sexta, 24 de julho, 2026
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Os primeiros levantamentos de intenção de voto começam a desenhar um cenário de forte polarização em Mato Grosso do Sul. Pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência indica que a disputa pelo Governo do Estado pode caminhar para um segundo turno, colocando frente a frente representantes dos dois principais campos políticos do país: a direita e a esquerda.
Na pesquisa estimulada realizada em Campo Grande, o governador Eduardo Riedel (PP), apoiado por partidos do campo de centro-direita, aparece na liderança com 36% das intenções de voto. Em segundo lugar está o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), com 18%, consolidando-se, neste momento, como o principal nome da esquerda na disputa.
Na sequência aparecem Delcídio do Amaral (PRD), com 7%; João Henrique Catan (Novo), com 5,6%; Renato Gomes (DC), com 5%; Jeferson Bezerra (Agir), com 0,8%; e Lucien Rezende (PSOL), com 0,6%.
Embora Riedel mantenha vantagem na Capital, os números revelam que a corrida eleitoral ainda está longe de uma definição. O levantamento mostra que há um contingente significativo de eleitores que ainda não escolheu um candidato ou que pretende votar em branco ou anular o voto.
Segundo a pesquisa, 13% dos entrevistados disseram que ainda não sabem em quem votar ou preferiram não responder, enquanto 14% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto. Somados, esses grupos representam 27% do eleitorado pesquisado, um percentual capaz de influenciar diretamente os rumos da disputa nos próximos meses.
Na pesquisa espontânea, o cenário de indefinição é ainda mais evidente. Mais da metade dos entrevistados não conseguiu citar espontaneamente um nome para governador, indicando que a campanha ainda não despertou plenamente o interesse do eleitorado.
Embora a eleição ainda esteja em fase inicial, o levantamento aponta uma tendência de concentração da disputa entre dois projetos políticos distintos.
De um lado, Eduardo Riedel busca a reeleição representando o grupo político atualmente no comando do Estado e apoiado por partidos de centro-direita.
Do outro, Fábio Trad o nome do PT e ao campo da esquerda, ocupando, até o momento, a segunda colocação nas intenções de voto em Campo Grande.
Caso esse desenho se mantenha ao longo da campanha e nenhum outro pré-candidato consiga alterar significativamente o cenário, Mato Grosso do Sul poderá repetir a dinâmica observada em disputas nacionais recentes, com uma eleição marcada pela polarização entre os dois principais espectros políticos do país.
Apesar dos números atuais, especialistas costumam destacar que pesquisas realizadas com grande antecedência medem o momento da disputa e não representam um resultado definitivo.
O elevado índice de indecisos e de eleitores sem preferência consolidada indica que ainda há espaço para mudanças até o período oficial da campanha, especialmente diante das alianças partidárias, do horário eleitoral e dos debates entre os candidatos.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência entre os dias 17 e 21 de julho, com 1.000 eleitores de Campo Grande, abrangendo áreas urbanas, distritos e zona rural.
O levantamento possui 95% de nível de confiança, margem de erro de 3,1 pontos percentuais e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MS-05958/2026 e BR-00455/2026.
Mudanças
Famílias compostas por apenas um integrante terão mais facilidade para realizar procedimentos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O governo federal...
22 de julho de 2026
Famílias compostas por apenas um integrante terão mais facilidade para realizar procedimentos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O governo federal decidiu suspender, de forma temporária, a obrigatoriedade da entrevista domiciliar em parte dos atendimentos voltados a esse público, evitando que a ausência da visita impeça o acesso ou a continuidade de benefícios sociais.
A medida beneficia pessoas que vivem sozinhas e precisam fazer a inscrição no CadÚnico ou atualizar seus dados cadastrais, reduzindo entraves no atendimento enquanto a regra estiver em vigor.
