sábado, 25 de julho, 2026
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“O desenvolvimento gera a paz”. A frase ouvida pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), Gerson Claro (PP), no lançamento da pedra fundamental do Projeto Sucuriú, com a implementação de uma nova indústria de celulose no estado foi destacada durante discurso na sessão plenária desta quinta-feira (10), em o parlamentar comemorou o novo empreendimento orçado em torno de R$ 30 bilhões em investimentos em Inocência (MS), da empresa Arauco.
“É possível sonhar com um Brasil cada vez melhor. Essa fala serena me chamou atenção no sentido que o desenvolvimento traz justiça social, com sustentabilidade, com inclusão, que gera preocupação social. Fiquei muito feliz com a manifestação da empresa, de que não é só produzir celulose, mas ter a preocupação com o meio ambiente, com as pessoas, não só com as que trabalharão no local, mas o impacto que vai gerar na cidade e na região”, ressaltou.
Dados apresentados no evento, relatados pelo presidente, estimam que já estão sendo investidos cerca de R$ 300 milhões nas obras de infraestrutura, com aproximadamente 3.800 trabalhadores, em uma fazenda de 3.500 hectares. “Somente de cercamento são 20 quilômetros. A quantidade de concreto, o número de pessoas, o pico deve chegar em 14 a 15 mil trabalhadores só no local da indústria. Já são 200 mil hectares de eucalipto plantados. Resolvi ocupar esse espaço para dizer que o que estamos chamando de Vale da Celulose deve ter um investimento final que deve chegar em R$ 30 bilhões, sem contar os impactos de 32 mil construções de hotéis, creches, escolas”, explicou Gerson Claro.
Construção de um sonho
O presidente ainda ressaltou que o Vale da Celulose é fruto de uma construção de muitos atores políticos, tanto do Executivo, quanto do Legislativo, que passaram pelas gestões e mandatos em Mato Grosso do Sul. “Foi construído toda uma história daquilo que já foi o sonho de muitas pessoas. É comum dizer no ambiente público que alguém quer ser ‘o pai da criança’, mas digo que foi um sonho da classe política que acreditou no projeto e fez as coisas com responsabilidade, para que os empresários decidissem por Mato Grosso do Sul. O atual governador Eduardo Riedel fez várias visitas, conversou olho no olho para dar garantidas da estabilidade institucional, confirmou investimentos do poder público em rodovias, infraestrutura que vai impactar muita gente. Os ex-governadores foram citados, temos que reconhecer os esforços de secretários, senadores, o trabalho da classe política, que fazemos aqui com respeito e austeridade, convencidos de que não é à toa que o MS tem sido prospectado por vários empreendimentos”, afirmou Gerson Claro.
Ex-governador do Estado, o deputado Zeca do PT relembrou quando participou da captação da primeira indústria de celulose para Mato Grosso do Sul. “Quero destacar a participação ativamente nesse processo por mim, pelo deputado Paulo Corrêa [PSDB], então secretário de estado e a [senadora] Simone Tebet, então prefeita de Três Lagoas, que me acompanharam à Carolina do Sul, nos Estados Unidos, para prospectar a primeira indústria de papel que esse estado sonhou. Já que aqui tinha, fundamentalmente, o binômio boi e soja, poucos acreditaram no nosso sonho de buscar alternativas para a industrialização. Me realizo e festejo com um momento como esse, ao mesmo tempo que penso o que será o futuro quando inaugurada a Rota Bioceânica, com a alta competitividade no mercado asiático. Portanto, está absolutamente correto registrar para a história esse momento. Parabéns a todos que se sucederam na construção e realização de sonhos, para que o MS pudesse atingir isso. Fico lisonjeado pela lembrança de quando estive no Governo”, agradeceu.
Eleições 2026
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) informou que sua comunicação institucional passará por alterações temporárias durante o...
24 de julho de 2026
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) informou que sua comunicação institucional passará por alterações temporárias durante o período eleitoral, em cumprimento à legislação vigente. As mudanças têm como objetivo garantir a igualdade entre os candidatos e assegurar que a divulgação de informações públicas ocorra de forma impessoal e transparente.
As restrições seguem as determinações da Lei nº 9.504/1997, conhecida como Lei das Eleições, que estabelece normas para a publicidade dos órgãos públicos durante o período eleitoral.
De acordo com a ALEMS, as divulgações institucionais continuarão sendo realizadas, porém terão foco exclusivo em informações de interesse coletivo.
