quinta, 04 de junho, 2026
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Dom Antonino
28 de maio de 2021
O Senhor é o Deus lá em cima no céu e cá embaixo na terra, e não há outro além dele
PALAVRA – Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus, Capítulo 26, versículos de 16 a 20 - Naquele tempo: 16Os onze discípulos foram para a Galiléia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. 18Então Jesus aproximou-se e falou: ‘Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo’. Palavra da Salvação. Glória, a Vós, Senhor!
MENSAGEM - A festa da TRINDADE nos convida a refletir sobre o Mistério da vida íntima de Deus e conhecer melhor quem é nosso Deus. Ele se revela como Pai, Filho e Espírito Santo. A 1ª Leitura apresenta o Deus da ALIANÇA. Deus é o PAI que com sabedoria criou e dirige o universo. (Dt 4, 32-34.39-40) É parte de um discurso de Moisés, no final de sua vida, em que resume a Aliança e suas exigências. Convida Israel a contemplar a sua história e a ação de Deus na sua vida e na libertação do Egito. Dá pistas para reconhecer o verdadeiro rosto de Deus. É um Deus que estabelece COMUNHÃO e familiaridade com seu Povo. Ele vai ao encontro, fala com eles e está sempre atento aos seus problemas. É um Deus fiel, apesar da infidelidade de Israel. É um Deus próximo do Povo, embora esse se afaste dele. E conclui convidando o Povo a cumprir os mandamentos do Senhor, pois são sugestões de um Deus que nos ama e quer a nossa felicidade e a nossa plena realização. O Antigo testamento não conhecia o Mistério da Trindade. Nessa etapa, aparece a UNICIDADE e a ESPIRITUALIDADE de Deus, assim como os atributos de ONIPOTÊNCIA e MISERICÓRDIA. Na 2ª Leitura, Paulo ressalta que Deus se tornou próximo do homem. É um Deus que nos tornou filhos adotivos e por isso, podemos chamá-lo de “Abba”, “PAI”. (Rm 8,14-17) No Evangelho, Jesus envia os discípulos em Missão para pregar o Evangelho e Batizar em nome da TRINDADE. (Mt 28,16-20). O texto descreve o encontro final entre Jesus e os discípulos. Nele aparece uma fórmula trinitária usada no batismo cristão. Pelo Batismo, nos tornamos participantes da Comunhão trinitária. Mateus revela que a Igreja é uma Comunidade Missionária e tem duas etapas de iniciação cristã: ENSINO e BATISMO. Inicia com a catequese sobre as palavras e os gestos de Jesus e o Batismo sela a íntima comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A celebração da festa da Trindade não é um convite para decifrar o Mistério de um Deus em três pessoas, mas um convite para contemplar Deus que é AMOR e vive em comunhão de pessoas e nos convida a participar da vida íntima de Deus. O Prefácio afirma: “Com o vosso Filho único e o Espírito Santo sois um só Deus e um só Senhor. Não uma única pessoa, mas três pessoas num só Deus. Tudo o que revelastes e nós cremos a respeito de vossa glória atribuímos igualmente ao Filho e ao Espírito Santo. E, proclamando que sois o Deus eterno e verdadeiro, adoramos cada uma das pessoas, na mesma natureza e igual majestade”. Esse Mistério é algo tão sublime, que supera nossa capacidade de compreender, mas podemos e devemos crescer no conhecimento de Deus... Sabemos da existência desse Mistério, porque Jesus nos revelou. Por que Cristo nos revelou esse Mistério? Certamente, não foi para ser um problema para nossa compreensão. Pelo contrário, porque Deus nos ama, ele quer que participemos ainda mais de perto de sua vida de amor. O próprio Cristo nos apontou o modo: “Se alguém me ama, guardará as minhas palavras; e meu Pai o amará e nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada...” Que verdade consoladora: a nossa pessoa ser um Templo da Trindade... Em nós está o PAI, que nos chamou do nada, insuflou-nos o sopro da vida, deu-nos um nome, confiou-nos uma missão. Em nós está o FILHO, que entregou sua vida por nós, imagem do Filho de Deus a ser imitada e reproduzida por todos nós. Em nós está o ESPÍRITO SANTO, que nos ilumina e fortalece nos caminhos de Deus. E toda essa maravilha começou em nós desde o nosso BATISMO. Do Pai, somos filhos amados... Do Filho, somos irmãos e participamos da mesma vida e do mesmo projeto. Do Espírito Santo, recebemos inspiração e impulso para vivermos a vida divina. Essa relação com as três pessoas divinas, deve ser cultivada em nossa vida. Somos chamados a renovar o nosso compromisso batismal, para sermos reflexos da Trindade, sinais de comunhão, partilha e esperança, num mundo tão dividido, individualista e desesperançado. A Bíblia nos conta que em Moisés, após ter falado com Deus, dois raios de luz tão intensa iluminavam sua face, que não podiam olhar para ele... Que todos quantos nos encontrarem nessa semana, após esse nosso encontro com Deus nessa celebração, possam ver em nós, alguém que também se encontrou com seu Deus... Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa – 30/05/2021.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José