quinta, 04 de junho, 2026
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A PALAVRA - Evangelho segundo S. João 1,6-8.19-28. - Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João. Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Foi este o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram, de Jerusalém, sacerdotes e levitas, para lhe perguntarem: «Quem és tu?». Ele confessou a verdade e não negou; ele confessou: «Eu não sou o Messias». «És o Profeta?». Ele respondeu: «Não». Eles perguntaram-lhe: «Então, quem és tu? És Elias?». «Não sou», respondeu ele. Disseram-lhe então: «Quem és tu? Para podermos dar uma resposta àqueles que nos enviaram, que dizes de ti mesmo?». Ele declarou: «Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Endireitai o caminho do Senhor’, como disse o profeta Isaías». Entre os enviados havia fariseus que lhe perguntaram:
«Então, porque batizas, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?». João respondeu-lhes: «Eu batizo na água, mas no meio de vós está Alguém que não conheceis: Aquele que vem depois de mim, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias». Tudo isto se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava a batizar.
A MENSAGEM - O Natal se aproxima e a Liturgia é um convite à alegria porque o Senhor já está no meio de nós. É o “DOMINGO DA ALEGRIA” (Gaudete). A 1ª Leitura é uma declaração de ALEGRIA, pela “boa notícia” de salvação, prometida por Deus. (Is 61,1-2ª.10-11) Os israelitas, que voltaram do exílio sonhando uma vida nova na pátria, mas ficaram desiludidos com as condições desfavoráveis que encontraram. O povo esperava dias melhores. (frieza... hostilidade dos habitantes) O Profeta é mensageiro de esperança para os que sofrem e de libertação para os que estão oprimidos. O Povo reage agradecido numa atitude de louvor e alegria. Esse trecho bíblico é chamado o “Magnificat” do Antigo Testamento, porque expressão de um povo, que acredita na renovação, pela presença libertadora de Deus. Na 2ª Leitura, Paulo exorta à ALEGRIA: “Sede sempre alegres”. (1Ts 5,16-24) O texto ensina onde nasce a verdadeira alegria: Da oração: “rezai sem cessar, dai graças”; Da abertura do coração aos apelos do Espírito: “Não apagueis o Espírito...”. Uma vida moral irrepreensível. O que é a alegria para você? Réveillon num restaurante cinco estrelas? A alegria cristã não é uma atitude passageira de festas humanas, mas um estado permanente, de quem confia que a vida cristã é uma caminhada ao encontro do Senhor que vem. A Alegria é um dos sinais da presença de Deus no coração de uma pessoa. No Evangelho João Batista dá o grande motivo da ALEGRIA: “Já está no meio de vós aquele que ainda não conheceis...” (Jo 1,6-8.19-28) O texto apresenta inicialmente João Batista, “enviado por Deus” com uma MISSÃO concreta: “Dar testemunho da Luz”. Essa “Luz” está no mundo, mas o mundo não a conhece. É preciso querer descobri-la, dilatando nosso coração em alegria. A vinda de Jesus ao mundo, que celebramos, nos lembra a presença discreta de Deus em nossa história. Na segunda parte, temos o “TESTEMUNHO de João” sobre sua pessoa: Afirma não ser o Messias, nem Elias, nem o “Profeta”... É apenas a “VOZ” que clama no deserto, convidando os homens a prepararem o caminho do Senhor... É a “voz” que aponta para a única luz que vale a pena seguir: a de Jesus Cristo. Essa “Voz” nos convida a olhar para NÓS e ver o que nos afasta do reto caminho do Senhor. Quais as trevas que devemos abandonar, para deixar essa “Luz” brilhar? Quais os obstáculos que nos impedem de andar nos caminhos retos de Deus? Essa “Voz” nos convida a olhar para JESUS, pois só Ele é a “Luz” que ilumina o caminho... Deus iniciou a Criação, criando a LUZ e dissipou as trevas. Dela surgiu tudo o que existe. Ela é a vida dos homens. Jesus é a Luz, que ilumina as nossas ações? Quando celebro o nascimento de Jesus, celebro um fato do passado, ou celebro o encontro atual com alguém que é a “Luz” que ilumina a minha vida e a enche de paz e de alegria? A Missão de João Batista é hoje a nossa missão: abrir caminhos para a chegada do Messias, que é a luz das nações. Ser uma “voz” que clama no deserto, anunciando o Cristo presente no meio de nós... A “Voz” não tem rosto, é anônima. Ela passa despercebida, transmite a mensagem e depois desaparece... Que espécie de “Voz” somos nós? Quais os desertos, nos quais devemos clamar? Na família... na escola... no trabalho... na sociedade?
DUAS ATITUDES OPOSTAS AO CRISTO QUE VEM: A atitude humilde de João: Ele não usa a missão para a sua promoção pessoal; ele é apenas uma “voz” anônima e discreta que recorda, na sombra, realidades importantes. Em nossas atividades, somos discretos e simples, de modo que as pessoas não vejam a nós, mas a mensagem que apresentamos?
A atitude orgulhosa dos fariseus: Fechados em sua auto-suficiência, não reconheceram a “Luz”. Se fecharmos o coração à novidade e aos desafios que Deus nos faz, também nós não o reconheceremos. E ele continuará procurando lugar onde possa nascer... A alegria que os anjos anunciaram em Belém aos homens de boa vontade é possível também para nós... desde que nos deixemos iluminar por essa Luz. Assim a nossa alegria será um testemunho muito forte de que Cristo já está no meio de nós. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 14.12.2014
Notícias Diocesanas
11 - Encerramento das atividades no Projeto-Esperança de Sonora.
12 - Missa natalina no Presídio masculino de Coxim.
13 - Assembleia do GED – Cursilho. Festa de Santa Luzia nas comunidades São Romão e Loteamento Vale do Taquari (Coxim).
14 - Retiro dos Ministros Extraordinários de Coxim, no Seminário. Crismas na Paróquia São Francisco.
15 - Reunião do Conselho de Presbíteros (Camapuã). Encontro natalino do Clero (Camapuã). Início convivência dos seminaristas.
15 - 19: Convivência dos seminaristas (seminário de Coxim).
17 - Ministério de Acólito ao Guilherme (Catedral).
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José