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Pecuária

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Possíveis mudanças nas regras para uso de antibióticos preocupam pecuária e podem impactar produção

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22 de julho de 2026

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Glenda Melo

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O setor pecuário brasileiro acompanha de perto as discussões sobre uma possível revisão nas normas que regulamentam o uso de antimicrobianos na criação de animais destinados ao consumo. A proposta, que está em avaliação pelo governo federal, busca alinhar a legislação brasileira às exigências sanitárias internacionais, especialmente às praticadas pela União Europeia.

A eventual atualização das regras é vista como estratégica para ampliar a competitividade do agronegócio nacional no mercado externo, mas também levanta preocupações entre produtores e entidades do setor quanto aos impactos sobre a produtividade e os custos de produção.

A proposta prevê restringir ou proibir o uso de alguns antimicrobianos considerados essenciais para o tratamento de doenças em seres humanos. A medida segue uma tendência adotada por diversos países, que buscam reduzir o risco do desenvolvimento de bactérias resistentes aos antibióticos.

Além do aspecto relacionado à saúde pública, a adequação pode fortalecer a posição do Brasil nas negociações comerciais com mercados que possuem regras sanitárias mais rígidas, como o europeu, ampliando as oportunidades de exportação de carnes e outros produtos de origem animal.

Embora reconheça a importância do controle sanitário, a cadeia produtiva avalia que a adaptação exigirá mudanças no manejo das propriedades rurais. Durante esse período de transição, especialistas do setor estimam que a produção poderá sofrer uma redução temporária, principalmente em sistemas intensivos de criação.

A expectativa é de que os produtores precisem investir em melhorias na biossegurança, no manejo dos rebanhos, na nutrição animal e em programas preventivos de saúde, reduzindo a dependência de medicamentos utilizados de forma preventiva.

O Brasil ocupa posição de destaque entre os maiores produtores e exportadores mundiais de carne bovina, suína e de frango. Por isso, qualquer alteração nas regras sanitárias tem potencial para gerar reflexos em toda a cadeia produtiva, desde os pequenos produtores até as grandes agroindústrias.

Especialistas avaliam que o principal desafio será encontrar um equilíbrio entre o cumprimento das exigências internacionais e a manutenção da eficiência produtiva. A adoção de tecnologias, boas práticas de manejo e investimentos em sanidade animal são apontados como alternativas para minimizar os impactos da mudança.

Enquanto a proposta segue em análise, produtores e entidades representativas aguardam definições sobre quais medicamentos poderão sofrer restrições e qual será o prazo concedido para que o setor se adapte às novas exigências.

 

FGTS

Trabalhadores com saldo no FGTS devem receber parcela do lucro até agosto

Milhões de brasileiros que possuem saldo em contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderão receber um reforço financeiro nas próximas semanas. A...

Trabalhadores com saldo no FGTS devem receber parcela do lucro até agosto

21 de julho de 2026

Trabalhadores com saldo no FGTS devem receber parcela do lucro até agosto

 

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Milhões de brasileiros que possuem saldo em contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderão receber um reforço financeiro nas próximas semanas. A expectativa é que mais de R$ 13 bilhões sejam distribuídos entre os cotistas, após o Conselho Curador do fundo analisar a proposta de repasse dos resultados obtidos ao longo de 2025.

A reunião que deve confirmar a distribuição está prevista para a próxima terça-feira (28). Caso a medida seja aprovada, a Caixa Econômica Federal terá até o dia 31 de agosto para creditar os valores diretamente nas contas vinculadas dos trabalhadores que possuíam saldo no FGTS até 31 de dezembro de 2025.

Ao todo, cerca de 138,2 milhões de trabalhadores deverão ser beneficiados. O montante previsto para distribuição é de R$ 13,04 bilhões, equivalente a aproximadamente 89% do lucro líquido registrado pelo fundo no ano passado, que alcançou cerca de R$ 14,6 bilhões.

O valor recebido por cada trabalhador será proporcional ao saldo existente em sua conta do FGTS. Assim, quem tinha um saldo maior no encerramento de 2025 receberá uma parcela mais elevada dos lucros, enquanto aqueles com valores menores também terão direito ao crédito, porém em quantias proporcionais.

