sexta, 05 de junho, 2026
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PALAVRA - Evangelho segundo S. Marcos 4,35-41.
Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse aos seus discípulos: «Passemos à outra margem do lago».
Eles deixaram a multidão e levaram Jesus consigo na barca em que estava sentado. Iam com Ele outras embarcações. Levantou-se então uma grande tormenta, e as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água. Jesus, à popa, dormia com a cabeça numa almofada. Eles acordaram-n’O e disseram: «Mestre, não Te importas que pereçamos?». Jesus levantou-Se, falou ao vento imperiosamente e disse ao mar: «Cala-te e está quieto». O vento cessou e fez-se grande bonança. Depois disse aos discípulos: «Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?». Eles ficaram cheios de temor e diziam uns para os outros: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?».
MENSAGEM - Olhando o mundo em que vivemos, muitas vezes temos a sensação de estar num mar agitado e perturbado. Onde está Deus nesses momentos de tempestade? O homem não está sozinho, abandonado à própria sorte; Deus está sempre presente e atento na “barca” de nossa vida, mesmo quando parece estar “dormindo”. Basta acreditar nessa presença constante e atuante.
No Evangelho, temos a experiência dos Apóstolos: Jesus está na barca dos discípulos e acalma a TEMPESTADE. (Mc 4, 35-41) É noite… Jesus está cansado… dorme… Surge a tempestade… Os Apóstolos apavorados… o acordam… Jesus está presente no barco dos discípulos, acalma a tempestade e os questiona: “Por que estais com medo, homens de pouca fé?” E eles: “Quem é esse homem a quem até o vento e o mar obedecem?”
Detalhes a aprofundar: “Mar” e “noite” significam uma realidade de medo, sem perspectivas... O “barco” é o símbolo da comunidade de Jesus que navega pela história... Jesus está no “barco”, mas é conduzido pelos discípulos... Para a “outra margem”, ao encontro dos pagãos... Jesus “dorme”: é a sua aparente ausência ao longo da “viagem”. A “tempestade” significa as dificuldades que o mundo opõe à missão... Jesus aparece como o Deus que é capaz de dominar o mar e as forças hostis. “Quem é esse homem?” Os discípulos reconhecem que Jesus é o Deus presente no meio dos homens, e a quem são convidados a aderir, confiar e obedecer com total entrega. O texto não é uma crônica de viagem de Jesus com os discípulos no lago. É uma Catequese sobre a caminhada dos discípulos em missão no mundo, escrita numa época em que a Igreja enfrentava sérias “tempestades”... Para enfrentá-las, os discípulos não devem temer, porque não estão sozinhos... A Palavra de Jesus acalma a tempestade, fortalece a fé dos discípulos e assegura a vitória sobre todas as forças hostis. Nós também às vezes no mar agitado da vida nos sentimos sós e incapazes de reagir. Na Barca de nossa vida: desanimados… preocupados… “Deus se esqueceu de mim!” Esquecemos que Cristo está conosco… Na Barca de nossa família: com ondas agitadas de problemas familiares: O Cristo está presente nela? Ele tem um lugar nela? Na Barca da Igreja: preocupados com as seitas... os escândalos... Cristo nos garante: “Estarei convosco até o fim dos tempos…” “As portas do inferno não terão vez contra ela” No Barco dos migrantes e refugiados, que partem esperançosos e percebem que “o Mundo não é a Pátria de todos”.
E são recebidos com indiferença, ou até com violência, porque NÃO EXISTE JUSTIÇA PARA TODOS.
Nessas horas, nossa fé fica transtornada e murmuramos como Jó…. Ou trememos como os discípulos no lago... “Onde está Deus?” Parece que está dormindo... Deve ser acordado... O silêncio de Deus nos desconcerta e nos incute medo... Deus deixa as coisas aconteceram e no momento oportuno manifesta o seu poder. Jesus censura a falta de fé dos apóstolos: “Por que duvidastes, homens de pouca fé?” Eles só se lembram dele quando se encontram numa situação desesperadora. Quantos cristãos que só pensam em Deus, na hora de “tempestade”... No final da narrativa, os discípulos se perguntam: “Quem é este homem, a quem até o vento e mar obedecem?” Na Bíblia, aparece que só Deus tem o poder de dominar as ondas do mar. Essa narrativa de Marcos, que no evangelho deseja mostrar “quem é Jesus”, revela que em Jesus reside a mesma força de Deus. É uma Resposta à pergunta: “Quem é Jesus” e uma Profissão de fé de Marcos na divindade de Cristo. Ele se manifesta com poder divino. Podemos confiar Nele!... Renovemos também nossa fé em Jesus e dele receberemos novo vigor para enfrentar as tempestades da vida. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 21.06.2015
Notícias Diocesanas
19 a 21 junho
PJ no Emaús. - Segunda etapa da Escola de Coordenadores da Pastoral da Juventude.
Sábado - 20 junho
- Crismas na capela do Cerradinho (Paróquia São José).
Domingo – 21 junho
- Dom Antonino celebra no Assentamento N.S. Aparecida (Paróquia São Francisco).
23 e 24 junho
- Dom Antonino celebra em Camapuã, na Festa do Padroeiro, São João Batista.
25 de junho
- Dom Antonino celebra na Capela São Pedro de Pedro Gomes.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José