quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Ciências e Tecnologia

A+ A-

Boatos do WhatsApp já provocaram linchamento e destruíram injustamente reputação de empresas

Com 120 milhões de usuários no Brasil, o zap é o aplicativo mais popular do país. E, por isso, é onde as mentiras têm consequências mais devastadoras.

Icone Calendário

19 de maio de 2017

Icone Autor

Buzzfeed Brasil

Continue Lendo...

 

A onipresença do WhatsApp no Brasil, com seus aproximadamente 120 milhões de usuários no país, faz com que a disseminação de mentiras pelo aplicativo tenha um impacto enorme. Pessoas foram espancadas, empresas perderam dinheiro e em vários episódios a desinformação prevaleceu.

Mesmo assim, não se sabe o tamanho exato dos boatos de WhatsApp. Enquanto a circulação de notícias falsas em redes sociais, como o Facebook e o Twitter, é facilmente calculável, mentiras que circulam pelo WhatsApp e outros aplicativos de mensagem são impossíveis de quantificar.

No final de março, a cidade de Araruama — a maior da Região dos Lagos fluminense, com 110 mil habitantes — foi palco de um caso muito representativo de como boatos de WhatsApp afetam diretamente a vida das pessoas.

A mentira era a seguinte: um casal formado por uma mulher jovem e um homem mais velho estava sequestrando crianças na região para vendê-las como parte de esquema internacional.

A boataria não teve maiores consequências até o dia 5 de abril, quando uma mulher de 20 anos e um homem de 60 foram fotografados por um estranho dentro do carro dele e identificados — sem fundamento algum — como os golpistas que sequestram crianças.

Em questão de horas, uma turba ensandecida encontrou o suposto casal e tratou de buscar justiça popular. Ambos foram espancados, e o carro de Luiz Aurélio, um Escort 1989 branco, foi incendiado.

Assim como as vítimas foram perseguidas, também foram salvas — por acaso. Uma amiga reconheceu a vendedora e, no mesmo momento, guardas municipais de Araruama interviram. "Foi Deus", disse a vítima Pâmella Martins, que estava acompanhada de um colega de trabalho, Luiz Aurélio de Paula.

Desde o ocorrido, Pâmella não usa mais o WhatsApp.

Ela passou a fazer parte da minoria: pesquisas independentes indicam que entre 80% e 92% dos brasileiros conectados à internet utilizam o serviço. Hoje, o WhatsApp é o principal app de mensagens do mundo, com 1,2 bilhão de usuários, dos quais aproximadamente 10% (120 milhões) estão no Brasil.

Em outras palavras, os boatos têm potencial para atingir muita gente.

Segundo pesquisa do Datafolha sobre os hábitos e opiniões do brasileiro em relação ao WhatsApp, encomendada pela própria empresa de tecnologia, 53% dizem compartilhar "piadas, memes e coisas engraçadas" e 35% afirmam enviar "notícias, textos de jornais, revistas e outros meios" — categorias em que a maior parte dos boatos se encaixaria.

O instituto de pesquisa entrevistou 2.363 pessoas em 130 municípios brasileiros; a margem de erro é de dois pontos percentuais.

O colchão satânico

Foi isso que aconteceu com Mário Gazin, dono da fábrica de colchões que leva seu sobrenome, que teve um pedido de 1 milhão de peças cancelado após uma mentira chegar aos ouvidos de muita gente.

Um áudio anônimo começou a ser compartilhado, dando conta de que o dono da Colchões Gazin havia feito um pacto com Satanás para vender mais colchões.

O boato contra Gazin incluía "provas": de acordo com fotos e vídeos compartilhados, os colchões da marca tinham "terra de cemitério" dentro deles — o que seria uma forma de selar o pacto entre o mundo terreno e o mundo subterrâneo.

