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O que é o metaverso, apontado como o futuro do Facebook por Mark Zuckerberg

Empresa anunciou mudança de nome, que passará a se chamar Meta, em referência ao conceito de universo virtual.

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29 de outubro de 2021

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G1

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“Acredito que faremos uma transição e as pessoas deixarão de nos ver como uma empresa principalmente de mídia social para uma empresa do metaverso”. Foi assim que Mark Zuckerberg, dono do Facebook, desenhou o futuro da sua empresa, que agora passará a se chamar “Meta”.

A afirmação, feita em junho durante uma entrevista para o site especializado em tecnologia “The Verge”, já começou a ser colocada em prática. Além da mudança de identidade, a rede social divulgou recentemente um investimento de US$ 50 milhões para construir o tal metaverso.

Mas o que é isso?

O termo apareceu pela primeira vez no livro de ficção científica “Snow Crash”, de 1992, escrito por Neal Stephenson. Por ser um conceito amplo, a forma mais direta de definir o termo talvez seja recorrendo à sua origem:

“Então Hiro [o protagonista de “Snow Crash”] na verdade não está ali. Ele está em um universo gerado informaticamente que o computador desenha sobre os seus óculos e bombeia para dentro de seus fones de ouvido. Na gíria, este lugar imaginário é conhecido como o metaverso.”

A descrição lembra a tecnologia de realidade virtual (VR, na sigla em inglês) – aquela dos headsets que se colocam na cabeça. Mas na visão de Zuckerberg e outros executivos do mercado, a novidade não se restringe somente a isso.

Ela deve envolver também a realidade aumentada (AR, na sigla em inglês), tecnologia que sobrepõe elementos digitais no mundo real, como os filtros que mudam os rostos das pessoas no Instagram ou no TikTok.

A intenção é misturar diversos elementos digitais com o mundo físico, como no filme “Minority Report”, estrelado por Tom Cruise, que interage com projeções feitas no ar.

Em um evento realizado nesta quinta (28), o Facebook demonstrou como imagina alguns elementos desse universo, como na imagem abaixo:

A partir disso, o setor pensa em criar um espaço cibernético em que os avatares poderiam navegar por diferentes universos.

“Você pode pensar no metaverso como uma internet materializada, onde em vez de apenas visualizar o conteúdo, você está nele”, projetou Zuckerberg.

Para o dono do Facebook, as pessoas usariam óculos para visualizar itens digitais “por cima” do mundo real e “acessar” o metaverso a qualquer momento. A empresa, inclusive, trabalha em outros acessórios para ajudar a controlar esses elementos digitais:

É difícil dizer se um dia essa visão irá se concretizar, já que os produtos disponíveis atualmente não possuem essa capacidade (veja outros desafios mais abaixo).

Essa não é a única visão de metaverso – há outras empresas interessadas no tema e algumas delas defendem já terem incorporado alguns elementos da novidade.

A Epic Games, desenvolvedora do Fortnite, aposta alto no conceito e colocou algumas ideias em prática: o game já realizou shows virtuais, como o do rapper americano Travis Scott que reuniu 12,3 milhões de jogadores.

Em abril, a empresa levantou US$ 1 bilhão em uma rodada de investimentos para financiar “sua visão de longo prazo para o metaverso”.

Um dos pilares do metaverso é a ideia de reunir as pessoas nesses ambientes virtuais e o entretenimento deve ser o primeiro a explorar as possibilidades.

Cada um no seu quadrado?

Uma das grandes questões do metaverso é a interoperabilidade. Ou seja, o avatar de uma pessoa será o mesmo quando ela acessar o espaço criado pelo Facebook e o espaço criado pela Epic Games?

Os executivos têm falado que esse é o objetivo. No entanto, se o histórico do setor de tecnologia servir como bússola, não há garantias de que isso vá acontecer.

O Facebook, por exemplo, não é conhecido por ser uma plataforma aberta. Ao longo dos anos, a empresa adquiriu ou tentou adquirir os concorrentes que ameaçaram a sua existência, como ocorreu com o Instagram, em 2012.