Além de ampliar o rendimento das contas, a distribuição permitirá que o FGTS apresente uma rentabilidade total de aproximadamente 6,90% em 2025. O índice supera a inflação oficial do período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 4,26%, garantindo ganho real aos trabalhadores.

Após a liberação dos créditos, os cotistas poderão consultar o valor depositado pelo aplicativo FGTS, disponível para celulares, ou pelos canais oficiais da Caixa Econômica Federal.

Apesar do depósito nas contas vinculadas, as regras para saque permanecem inalteradas. Os recursos continuam disponíveis apenas nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria, doenças graves e demais modalidades autorizadas pelo programa.

 

Saúde

Anvisa libera novo tratamento para câncer agressivo do sistema linfático

Pacientes brasileiros que enfrentam um dos tipos mais agressivos de câncer do sistema linfático passam a contar com uma nova possibilidade de tratamento. A Agência Nacional de...

Anvisa libera novo tratamento para câncer agressivo do sistema linfático

20 de julho de 2026

Anvisa libera novo tratamento para câncer agressivo do sistema linfático

 

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Pacientes brasileiros que enfrentam um dos tipos mais agressivos de câncer do sistema linfático passam a contar com uma nova possibilidade de tratamento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de um medicamento inovador destinado ao combate do linfoma difuso de grandes células B, doença que costuma evoluir rapidamente e exige intervenção médica especializada.

A aprovação, publicada nesta segunda-feira (20), representa um avanço para a oncologia hematológica ao disponibilizar uma terapia voltada principalmente para pessoas cuja doença voltou após o tratamento inicial ou apresentou resistência às abordagens convencionais.

O medicamento, denominado Columvi (glofitamabe), será administrado em conjunto com outros quimioterápicos e foi desenvolvido para estimular o próprio sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas. A estratégia terapêutica utiliza um anticorpo biespecífico, tecnologia considerada uma das mais promissoras no tratamento de alguns tipos de câncer.

A nova alternativa também contempla pacientes que, por limitações clínicas, não podem ser submetidos ao transplante autólogo de células-tronco, procedimento frequentemente indicado em casos mais complexos da doença.

Doença exige tratamento rápido

O linfoma difuso de grandes células B é o subtipo mais frequente entre os linfomas não Hodgkin agressivos. Caracteriza-se pelo crescimento acelerado das células doentes, o que torna o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento fatores fundamentais para aumentar as chances de controle da enfermidade.

Estimativas apontam que cerca de quatro mil brasileiros recebem esse diagnóstico todos os anos. Embora muitos pacientes respondam bem ao tratamento inicial, parte deles enfrenta a recidiva da doença ou não apresenta resposta satisfatória às terapias disponíveis, cenário que reduz significativamente as opções de tratamento.

Terapia pode ser feita sem internação

Segundo as informações divulgadas pela fabricante, o medicamento é aplicado por infusão intravenosa e, na maioria dos casos, não exige internação hospitalar, permitindo que o paciente realize o tratamento de forma ambulatorial.

O protocolo terapêutico prevê 12 ciclos de aplicação, com duração aproximada de oito meses, período em que a equipe médica acompanha a evolução clínica e a resposta ao medicamento.

Resultados animadores em estudo internacional

Antes da aprovação regulatória, o tratamento foi avaliado em um estudo clínico internacional publicado na revista científica The Lancet. De acordo com os dados apresentados, pacientes que receberam o novo medicamento apresentaram redução de 41% no risco de morte em comparação com o tratamento padrão utilizado atualmente.

Os resultados também mostraram índices mais elevados de remissão completa da doença, além de uma redução significativa na progressão do câncer, indicando um potencial importante para pacientes com formas mais resistentes da enfermidade.

Com a autorização da Anvisa, especialistas avaliam que o Brasil amplia o acesso a terapias de última geração para o tratamento de cânceres hematológicos, oferecendo novas perspectivas para pacientes que já haviam esgotado outras alternativas terapêuticas.