O problema já era perceptível entre os vendedores, mas o cancelamento da encomenda de 1 milhão de colchões foi a gota d'água. "Foi aí então que fui atrás, achei de onde começou [o boato]", explica Mário Gazin, que gravou um vídeo para desmentir a história mais ou menos três meses após ela começar a circular, em outubro de 2015. 

O vídeo-explicação original, publicado no Facebook, teve 3 milhões de visualizações. O saldo até que foi positivo, diz Mário: "Ajudou muito e também fortaleceu nossa marca em alguns Estados até então fracos em nossa atuação."

Mentiras que têm apelo para uma grande parcela da população são as que têm maior potencial de dano, por motivos óbvios.

Foi o que aconteceu às vésperas da eleição presidencial de 2014, quando surgiu o boato de que o doleiro Alberto Youssef, um dos primeiros delatores da Operação Lava Jato, havia sido morto na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

A mentira correu solta até que uma foto do doleiro registrada por um parente, no hospital, foi publicada em órgãos de imprensa. Youssef sentiu um mal estar na carceragem, mas havia sido medicado e passava bem.

Outras informações falsas de grande apelo, mas com menos detalhes, também já circularam com força no WhatsApp de brasileiros.

É como o boato de que o Hospital Sírio-Libanês, um dos principais do país, teria desenvolvido uma vacina para câncer de pele e nos rins. O próprio hospital veio a público negar o texto que circulou no WhatsApp.

A pesquisa existe, mas seus resultados "mostram um grau de atividade limitado, beneficiando temporariamente apenas um pequeno número de pacientes. Até o presente momento não há qualquer evidência de cura que possa ser atribuída a estas vacinas", diz o texto divulgado pelo Sírio-Libanês.

"Esse tipo de boato sempre teve, só que agora ele é mais rápido", diz o infectologista Marcos Boulos, conselheiro e diretor de comunicação do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo).

"Já me perguntaram sobre várias vacinas que não existem", afirmou Boulos. "Tive pacientes que trouxeram esses boatos como uma possibilidade de tratamento diferente do que recebem", concluiu.

Mesmo com a vida de tanta gente sendo afetada diariamente por mentiras que circulam no WhatsApp, são raros os casos em que o responsável é punido.

Pâmella, a moça espancada em Araruama, admite que dificilmente as pessoas que bateram nela e em Luiz Aurélio serão responsabilizadas. O desejo dela é que, pelo menos, quem inventou o boato responda na Justiça.

O post que deu origem à confusão, no entanto, foi apagado, assim como o próprio Facebook da mãe que espalhou a foto do carro. A polícia tenta identificar outra pessoa envolvida, um homem que gravou um áudio corroborando a versão falsa.

Se Pâmella desistiu do WhatsApp, a Gazin, por sua vez, passou a ter atendimento pelo aplicativo — os vendedores tiram dúvidas e podem até vender peças por lá. "Não imaginava a repercussão que iria virar", diz Mário, meses após controlar o boato.

O infectologista Boulos, por sua vez, faz um único diagnóstico do problema: "Enquanto o WhatsApp for dessa maneira, cada um fala a bobagem que quiser".

 

Desenvolvimento

Políticas públicas para startups impulsionam inovação em MS, que se destaca nacionalmente

As startups sul-mato-grossenses vêm se destacando como referências em inovação e desenvolvimento tecnológico no país. Com o fomento do Governo do Estado, por...

Políticas públicas para startups impulsionam inovação em MS, que se destaca nacionalmente

25 de julho de 2025

Políticas públicas para startups impulsionam inovação em MS, que se destaca nacionalmente

 

Continue Lendo...