Nessa visão interoperável, outra tecnologia da moda entra em cena: o blockchain, que funciona como “livro contábil” digital que computa vários tipos de transações e tem registros espalhados por vários computadores.

A tecnologia, que forma a base dos NFTs (“token não fungíveis”, em tradução livre), poderia ser usada para comprovar que uma pessoa é dona de determinado item digital através de vários cenários diferentes do metaverso.

No Fortnite, as pessoas compram itens e skins (que transformam o avatar em um personagem específico) para ganhar status dentro do game. Há ainda pessoas que criam os itens digitais para ganhar dinheiro e marcas que decidem utilizar o game como vitrine.

Essa ideia de exclusividade, luxo e objetos de desejo do mundo físico também deve se estender ao metaverso.

Quais os problemas?

Ainda há muitos entraves tecnológicos:

  • Não há dispositivos pequenos e potentes o suficiente que sejam capazes de oferecer a experiência imaginada do metaverso;
  • Não se sabe se as pessoas estarão realmente dispostas a vestir um acessório para entrar no mundo virtual;
  • Os headsets de realidade virtual mais avançados custam a partir de US$ 300 (R$ 1.670, na cotação atual) e ainda não são sucesso de vendas ao redor do mundo – em muitos países sequer são vendidos;
  • Os ambientes digitais com centenas ou milhares de pessoas exigirão uma conexão com a internet melhor, algo que pode avançar com o 5G, que ainda está em seus primeiros passos ao redor do mundo.
  • Além desses obstáculos, existem questões em aberto sobre o controle das interações nesse ambiente. Há anos, as redes sociais enfrentam um problema crescente com a moderação de conteúdo – e a pressão por regulamentação e responsabilização tem aumentado.

    Uma série de documentos vazados sugerem que o Facebook sabia da radicalização de usuários na rede social, mas demorou a tomar uma atitude, por exemplo. Em meio às notícias negativas, os investimentos no metaverso podem soar como uma tentativa de desviar os olhares do público para uma novidade.

    O Facebook, inclusive, não está nessa jogada à toa. Em 2014, a empresa comprou a Oculus, empresa que fabrica headsets de realidade virtual, por US$ 2 bilhões e ainda busca recuperar esse investimento.

    Outras preocupações com o metaverso incluem a coleta dos dados dos usuários, algo já discutido na era dos smartphones, e com uma possível vigilância constante.

    A desigualdade social também pode criar um ambiente elitizado. Os aparelhos ainda são caros e em um recorte para o Brasil, ao menos 17% dos domicílios sem internet no Brasil sequer possuem internet – o número é maior nas regiões Norte e Nordeste.

    Esses desafios já estão postos na internet, e no metaverso podem ganhar uma nova proporção. Apesar das muitas perguntas sem respostas, a novidade não tem afugentado os investimentos e as apostas das grandes empresas de tecnologia.

    Quem mais está nessa?

    Além da Epic Games e do Facebook, outras grandes empresas estão de olho nessa novidade.

  • Roblox: a plataforma que permite a criação de joguinhos e ambientes tem falado abertamente sobre sua visão para o metaverso;
  • Nvidia: conhecida por suas placas de vídeo, a empresa já mencionou o metaverso diversas vezes;
  • Microsoft: a criadora do Windows disse em maio passado ter ferramentas de inteligência artificial e realidade mista (que mistura AR com VR) para ajudar empresas a desenvolverem “aplicativos do metaverso”;
  • Snap: a empresa responsável pelo Snapchat trabalha em óculos de realidade aumentada e pode se tornar importante no segmento.
  • Há ainda diversas startups tentando surfar nessa onda e atrair investimentos de risco.

    Entre as chamadas “big techs”, algumas empresas ainda não fizeram muito barulho sobre o conceito, mas suas movimentações indicam que estão de olho na novidade.

    O Google, por exemplo, tem aplicações em AR integrados à ferramenta de pesquisa e outros produtos, como o aplicativo Google Arts & Culture.

    O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, já elogiou a tecnologia de realidade aumentada diversas vezes, embora nunca tenha mencionado o metaverso.