Serão priorizados conteúdos relacionados a:
Serviços públicos
Informações de utilidade pública
Ações administrativas
Comunicados institucionais
Por outro lado, deixarão de ser divulgados conteúdos que possam ser interpretados como promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
Isso significa que ações, obras, programas, campanhas e mensagens institucionais que possam favorecer ou promover agentes públicos não serão veiculados enquanto vigorarem as restrições eleitorais.
Apesar das mudanças na comunicação institucional, a Assembleia destaca que o trabalho parlamentar seguirá normalmente.
As sessões plenárias, votações de projetos, atividades legislativas e demais atos oficiais continuarão sendo realizados e divulgados à população, garantindo a transparência dos trabalhos desenvolvidos pelos deputados estaduais.
Outra alteração anunciada diz respeito às redes sociais oficiais da ALEMS.
Durante o período eleitoral, os comentários nas publicações ficarão desativados como medida preventiva para evitar o uso dos canais institucionais em debates político-eleitorais.
Mesmo assim, os usuários poderão continuar curtindo, compartilhando as publicações e interagindo com a instituição por meio de mensagens diretas (direct).
Segundo a Assembleia Legislativa, as alterações permanecem válidas apenas durante o período eleitoral.
A previsão é que a comunicação institucional volte ao formato habitual após o encerramento das restrições previstas na legislação eleitoral, com retorno estimado para 25 de outubro.
Ao anunciar as mudanças, a ALEMS reforçou que as medidas visam assegurar o cumprimento da legislação eleitoral e preservar os princípios da administração pública, como a impessoalidade, a ética, a transparência e a igualdade de condições entre todos os candidatos que disputarão as eleições de 2026.
A instituição ressaltou ainda que seu compromisso permanece voltado ao interesse público, garantindo que a população continue recebendo informações relevantes sobre os serviços e as atividades do Poder Legislativo estadual durante todo o período eleitoral.
mudanças
Os consumidores de Mato Grosso do Sul poderão ganhar mais proteção contra um problema comum: o recebimento de boletos e faturas poucos dias antes do vencimento, ou até...
17 de julho de 2026
Os consumidores de Mato Grosso do Sul poderão ganhar mais proteção contra um problema comum: o recebimento de boletos e faturas poucos dias antes do vencimento, ou até mesmo após a data limite para pagamento. Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa pretende obrigar empresas públicas e privadas a enviarem as cobranças com, no mínimo, dez dias de antecedência.
A proposta busca evitar que clientes sejam prejudicados por atrasos na entrega das correspondências, situação que frequentemente resulta em juros, multas e transtornos para quem depende do boleto impresso para quitar suas contas.
Pelo texto, todas as empresas que prestam serviços no Estado deverão realizar a postagem das cobranças respeitando o prazo mínimo de dez dias antes do vencimento. A intenção é assegurar que o consumidor tenha tempo suficiente para receber a fatura, conferir os valores e organizar o pagamento sem correr o risco de inadimplência causada por falhas na entrega.
Outro ponto previsto é a obrigatoriedade de informar, na parte externa do envelope, a data em que a cobrança foi postada e a data de vencimento. A medida permitirá que o consumidor identifique facilmente se a empresa cumpriu o prazo legal, além de facilitar a fiscalização pelos órgãos de defesa do consumidor.
Na prática, caso um boleto seja entregue muito próximo do vencimento, o cidadão poderá verificar se o atraso ocorreu por falha da empresa no envio ou por problemas posteriores na distribuição da correspondência.
O projeto também estabelece punição para quem descumprir a regra. Empresas que enviarem boletos fora do prazo mínimo estarão sujeitas ao pagamento de multa equivalente a 100 Uferms (Unidades Fiscais Estaduais de Referência de Mato Grosso do Sul).
Considerando o valor vigente da unidade em julho de 2026, a penalidade chega a R$ 5.547 e deverá ser destinada diretamente ao consumidor prejudicado, funcionando como uma forma de compensação pelos prejuízos causados pelo envio tardio da cobrança.
A justificativa da proposta destaca que o objetivo é reforçar direitos já garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor, especialmente aqueles relacionados ao acesso à informação clara e à transparência nas relações de consumo.
O autor também argumenta que a medida pode reduzir conflitos entre empresas e clientes, uma vez que permitirá comprovar se a cobrança foi enviada dentro do prazo estabelecido.
Além disso, a proposta segue entendimento já consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a validade de legislação semelhante adotada no Estado do Rio de Janeiro. A Corte considerou que esse tipo de norma trata da proteção ao consumidor, permitindo que os estados editem regras complementares sobre o tema.
Caso seja aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo Governo do Estado, a nova legislação deverá beneficiar milhares de consumidores sul-mato-grossenses, oferecendo mais previsibilidade no recebimento de boletos e reduzindo prejuízos provocados por atrasos na entrega das cobranças.