Com a mudança, a entrevista realizada na residência deixa de ser um requisito obrigatório para diversos procedimentos envolvendo famílias unipessoais. Isso significa que a falta da visita não poderá ser utilizada como motivo para negar o cadastramento, impedir a atualização das informações ou interromper benefícios já concedidos.
Entre os programas alcançados pela flexibilização está o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de baixa renda. Nesses casos, o direito ao benefício não poderá ser prejudicado apenas pela inexistência da entrevista domiciliar.
A decisão também contempla os beneficiários do Bolsa Família que já integram o programa. Durante o período de vigência da norma, a continuidade do pagamento ficará garantida mesmo que a visita técnica à residência ainda não tenha sido realizada.
A iniciativa busca evitar interrupções indevidas nos benefícios e garantir que famílias unipessoais não enfrentem dificuldades burocráticas para permanecer nos programas sociais.
Apesar da flexibilização, o governo reforça que as informações fornecidas ao Cadastro Único devem permanecer corretas e atualizadas. O CadÚnico continua sendo a principal base de dados utilizada para identificar famílias de baixa renda e definir o acesso a diversos programas sociais federais, estaduais e municipais.
A suspensão da exigência da entrevista domiciliar tem caráter temporário e faz parte das medidas adotadas para tornar o atendimento mais ágil, preservando o acesso da população aos benefícios enquanto os procedimentos cadastrais são ajustados.
Pecuária
O setor pecuário brasileiro acompanha de perto as discussões sobre uma possível revisão nas normas que regulamentam o uso de antimicrobianos na criação de...
22 de julho de 2026
O setor pecuário brasileiro acompanha de perto as discussões sobre uma possível revisão nas normas que regulamentam o uso de antimicrobianos na criação de animais destinados ao consumo. A proposta, que está em avaliação pelo governo federal, busca alinhar a legislação brasileira às exigências sanitárias internacionais, especialmente às praticadas pela União Europeia.
A eventual atualização das regras é vista como estratégica para ampliar a competitividade do agronegócio nacional no mercado externo, mas também levanta preocupações entre produtores e entidades do setor quanto aos impactos sobre a produtividade e os custos de produção.
A proposta prevê restringir ou proibir o uso de alguns antimicrobianos considerados essenciais para o tratamento de doenças em seres humanos. A medida segue uma tendência adotada por diversos países, que buscam reduzir o risco do desenvolvimento de bactérias resistentes aos antibióticos.
Além do aspecto relacionado à saúde pública, a adequação pode fortalecer a posição do Brasil nas negociações comerciais com mercados que possuem regras sanitárias mais rígidas, como o europeu, ampliando as oportunidades de exportação de carnes e outros produtos de origem animal.
Embora reconheça a importância do controle sanitário, a cadeia produtiva avalia que a adaptação exigirá mudanças no manejo das propriedades rurais. Durante esse período de transição, especialistas do setor estimam que a produção poderá sofrer uma redução temporária, principalmente em sistemas intensivos de criação.
A expectativa é de que os produtores precisem investir em melhorias na biossegurança, no manejo dos rebanhos, na nutrição animal e em programas preventivos de saúde, reduzindo a dependência de medicamentos utilizados de forma preventiva.
O Brasil ocupa posição de destaque entre os maiores produtores e exportadores mundiais de carne bovina, suína e de frango. Por isso, qualquer alteração nas regras sanitárias tem potencial para gerar reflexos em toda a cadeia produtiva, desde os pequenos produtores até as grandes agroindústrias.
Especialistas avaliam que o principal desafio será encontrar um equilíbrio entre o cumprimento das exigências internacionais e a manutenção da eficiência produtiva. A adoção de tecnologias, boas práticas de manejo e investimentos em sanidade animal são apontados como alternativas para minimizar os impactos da mudança.
Enquanto a proposta segue em análise, produtores e entidades representativas aguardam definições sobre quais medicamentos poderão sofrer restrições e qual será o prazo concedido para que o setor se adapte às novas exigências.