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Alegrai-vos no Senhor

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13 de dezembro de 2019

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PALAVRA – Evangelho Mt 11,2-11
2João, ao ouvir na prisão o que Cristo estava fazendo, enviou seus discípulos para lhe perguntarem:
3”És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?”
4Jesus respondeu: “Voltem e anunciem a João o que vocês estão ouvindo e vendo:
5os cegos veem, os aleijados andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e as boas-novas são pregadas aos pobres; 6e feliz é aquele que não se escandaliza por minha causa”. 7Enquanto saíam os discípulos de João, Jesus começou a falar à multidão a respeito de João: “O que vocês foram ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 8Ou, o que foram ver? Um homem vestido de roupas finas? Ora, os que usam roupas finas estão nos palácios reais. 9Afinal, o que foram ver? Um profeta? Sim, eu digo a vocês, e mais que profeta. 10Este é aquele a respeito de quem está escrito: “’Enviarei o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti’. 11Digo a verdade a vocês: Do meio dos nascidos de mulher não surgiu ninguém maior do que João Batista; todavia, o menor no Reino dos céus é maior do que ele
MENSAGEM - O mundo vive carente de alegria. Na exortação apostólica “A ALEGRIA DO EVANGELHO”, o Papa Francisco nos lembra que “a alegria do Evangelho  enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Os que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria”. (Francisco) As Leituras bíblicas são um convite muito forte para a ALEGRIA, porque o Senhor, que esperamos, já está conosco e com ele preparamos o Advento do seu Reino. Por isso, o 3º domingo do Advento é chamado “Domingo da alegria”. A 1ª Leitura é um Hino à ALEGRIA. (Is 35,1-6a.10)
O profeta deseja despertar e fortalecer a esperança dos exilados. O povo atravessava um dos piores períodos de sua história: Jerusalém e o templo destruídos, o povo deportado na Babilônia. Mesmo assim, o profeta prevê a ALEGRIA dos tempos messiânicos: fala do deserto que vai florir, da tristeza que vai dar lugar à alegria, Ele libertará os cegos, os coxos, os mudos de suas doenças... * São SINAIS que indicam a chegada de um mundo novo, onde não haverá mais lugar para a doença, a dor e o pranto.. Na 2ª Leitura, Tiago convida à espera com PACIÊNCIA. (Tg 5,7-10) No Evangelho, Jesus mostra que o mundo novo anunciado pelo Profeta  já chegou. O texto tem 3 partes: (Mt 11,2-11)  A PERGUNTA de João Batista: João Batista estava preso... por Herodes... por reprovar o seu comportamento... No cárcere, ouve falar das obras de Cristo, tão diferente do que se esperava: Ele anunciara um juiz severo que castigaria os pecadores... Ao invés, defronta-se com alguém que se aproxima dos pecadores. Perplexo, envia a Jesus dois discípulos com uma pergunta bem concreta:    “És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar por outro”? 2. A RESPOSTA de Jesus: Jesus responde apontando seis sinais concretos de libertação, já anunciados por Isaías há muito tempo:    “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: cegos... paralíticos... leprosos... surdos... mortos... pobres evangelizados...” E acrescenta:  “Feliz quem não se escandalizar de mim...” Jesus mostra a João que as suas obras comprovam a era messiânica, mas sob a forma de atos de salvação, não de violência e castigo. 3. O TESTEMUNHO de Jesus sobre João: João Batista não é um CANIÇO que verga conforme o vento: não é um pregador oportunista que se adapta conforme a situação. Não é um CORRUPTO que vive na fortuna e no luxo... É muito mais que um PROFETA... “É o maior dos nascidos de mulher”. Mas, com surpresa, acrescenta: “No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele”. Os que já pertencem ao Reino transcendem àqueles que o precederam e prepararam. Declaração implícita da superioridade do Novo sobre o Antigo Testamento; da Igreja sobre a Sinagoga; da Lei de Cristo sobre a Lei de Moisés. A Ação libertadora de Deus deve continuar na História através de gestos concretos dos seguidores de Cristo. A resposta de Jesus a João Batista foi clara: “Ide contar a João o que estais OUVINDO e VENDO...” Pelos “sinais”, que podiam ver e ouvir, Jesus comprovava a presença salvadora e libertadora de Deus no meio dos homens. Para perpetuar no mundo a ação salvadora e libertadora de Deus, os “Sinais”, que Jesus realizava então, devem continuar acontecendo agora, através dos seus seguidores. Em nossa vida e nossas comunidades há gestos de salvação e libertação que são sinais que o Reino de Deus já chegou? Os “surdos”, fechados num mundo sem comunicação e sem diálogo, encontram em nós a Palavra viva de Deus que os desperta para a comunhão e para o amor? Os “cegos”, encerrados nas trevas do egoísmo ou da violência, Encontram em nós o desafio que Deus lhes apresenta de abrir os olhos à luz? Os “coxos”, privados de movimento e de liberdade, escondidos atrás das grades em que a sociedade os encerra, encontram em nós a Boa Nova da liberdade? Os “pobres”, sem voz nem dignidade, sentem em nós o amor de Deus? O que significa hoje recuperar a vista aos cegos, a capacidade de andar aos coxos, a audição aos surdos, a ressurreição aos mortos? A Liturgia é um convite forte à alegria: “Alegrai-vos sempre no Senhor, de novo vos digo: alegrai-vos: o Senhor está perto”. (Ant de Entrada) A Boa Nova trazida no Natal é mensagem de alegria... Gabriel na anunciação... Isabel na visitação... Maria no Magnificat... os Anjos aos pastores... A ALEGRIA é uma característica de nossas Comunidades? Somos semeadores de alegria ou motivo de dor e tristeza? Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 15.12.2019 

NOTÍCIAS DIOCESANAS
10 a 15/12 : Convivência dos Seminaristas em Coxim
Sexta-feira - dia 13/12: 
de manhã, Missa de natal no Presídio.
De noite, Procissão e Missa na São Romão (Sta. Luzia).
Missa também na Capela Sta. Luzia no Vale do Taquari.
Domingo 15/12 – Ordenação Diaconal de João Pedro e Kelson, na Catedral (09,00 hs.).
Segunda Feira, dia 16/12 - Crismas numa Fazenda de Pedro Gomes.
Terça Feira - dia 17/12 – Encerramento da Novena de Natal, na casa do Bispo.
Quinta feira - dia 19/12 – Missa de Natal e confraternização na Fazendinha.

Aléx Viana

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a cultura de precedentes

Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

14 de fevereiro de 2025

A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes

 

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Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 

Bispo

A vocação é graça e também missão.

No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...

A vocação é graça e também missão.

14 de fevereiro de 2025

A vocação é graça e também missão.

 

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No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José