    A chinesa ByteDance, dona do TikTok, se movimentou recementemente no mercado com a compre da fabricante de headsets VR Pico e a desenvolvedora de jogos Reworld.

    Já a Amazon tem uma presença muito forte em soluções de infraestrutura, que serão essenciais para concretizar a ideia de um universo acessado por centenas de milhares de pessoas simultaneamente.

     

    Desenvolvimento

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    25 de julho de 2025

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    As startups sul-mato-grossenses vêm se destacando como referências em inovação e desenvolvimento tecnológico no país. Com o fomento do Governo do Estado, por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) e da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), empresas como a Arandu Biotecnologia, que desenvolve corantes naturais a partir de microrganismos do Pantanal, e a República das Arteiras, uma fashion tech com viés social que conecta costureiras a consumidores por meio de uma plataforma digital, demonstram como o investimento público pode ser decisivo para tirar ideias do papel e levá-las ao mercado em escala.
    “Nosso corante nasceu no laboratório, mas foi com o apoio do Programa Centelha que demos os primeiros passos como empresa e no desenvolvimento tecnológico. Desde então, temos crescido de forma estruturada, captando novos recursos, validando a tecnologia e construindo parcerias estratégicas. Hoje vivemos um momento de transição importante, saindo da validação laboratorial para a validação em escala industrial, um marco que reforça o impacto que a inovação pode gerar quando encontra apoio institucional”, destaca Arthur Macedo, CEO da Arandu Biotecnologia.


    “O Programa Centelha tornou possível a transição do nosso modelo físico para o digital. Saímos de uma dúzia de costureiras para uma rede digital com 130 profissionais cadastradas”, ressalta Ivani Marques da Costa Grance, fundadora da República das Arteiras.

     


    Segundo dados do Observatório Sebrae Startups, Mato Grosso do Sul conta atualmente com 580 startups ativas, sendo que 258 já receberam apoio do Governo do Estado por meio da Fundect. Cerca de 40% do ecossistema empreendedor do Estado recebeu suporte direto ou indireto através de editais de subvenção econômica, bolsas e investimentos em ambientes de inovação.
    Entre os principais programas de apoio estão o Centelha e o Tecnova, desenvolvidos em parceria com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), que oferecem recursos financeiros não reembolsáveis para estimular a inovação. O Centelha é voltado à criação de novos empreendimentos inovadores, enquanto o Tecnova busca acelerar o crescimento de pequenas e médias empresas por meio de projetos de pesquisa e desenvolvimento.
    O edital do Tecnova 3, lançado em 2024, representou um investimento recorde de R$15,4 milhões em 30 empresas. Já o Programa Centelha, em suas duas edições, investiu mais de R$6 milhões, capacitou 2 mil pessoas e apoiou 80 startups.
    “O investimento em soluções inovadoras faz parte da estratégia do Governo do Estado no apoio ao empreendedorismo de base tecnológica. Ao longo dos últimos oito anos, a Fundect e a Semadesc investiram R$ 44 milhões em startups, por meio dos programas Centelha, Tecnova, Desafios de Inovação, editais de Inovação para a Indústria, além de bolsas, intercâmbios internacionais e investimento em ambientes de inovação. Para um país que precisa de soluções tecnológicas, esse investimento é crucial e Mato Grosso do Sul já está à frente”, explica Márcio de Araújo Pereira, diretor-presidente da Fundect.


    Essas iniciativas contribuíram para que o estado alcançasse a 3ª colocação nacional em apoio a empreendimentos inovadores, de acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados – CLP, além de figurar no top 10 do Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID), do INPI.
    “A inovação é tratada pelo Governo do Estado como uma política estruturante e transversal, com impacto direto no desenvolvimento econômico, na diversificação da matriz produtiva e na geração de empregos de alto valor agregado. Os resultados mostram que estamos no caminho certo. A atuação da Semadesc, por meio da Fundect, e de programas como o Centelha, o Tecnova, as Bolsas de Iniciação Tecnológica e os Núcleos de Inovação Tecnológica, consolida o ambiente de inovação como parte de um projeto estratégico para o futuro do Estado", afirma o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
    De acordo com o Observatório Sebrae Startups, Mato Grosso do Sul lidera o número de startups ativas na região Centro-Oeste, com 580 empresas, seguido por Mato Grosso (525), Distrito Federal (474) e Goiás (335). O Estado também está entre os 10 com maior número de startups no Brasil, sendo destaque em segmentos como agronegócio, impacto socioambiental, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e tecnologia da informação.