As startups sul-mato-grossenses vêm se destacando como referências em inovação e desenvolvimento tecnológico no país. Com o fomento do Governo do Estado, por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) e da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), empresas como a Arandu Biotecnologia, que desenvolve corantes naturais a partir de microrganismos do Pantanal, e a República das Arteiras, uma fashion tech com viés social que conecta costureiras a consumidores por meio de uma plataforma digital, demonstram como o investimento público pode ser decisivo para tirar ideias do papel e levá-las ao mercado em escala.
“Nosso corante nasceu no laboratório, mas foi com o apoio do Programa Centelha que demos os primeiros passos como empresa e no desenvolvimento tecnológico. Desde então, temos crescido de forma estruturada, captando novos recursos, validando a tecnologia e construindo parcerias estratégicas. Hoje vivemos um momento de transição importante, saindo da validação laboratorial para a validação em escala industrial, um marco que reforça o impacto que a inovação pode gerar quando encontra apoio institucional”, destaca Arthur Macedo, CEO da Arandu Biotecnologia.


“O Programa Centelha tornou possível a transição do nosso modelo físico para o digital. Saímos de uma dúzia de costureiras para uma rede digital com 130 profissionais cadastradas”, ressalta Ivani Marques da Costa Grance, fundadora da República das Arteiras.

 


Segundo dados do Observatório Sebrae Startups, Mato Grosso do Sul conta atualmente com 580 startups ativas, sendo que 258 já receberam apoio do Governo do Estado por meio da Fundect. Cerca de 40% do ecossistema empreendedor do Estado recebeu suporte direto ou indireto através de editais de subvenção econômica, bolsas e investimentos em ambientes de inovação.
Entre os principais programas de apoio estão o Centelha e o Tecnova, desenvolvidos em parceria com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), que oferecem recursos financeiros não reembolsáveis para estimular a inovação. O Centelha é voltado à criação de novos empreendimentos inovadores, enquanto o Tecnova busca acelerar o crescimento de pequenas e médias empresas por meio de projetos de pesquisa e desenvolvimento.
O edital do Tecnova 3, lançado em 2024, representou um investimento recorde de R$15,4 milhões em 30 empresas. Já o Programa Centelha, em suas duas edições, investiu mais de R$6 milhões, capacitou 2 mil pessoas e apoiou 80 startups.
“O investimento em soluções inovadoras faz parte da estratégia do Governo do Estado no apoio ao empreendedorismo de base tecnológica. Ao longo dos últimos oito anos, a Fundect e a Semadesc investiram R$ 44 milhões em startups, por meio dos programas Centelha, Tecnova, Desafios de Inovação, editais de Inovação para a Indústria, além de bolsas, intercâmbios internacionais e investimento em ambientes de inovação. Para um país que precisa de soluções tecnológicas, esse investimento é crucial e Mato Grosso do Sul já está à frente”, explica Márcio de Araújo Pereira, diretor-presidente da Fundect.


Essas iniciativas contribuíram para que o estado alcançasse a 3ª colocação nacional em apoio a empreendimentos inovadores, de acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados – CLP, além de figurar no top 10 do Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID), do INPI.
“A inovação é tratada pelo Governo do Estado como uma política estruturante e transversal, com impacto direto no desenvolvimento econômico, na diversificação da matriz produtiva e na geração de empregos de alto valor agregado. Os resultados mostram que estamos no caminho certo. A atuação da Semadesc, por meio da Fundect, e de programas como o Centelha, o Tecnova, as Bolsas de Iniciação Tecnológica e os Núcleos de Inovação Tecnológica, consolida o ambiente de inovação como parte de um projeto estratégico para o futuro do Estado", afirma o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
De acordo com o Observatório Sebrae Startups, Mato Grosso do Sul lidera o número de startups ativas na região Centro-Oeste, com 580 empresas, seguido por Mato Grosso (525), Distrito Federal (474) e Goiás (335). O Estado também está entre os 10 com maior número de startups no Brasil, sendo destaque em segmentos como agronegócio, impacto socioambiental, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e tecnologia da informação.


