: Em Jesus Cristo, Deus veio ao encontro dos homens, manifestou-lhes o seu amor, inseriu-os na sua família, convidou-os a integrar a comunidade do Reino, ofereceu-lhes a vida definitiva. O anúncio do "Evangelho" obriga os homens a uma opção. Quem aderir à proposta de Jesus chegará à vida plena e definitiva. A obra missionária será acompanhada de Sinais, que atestarão autenticidade e continuidade da ação libertadora do Mestre: Expulsarão demônios, falarão novas línguas, resistirão ao veneno das serpentes, curarão doentes impondo as mãos. 2) Jesus PARTE ao encontro do PAI. Jesus sobe ao céu e senta-se à direita de Deus: Mostra a soberania de Jesus, como Senhor da História e do Universo... Não é o afastamento de Cristo, mas uma nova presença no mundo. 3) Os discípulos PARTEM ao encontro do MUNDO: a fim de concretizar a missão que Jesus lhes confiou. “Os discípulos então partiram e pregaram por toda a parte..." Na ação missionária, os discípulos não estão sozinhos... O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra pelos sinais". A Igreja é essencialmente uma comunidade missionária, cuja missão é testemunhar no mundo a proposta de Salvação e Libertação de Cristo. A Ascensão de Jesus nos faz lembrar: A nossa ascensão: "Ele subiu não para se afastar da nossa humanidade, mas para nos dar a esperança de que um dia..., iremos ao seu encontro, onde ele nos precedeu..." (Prefácio) A nossa vocação missionária: A Igreja é uma "Comunidade Missionária", cuja missão é testemunhar no mundo a proposta de salvação e de libertação, que Jesus veio trazer aos homens. E Nós, vivemos o ideal missionário, conscientes de que na Igreja de Cristo, todo batizado é missionário?
Na mensagem para o 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais, com o tema "Vem e Verás” (Jo 8, 32). “Comunicar Encontrando as pessoas como e onde estão”. Mantenhamos os olhos abertos para o mundo, diz o Papa Francisco. Ir e Ver, constitui um movimento de encontro com a alteridade; “Gastar as solas do sapato” impõem um caminho de saída. A comunicação Ir e Ver não trata de uma comunicação fotocópia, mas uma comunicação autêntica a partir do ver como estão as pessoas, o que fazem (Trabalho) e, onde moram (Teto). Vida concreta das pessoas que nunca se saberia o certo da real situação em que vivem sem ir e ver. Superar uma comunicação de laboratório é o apelo do Papa Francisco....
Ir aonde ninguém vai. O jornalismo é um curioso e desejoso da verdade, como ela se encontra. Nesse sentido, somos desafiados a buscar o encontro com os pobres, que o sistema sem escrúpulo de tê-los fabricado, os esconde.
Neste tempo de pandemia, muito temos a pensar o que precisamos aprender, nos impõem um ritimo especial de vida, de oração e convivência e, cabe aos Meios de comunicação Social, e meios digitais usufruirmos de tamanha criatividade para alcançar o coração e a mente das pessoas, onde se encontram e no estado de vida que celebram.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José