quarta, 03 de junho, 2026
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PALAVRA - Lucas 13:22-30 - 22Depois Jesus foi pelas cidades e povoados e ensinava, prosseguindo em direção a Jerusalém. 23Alguém lhe perguntou: “Senhor, serão poucos os salvos? “ Ele lhes disse: 24”Esforcem-se para entrar pela porta estreita, porque eu lhes digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. 25Quando o dono da casa se levantar e fechar a porta, vocês ficarão do lado de fora, batendo e pedindo: ‘Senhor, abre-nos a porta’. “Ele, porém, responderá: ‘Não os conheço, nem sei de onde são vocês’. 26”Então vocês dirão: ‘Comemos e bebemos contigo, e ensinaste em nossas ruas’. 27”Mas ele responderá: ‘Não os conheço, nem sei de onde são vocês. Afastem-se de mim, todos vocês, que praticam o mal! ’ 28”Ali haverá choro e ranger de dentes, quando vocês virem Abraão, Isaque e Jacó e todos os profetas no Reino de Deus, mas vocês excluídos. 29Pessoas virão do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e ocuparão os seus lugares à mesa no Reino de Deus. 30De fato, há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.
MENSAGEM - A Liturgia propõe o tema da SALVAÇÃO. A Salvação é um dom, que Deus oferece a todos, mas a porta para entrar no Reino é estreita. As leituras bíblicas aprofundam esse tema: Na 1a Leitura, o Profeta fala de uma Comunidade Universal. Deus oferece a salvação a todas as pessoas e a todos os povos: “Eu virei para reunir os homens de todos os Povos; eles virão e verão a minha glória”. (Is 66,18-21) E acrescenta algo inaudito: “Escolherei estrangeiros devotos ao meu nome... e os enviarei como missionários para anunciar a minha salvação”. A 2ª Leitura afirma que o homem encontra a Salvação em Deus e deve deixar-se guiar por ele. Como Pai, corrige e repreende os que se desviam do bom caminho da Salvação para que alcancem a meta final, a herança reservada a seus filhos. (Hb 12,5-7.11-13) No Evangelho, Jesus aponta o caminho da salvação. (Lc 13,22-30) Começa com uma pergunta dirigida a Jesus: “São muitos os que se salvam?” Os judeus estavam convencidos de que só povo de Israel se salvaria... Jesus não responde à pergunta, dizendo o NÚMERO dos que se salvam... Prefere revelar o CAMINHO para a salvação. Fala que o banquete do “Reino” é para todos. No entanto, não há entradas garantidas, nem bilhetes reservados, e estreita é a porta para entrar nele. Complementa o pensamento com uma pequena PARÁBOLA: Um Senhor oferece um banquete. Todos podem tomar parte, porque é de graça. Todos procuram entrar. Alguns passam outros não conseguem. A um certo ponto a porta se fecha. Quem está dentro? Os patriarcas... os profetas..., e uma multidão incontável, vinda de todos os lados... Quem está fora? Um grupo que conheceu o Senhor e pretende entrar de qualquer jeito, expondo os seus motivos: “Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste em nossas praças”. E o Senhor não abre a porta e os manda embora... Não basta o privilégio de pertencer ao povo eleito... E, aos “convencidos” de ter a salvação garantida, conclui com um alerta: “Não vos conheço...” A Salvação é oferecida para todos, independentemente de raça, de condição social, econômica ou religiosa... Deus oferece gratuitamente a Salvação, mas espera nossa resposta, o nosso compromisso com os valores do Evangelho. Basta acolher essa oferta, aderir a Jesus e entrar pela “porta estreita”. Mas para muitos, a “porta estreita” não é muito popular... A felicidade se encontra no poder, no êxito, na exposição social, nos cinco minutos de fama que a televisão proporciona, no dinheiro... Para passar pela PORTA ESTREITA, são necessárias duas coisas: Desfazer-se de muitas “gorduras”, de tanta coisa desnecessária... Tornar-se pequeno, simples, humilde, servidor, como criança: “Quem não se fizer como criança não terá lugar no reino de Deus”. Os de grande estatura e os gordos não passam... Um alerta: Não haverá privilegiados, entradas garantidas, bilhetes reservados... O ser cristão não é um meio mágico de salvação; ela é o resultado do encontro entre o esforço humano e o dom de Deus. Para salvar-se, não basta entrar na Igreja uma vez pelo Batismo, mas querer entrar todos os dias pela “porta estreita” da fidelidade à mensagem de Cristo e do Evangelho. Naquela hora, não haverá desculpas: Sou católico desde criança... Vou à missa todos os domingos, confesso com freqüência, pago sempre o dízimo, ajudo a Igreja... Sou amigo do Padre... do Bispo... Fiz o cursilho... o seminário da RCC... sou membro do Apostolado... Naquela hora, poderá ter surpresa: “Não sei de onde vocês são... afastem-se de mim... Há últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos.” Estranhos entrando na glória e “praticantes” excluídos do banquete... São muitos os que se salvam? Jesus não respondeu diretamente à pergunta quanto ao Número, fala dos Destinatários da salvação e o Caminho para consegui-la”: A “porta estreita” do despojamento e da humildade... Se olharmos apenas as exigências de entrar pela “porta estreita”, poderíamos ficar preocupados... Mas sabemos que Deus é mais bondade e misericórdia, do que justiça. Cristo nos garante: “Eu sou a porta, quem entrar por mim, será salvo...” (Jo 10,9) E Paulo nos garante uma verdade muito consoladora: “É vontade de Deus que todos os homens se salvem, e todos cheguem ao conhecimento da verdade...” (1Tm 2,4) A porta é estreita, mas está aberta... Dia do Leigo e do Catequista Saudamos nesse dia a todos os LEIGOS e CATEQUISTAS que exercem esse precioso serviço na Comunidade. Obrigado por tanto bem que realizam. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 25.08.2019
NOTÍCIAS DIOCESANAS
22 a 25 de Agosto - Cursilho Masculino – EMAÚS
25 de Agosto – Retiro em Preparação Semana Missionária – das 07 às 12 hs – Salao Paroquial São Francisco das Chagas – Coxim/MS
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José