quinta, 04 de junho, 2026
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A Morada de Deus
O Espírito Santo vos recordará tudo o que eu vos tenho dito. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 14,23-29 - Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 23'Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada.
24Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. 25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26Mas o Defensor, o Espírito Santo,
que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.
27Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28Ouvistes que eu vos disse: 'Vou, mas voltarei a vós`. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29Disse-vos isto, agora, antes que aconteça,
para que, quando acontecer, vós acrediteis. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor.
MENSAGEM
Estamos no último domingo antes da Ascensão, que encerra a presença humana de Cristo na terra. O anúncio dessa separação provoca tristeza aos apóstolos. Cristo lhes garante que não os deixará sós, pelo contrário, continuará presente embora de outra forma. A comunidade, que ama, torna-se uma Morada de Deus. Na primeira leitura vemos a sua presença através do Espírito Santo que conduz a Igreja no primeiro grande conflito (At 15,1-2.22-29). Com a entrada dos pagãos ao cristianismo, surge uma polêmica: Deve-se impor também à eles a lei de Moisés? Precisa ser hebreu para se tornar cristão? A Salvação vem pela “circuncisão” e pela observância da Lei judaica ou única e exclusivamente por Cristo? Diante disso, os apóstolos reagem com discernimento. Reúnem-se em assembleia em Jerusalém e, dóceis à vontade do Espírito, mandam uma carta apresentando a solução do problema: “Decidimos, op Espírito Santos e nós, n]ao vos impor nenhum fardo, além do indispensável...” Essa decisão, conhecida como o Concílio de Jerusalém, teve uma importância decisiva para a História do cristianismo. É o caminho da Igreja de Cristo ainda hoje para enfrentar os desafios do mundo: Animada pelo Espírito, deve saber discernir, preservando o essencial e atualizando constantemente acessório, para que a mensagem de Jesus seja acolhida por todos os povos. Ter consciência da presença do Espírito Santo na Igreja de Cristo. E como os apóstolos, escutá-lo, na Oração e na Discussão. A Segunda Leitura, faz uma linda descrição da Morada de Deus, a nova Jerusalém, onde viveremos a vida definitiva no seio da Trindade (Ap. 21,10.14.22-24) O Evangelho apresenta o final do discurso da despedida. Cristo promete aos seus discípulos enviar o Espírito Santo. “Ele vos Ensinará e Recordará tudo o que vos tenho dito” e vir morar no coração do comem com o Pai: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa Morada...” (Jo 14.23-29) Cristo confirma sua presença na sua Igreja. É uma nova presença de Jesus. O mesmo espírito que conduziu Jesus, agora conduz os seus discípulos. Com o Pai fará Morada em todos aqueles que o amam. A presença corporal de Jesus é substituída pela presença espiritual, interior... Morada de Deus: Que alegria saber que a Santíssima Trindade habita em nós e que o que ele nos pede, é algo que podemos dar, o nosso amor. Entre os pagãos: Deus era um ser longínquo, vingativo...Em Israel: O Povo adorava um Deus mais próximo: “Emanuel” – Deus conosco, a Arca da Aliança, a Tenda... “Porei minha casa bem no meio de vós, e o meu coração nunca mais vos deixará” (Lev 26.11). No tempo de Jesus: Morada de Deus era o Templo de Jerusalém. Para Cristo, Morada de Deus pode ser o coração de todo cristão: “O Pai e Eu faremos nele Morada”. Com a Samaritana: fala dos adoradores em “Espírito e Verdade”. Os adoradores do Pai não precisam de uma Igreja de luxo. Deus poderá ser adorado na Igreja do coração de todo cristão. Estará presente até os confins da terra: essa presença do Espírito não pode ficar fechada e escondida no coração dos discípulos. Pelo contrário, deverá ser revelada atpe os “confins da terra” pelo testemunho dos Apóstolos e dos que amam Jesus de verdade. A Missão de Jesus: ser testemunha até Jerusalém. A Missão dos Apóstolos: Testemunhas até “os confins da terra”. A Morada de Deus na pessoa, que escuta a Palavra de Jesus, cria uma nova relação entre Deus e a pessoa humana. Nossa Atitude: Respeito a este hóspede: em nossa pessoa e na pessoa dos irmãos... Dai decorre também o nosso compromisso de proteger e promover a vida em todas as suas dimensões. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa CS – 22/05/2022.
Aléx Viana
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do...
14 de fevereiro de 2025
Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
Bispo
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu...
14 de fevereiro de 2025
No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José