“Os dados confirmam o protagonismo de Mato Grosso do Sul no ecossistema de inovação do Centro-Oeste. Somos o Estado que mais investe em startups na região, com metade dos empreendimentos em atividade recebendo apoio direto de programas estruturados pela Fundect e pela Semadesc. Isso reforça nosso compromisso com a ciência aplicada, a valorização de talentos locais e a transformação de ideias em soluções tecnológicas que impactam positivamente a economia e a sociedade sul-mato-grossense”, conclui o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ricardo Senna.

Eleções

Campus da UFMS em Coxim escolhe novo diretor (a) no próximo dia 2 de abril

No próximo dia 2 de abril, o campus de Coxim realizará a eleição para a escolha do(a) novo(a) diretor(a) que estará à frente da instituição...

Campus da UFMS em Coxim escolhe novo diretor (a) no próximo dia 2 de abril

25 de mar�o de 2025

Campus da UFMS em Coxim escolhe novo diretor (a) no próximo dia 2 de abril

 

Continue Lendo...

No próximo dia 2 de abril, o campus de Coxim realizará a eleição para a escolha do(a) novo(a) diretor(a) que estará à frente da instituição pelos próximos anos. O processo eleitoral é um momento decisivo para a comunidade acadêmica, que terá a oportunidade de escolher a liderança responsável por conduzir projetos, ações e melhorias na unidade pelos próximos 4 anos.


A eleição envolve a participação de servidores, professores, técnicos administrativos e estudantes, reforçando a importância do engajamento de toda a comunidade na escolha do próximo gestor ou gestora. O(a) eleito(a) terá o desafio de continuar promovendo o desenvolvimento do campus, fortalecendo o ensino, a pesquisa e a extensão.
Os candidatos são: Professor Carlos Gaudioso, 48 anos, casado, pai de uma filha, Professor Adjunto na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Campus Coxim. Formado em psicologia, mestre em psicologia da saúde pela UCDB e doutor em ciências, área de concentração Saúde Mental pela Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, foi líder do Projeto DesEnvolve, vinculado ao ImpactaGov – Escritório para Aprendizagem de Alto Impacto, parceiro da Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas do Governo Federal. Facilitador de programas e projetos de desenvolvimento humano, criador dos núcleos de prevenção e enfrentamento do suicídio, pertencente ao comitê de assistência religiosa do Hospital regional.


Também como candidata ao cargo a professora Silvana Aparecida da Silva Zanchett, 46 anos, casada, mãe de dois filhos, graduada em História pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2007), Mestrado (2013) e doutorado em (2019) em História pela Universidade Federal da Grande Dourados. Membro da Associazione lnternazionale AREIA - audioarchivio delle migrazioni tra Europa e America Latina, com sede na Itália. Silvava é diretora do Campus Coxim desde junho de 2021.
Nos últimos anos o Campus de Coxim recebeu vários reconhecimentos importantes, entre eles destacamos a nota máxima recebida pelo MEC do curso de direito, levando ao status de melhor curso do estado. 


Mais do que um simples ato formal, votar significa exercer a cidadania e contribuir para o futuro da universidade. O(a) diretor(a) eleito(a) será responsável por decisões que impactam diretamente a qualidade do ensino, infraestrutura, projetos de pesquisa e extensão, além do bem-estar da comunidade acadêmica.
Ao participar da eleição, cada membro da universidade fortalece o processo democrático e ajuda a garantir que a gestão do campus reflita os interesses e necessidades de todos. Escolher um candidato ou candidata alinhado(a) com propostas que busquem o crescimento da instituição é um passo importante para a construção de um ambiente universitário cada vez mais inovador e inclusivo.
Portanto, no dia da eleição, exerça seu direito ao voto! Sua participação faz a diferença para o futuro do campus da UFMS de Coxim.
A participação de todos é essencial para garantir um processo democrático e transparente. A expectativa é que o novo mandato traga avanços significativos para a instituição e para a comunidade de Coxim. Desejamos aos candidatos boa sorte.