sábado, 25 de julho, 2026
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Federação Interestadual dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, a Feitramag MS/MT, pede a suspensão imediata da cobrança de pedágio na BR-163, em MS. A entidade alega lucros altos por parte da concessionária, a CCR MSVia, e poucos investimentos, que resultam em acidentes.
Conforme a divulgação da Federação, em dez anos a Concessionária obteve receita milionária com o pedágio, mas a duplicação prometida está longe de ser concluída. A falta dos investimentos, na visão da entidade, resulta em acidentes com mortes.
O sindicalista José Lucas da Silva, presidente da FEINTRAMAG MS/MT, sugere a suspensão até que as obras sejam retomadas e avançadas. Outra condição é a construção do anel rodoviário para desviar o trânsito de dentro de cidades como Bandeirantes, São Gabriel do Oeste, Coxim e Rio Verde de Mato Grosso.
José Lucas destacou o que considera ‘’números fabulosos’’ do faturamento da CCR MSVia, sem o retorno em obras. Ele obteve dados da imprensa de MS e também do deputado Junior Mochi (MDB) e cita que a empresa recebeu R$ 3,9 bilhões de recursos públicos até o ano de 2017 e até 2023, mas gastou apenas R$ 1,8 bilhão.
Como se não bastasse tamanho lucro, a empresa ainda, segundo o parlamentar, recebeu de pedágio, dos usuários da rodovia, R$ 3,6 bilhões.
Duplicação
Ainda segundo o dirigente, os lucros bilionários vieram, mas a duplicação não. Ela deveria ter sido concluída dentro dos prazos contratuais, mas segue parada na maioria dos trechos.
''... aumentando os riscos para os milhares de motoristas que trafegam diariamente... as consequências são trágicas: a BR-163 segue palco de acidentes graves, muitos fatais, em decorrência da falta de infraestrutura adequada para suportar o intenso fluxo de veículos'', diz trecho da nota.
''No mínimo, o Governo de Mato Grosso do Sul deveria suspender a cobrança do pedágio até que a empresa cumpra com suas obrigações contratuais'', complementa o sindicalista.
A Federação também afirma que houve diversas promessas a melhoria da rodovia federal, mas nada de efetivo foi feito para a segurança da estrada.
Entramos em contato com a CCRMSVia. Em resposta, ela informa que segue realizando todas as suas obrigações contratuais firmadas com a agência reguladora (ANTT).
"Os serviços de conservação, manutenção e atendimento aos motoristas e pedestres são realizados diuturnamente pelas equipes operacionais. Para este tipo de atendimento ao usuário, a concessionária conta com aparato de atendimento distribuído em 17 bases operacionais do SAU (Serviço de Atendimento ao Usuário), mais de 80 viaturas, entre elas, 17 ambulâncias-resgate (05 delas unidades móveis de suporte avançado), 08 guinchos pesados, 17 guinchos leves, 19 inspeções de tráfego, 05 caminhões de combate a incêndio e 05 viaturas para apreensão de animais à disposição dos usuários. O serviço funciona 24 horas por dia, e já realizou mais de 1,3 milhão de atendimentos em 10 anos de atuação", diz trecho da nota.
A CCR MSVia diz ainda que desde o início investiu mais de R$ 2,1 bilhões em obras de infraestrutura e recursos significativos para a modernização e manutenção da rodovia, incluindo 150,4 quilômetros de pistas duplicadas, a implantação de bases operacionais, serviços de atendimento médico e mecânico, além da constante manutenção do pavimento e melhorias na segurança viária.
"A tarifa de pedágio hoje praticada na rodovia é aprovada pela agência reguladora, conforme o que determina o termo aditivo ao contrato de concessão firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Está programado para o maio deste ano o processo competitivo da BR-163/MS, na modalidade leilão. O edital foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e disponibilizado em seu site", acrescentou.
Eleições 2026
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) informou que sua comunicação institucional passará por alterações temporárias durante o...
24 de julho de 2026
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) informou que sua comunicação institucional passará por alterações temporárias durante o período eleitoral, em cumprimento à legislação vigente. As mudanças têm como objetivo garantir a igualdade entre os candidatos e assegurar que a divulgação de informações públicas ocorra de forma impessoal e transparente.
As restrições seguem as determinações da Lei nº 9.504/1997, conhecida como Lei das Eleições, que estabelece normas para a publicidade dos órgãos públicos durante o período eleitoral.
De acordo com a ALEMS, as divulgações institucionais continuarão sendo realizadas, porém terão foco exclusivo em informações de interesse coletivo.
