quinta, 04 de junho, 2026
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PALAVRA :- Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses; E dá a qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir. E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também. E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo. E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto. Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.
Dai, e ser-vos-á
MENSAGEM - Todos os dias, ouvimos falar de violência ou somos vítimas dela... Qual a nossa atitude para com aqueles que nos prejudicam, nos perseguem, nos caluniam? A liturgia de hoje nos convida a ter a um amor sem limites, mesmo para com os inimigos, e a pôr de lado a lógica da violência e substituí-la pela lógica do amor. Na 1a Leitura, encontramos o Exemplo de Davi. (1Sm 26,2.7-9.13-13.22-23) Perseguido de morte por Saul no deserto, entra no acampamento, enquanto o Rei e os guardas dormem.... O amigo Abisaí o aconselha a aproveitar a ocasião e eliminar Saul.... Davi não permite: “Não o mates, porque ele é o ungido do Senhor”. Apenas leva a lança do Rei... para mais tarde comprovar seu gesto. Num tempo em que valia a lei do talião: “dente por dente, olho por olho”, admiramos o generoso gesto de PERDÃO de Davi... O perdão para o inimigo é um grande gesto de amor, Mesmo o pior dos bandidos não deixa de ser um filho de Deus... um “ungido”. A 2ª leitura afirma que o Amor vivido sem limites é um anúncio do Mundo novo que nos espera no além. (1Cor 15,45-49) O Salmo ressalta essa atitude: (Sl 102,8) “O Senhor é compaixão e piedade, lento para a cólera e cheio de amor”. No Evangelho, Jesus continua o “Sermão da Planície” e nos convida a ir além do perdão. (Lc 6,27-38) Proclama um princípio revolucionário: AMAR OS INIMIGOS: “AMAI os inimigos, FAZEI O BEM aos que vos odeiam, ABENÇOAI os que vos maldizem e REZAI pelos que vos caluniam...”
Apresenta quatro exemplos concretos de como viver as Bem-Aventuranças: 1) Ao que te bate na face: apresenta a outra... 2) Ao que te tomou o manto: oferece também a túnica. 3) A quem te pede, dá... 4) A quem te tira o que é teu: não peças de volta... Lembra a “Regra de Ouro” já conhecida no Antigo Testamento: “O que desejais que os outros vos façam, também deveis fazer a eles.” Questiona: 1) Se amais... 2) Se fazeis o bem... 3) Se prestais ajuda... só a quem vos faz, que generosidade é essa? Também os pecadores o fazem... “Ao contrário amai os vossos inimigos, fazei o bem e prestai ajuda sem esperar nada em troca, pois a medida, com que medirdes, será usada para medir-vos...” E conclui com a Motivação: “Assim sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e maus... Para muitos, é sinal de fraqueza e de cobardia não responder a uma agressão ou não pagar na mesma moeda a quem nos faz mal. E é sinal de coragem e de força pagar o mal com o mal. Acham, assim, que defendem a honra e o orgulho e conquistam a admiração dos que os rodeiam. Estes princípios geram guerras entre os povos, separações e divisões entre os membros da mesma família, inimizades e conflitos entre os colegas de trabalho, relacionamentos difíceis e pouco fraternos entre membros da mesma comunidade cristã. O cristão não pode recorrer à violência e à vingança para resolver qualquer situação de injustiça que o atingiu. A violência gera sempre mais violência. Só o amor desarma a agressividade e transforma os corações maus e violentos.
E o amor não se limita apenas em evitar as ofensas; precisa gestos concretos de amor para inverter a onda do ódio e da violência. Esse gesto não significa atitude passiva e conivente com as injustiças; significa estar sempre disposto a dar o primeiro passo para o reencontro; significa ter gestos de bondade, mesmo para quem nos fez mal. significa ter o coração aberto ao próximo, mesmo quando hostil. Assim, pelo perdão, tornamos visível perante os homens o rosto do Pai celeste, que é misericordioso para com todos... Só assim nos tornamos merecedores do perdão de Deus. No evangelho de hoje, vemos três categorias de pessoas: os “Maus”: que praticam o mal, mesmo diante do bem... os “Justos”: que respondem o bem com o bem e o mal com o mal... os “Filhos de Deus”: que respondem com o bem, mesmo diante do mal... A que categoria nós pertencemos?
Vamos pedir a Deus: muita LUZ para compreender a grandeza do perdão e muita FORÇA para poder praticá-lo. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 24.02.2019
NOTÍCIAS DIOCESANAS
22 a 24 fevereiro: Encontro diocesano dos Acólitos (Emaús).
23 de fevereiro: Encontro diocesano dos Coordenadores (diocesanos e paroquiais) dos Movimentos
(na Cúria – 08,00 – 12,00).
24 fevereiro: Missa solene na Catedral, com todos os Acólitos – 07,30 hs.
25 fevereiro até 1º de março: Retiro dos Padres (Rondonópolis).
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José