    “Os dados confirmam o protagonismo de Mato Grosso do Sul no ecossistema de inovação do Centro-Oeste. Somos o Estado que mais investe em startups na região, com metade dos empreendimentos em atividade recebendo apoio direto de programas estruturados pela Fundect e pela Semadesc. Isso reforça nosso compromisso com a ciência aplicada, a valorização de talentos locais e a transformação de ideias em soluções tecnológicas que impactam positivamente a economia e a sociedade sul-mato-grossense”, conclui o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ricardo Senna.

    Eleções

    Campus da UFMS em Coxim escolhe novo diretor (a) no próximo dia 2 de abril

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    Campus da UFMS em Coxim escolhe novo diretor (a) no próximo dia 2 de abril

     

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    No próximo dia 2 de abril, o campus de Coxim realizará a eleição para a escolha do(a) novo(a) diretor(a) que estará à frente da instituição pelos próximos anos. O processo eleitoral é um momento decisivo para a comunidade acadêmica, que terá a oportunidade de escolher a liderança responsável por conduzir projetos, ações e melhorias na unidade pelos próximos 4 anos.


    A eleição envolve a participação de servidores, professores, técnicos administrativos e estudantes, reforçando a importância do engajamento de toda a comunidade na escolha do próximo gestor ou gestora. O(a) eleito(a) terá o desafio de continuar promovendo o desenvolvimento do campus, fortalecendo o ensino, a pesquisa e a extensão.
    Os candidatos são: Professor Carlos Gaudioso, 48 anos, casado, pai de uma filha, Professor Adjunto na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Campus Coxim. Formado em psicologia, mestre em psicologia da saúde pela UCDB e doutor em ciências, área de concentração Saúde Mental pela Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, foi líder do Projeto DesEnvolve, vinculado ao ImpactaGov – Escritório para Aprendizagem de Alto Impacto, parceiro da Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas do Governo Federal. Facilitador de programas e projetos de desenvolvimento humano, criador dos núcleos de prevenção e enfrentamento do suicídio, pertencente ao comitê de assistência religiosa do Hospital regional.


    Também como candidata ao cargo a professora Silvana Aparecida da Silva Zanchett, 46 anos, casada, mãe de dois filhos, graduada em História pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2007), Mestrado (2013) e doutorado em (2019) em História pela Universidade Federal da Grande Dourados. Membro da Associazione lnternazionale AREIA - audioarchivio delle migrazioni tra Europa e America Latina, com sede na Itália. Silvava é diretora do Campus Coxim desde junho de 2021.
    Nos últimos anos o Campus de Coxim recebeu vários reconhecimentos importantes, entre eles destacamos a nota máxima recebida pelo MEC do curso de direito, levando ao status de melhor curso do estado. 


    Mais do que um simples ato formal, votar significa exercer a cidadania e contribuir para o futuro da universidade. O(a) diretor(a) eleito(a) será responsável por decisões que impactam diretamente a qualidade do ensino, infraestrutura, projetos de pesquisa e extensão, além do bem-estar da comunidade acadêmica.
    Ao participar da eleição, cada membro da universidade fortalece o processo democrático e ajuda a garantir que a gestão do campus reflita os interesses e necessidades de todos. Escolher um candidato ou candidata alinhado(a) com propostas que busquem o crescimento da instituição é um passo importante para a construção de um ambiente universitário cada vez mais inovador e inclusivo.
    Portanto, no dia da eleição, exerça seu direito ao voto! Sua participação faz a diferença para o futuro do campus da UFMS de Coxim.
    A participação de todos é essencial para garantir um processo democrático e transparente. A expectativa é que o novo mandato traga avanços significativos para a instituição e para a comunidade de Coxim. Desejamos aos candidatos boa sorte.