Serão priorizados conteúdos relacionados a:
Serviços públicos
Informações de utilidade pública
Ações administrativas
Comunicados institucionais
Por outro lado, deixarão de ser divulgados conteúdos que possam ser interpretados como promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
Isso significa que ações, obras, programas, campanhas e mensagens institucionais que possam favorecer ou promover agentes públicos não serão veiculados enquanto vigorarem as restrições eleitorais.
Apesar das mudanças na comunicação institucional, a Assembleia destaca que o trabalho parlamentar seguirá normalmente.
As sessões plenárias, votações de projetos, atividades legislativas e demais atos oficiais continuarão sendo realizados e divulgados à população, garantindo a transparência dos trabalhos desenvolvidos pelos deputados estaduais.
Outra alteração anunciada diz respeito às redes sociais oficiais da ALEMS.
Durante o período eleitoral, os comentários nas publicações ficarão desativados como medida preventiva para evitar o uso dos canais institucionais em debates político-eleitorais.
Mesmo assim, os usuários poderão continuar curtindo, compartilhando as publicações e interagindo com a instituição por meio de mensagens diretas (direct).
Segundo a Assembleia Legislativa, as alterações permanecem válidas apenas durante o período eleitoral.
A previsão é que a comunicação institucional volte ao formato habitual após o encerramento das restrições previstas na legislação eleitoral, com retorno estimado para 25 de outubro.
Ao anunciar as mudanças, a ALEMS reforçou que as medidas visam assegurar o cumprimento da legislação eleitoral e preservar os princípios da administração pública, como a impessoalidade, a ética, a transparência e a igualdade de condições entre todos os candidatos que disputarão as eleições de 2026.
A instituição ressaltou ainda que seu compromisso permanece voltado ao interesse público, garantindo que a população continue recebendo informações relevantes sobre os serviços e as atividades do Poder Legislativo estadual durante todo o período eleitoral.
mudanças
Os consumidores de Mato Grosso do Sul poderão ganhar mais proteção contra um problema comum: o recebimento de boletos e faturas poucos dias antes do vencimento, ou até...
17 de julho de 2026
Os consumidores de Mato Grosso do Sul poderão ganhar mais proteção contra um problema comum: o recebimento de boletos e faturas poucos dias antes do vencimento, ou até mesmo após a data limite para pagamento. Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa pretende obrigar empresas públicas e privadas a enviarem as cobranças com, no mínimo, dez dias de antecedência.
A proposta busca evitar que clientes sejam prejudicados por atrasos na entrega das correspondências, situação que frequentemente resulta em juros, multas e transtornos para quem depende do boleto impresso para quitar suas contas.
Pelo texto, todas as empresas que prestam serviços no Estado deverão realizar a postagem das cobranças respeitando o prazo mínimo de dez dias antes do vencimento. A intenção é assegurar que o consumidor tenha tempo suficiente para receber a fatura, conferir os valores e organizar o pagamento sem correr o risco de inadimplência causada por falhas na entrega.
Outro ponto previsto é a obrigatoriedade de informar, na parte externa do envelope, a data em que a cobrança foi postada e a data de vencimento. A medida permitirá que o consumidor identifique facilmente se a empresa cumpriu o prazo legal, além de facilitar a fiscalização pelos órgãos de defesa do consumidor.
Na prática, caso um boleto seja entregue muito próximo do vencimento, o cidadão poderá verificar se o atraso ocorreu por falha da empresa no envio ou por problemas posteriores na distribuição da correspondência.
O projeto também estabelece punição para quem descumprir a regra. Empresas que enviarem boletos fora do prazo mínimo estarão sujeitas ao pagamento de multa equivalente a 100 Uferms (Unidades Fiscais Estaduais de Referência de Mato Grosso do Sul).
Considerando o valor vigente da unidade em julho de 2026, a penalidade chega a R$ 5.547 e deverá ser destinada diretamente ao consumidor prejudicado, funcionando como uma forma de compensação pelos prejuízos causados pelo envio tardio da cobrança.
A justificativa da proposta destaca que o objetivo é reforçar direitos já garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor, especialmente aqueles relacionados ao acesso à informação clara e à transparência nas relações de consumo.
O autor também argumenta que a medida pode reduzir conflitos entre empresas e clientes, uma vez que permitirá comprovar se a cobrança foi enviada dentro do prazo estabelecido.
Além disso, a proposta segue entendimento já consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a validade de legislação semelhante adotada no Estado do Rio de Janeiro. A Corte considerou que esse tipo de norma trata da proteção ao consumidor, permitindo que os estados editem regras complementares sobre o tema.
Caso seja aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo Governo do Estado, a nova legislação deverá beneficiar milhares de consumidores sul-mato-grossenses, oferecendo mais previsibilidade no recebimento de boletos e reduzindo prejuízos provocados por atrasos na entrega das cobranças.