quinta, 04 de junho, 2026
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Na madrugada da última terça-feira (5), a sonda Juno completou uma viagem de cinco anos no espaço e, finalmente, chegou ao seu destino: Júpiter. A missão, que custou 1,13 bilhão de dólares aos cofres da Nasa, busca, por meio do estudo do planeta, desvendar alguns mistérios sobre a formação do sistema solar. Assim que chegou, a sonda não tripulada começou a orbitar o planeta – fará isso 37 vezes durante um ano terrestre, utilizando uma série de instrumentos fornecidos por Itália, França e Bélgica. Ela vai estudar o funcionamento do gigante gasoso e analisar sua composição para responder a algumas perguntas como: do que Júpiter é feito? Como é o seu núcleo (se é que ele existe)? Como é seu campo magnético? Ao respondê-las, conseguiremos compreender a formação não só de Júpiter, mas de todo o sistema solar, que inclui a Terra.
A Nasa batizou a missão segundo um episódio mitológico. Segundo a mitologia romana, Juno (equivalente a Hera, na mitologia grega) é a irmã e esposa de Júpiter (Zeus, na mitologia grega), a única capaz de penetrar nas nuvens em que seu marido se envolveu para camuflar suas infidelidades. Delicadamente, ela consegue descobrir a verdadeira natureza de Júpiter – o mesmo objetivo da missão espacial.
Missão – Acredita-se que Júpiter foi um dos primeiros planetas a se formar, quase na mesma época que o Sol. Entre os segredos que o planeta ainda esconde, um deles é onde exatamente ele foi formado. Se o gigante gasoso realmente surgiu na mesma época que nossa estrela, então os elementos que compõem os dois deveriam ser muito similares; mas, então, por que Júpiter tem maiores concentrações de elementos pesados como carbono e nitrogênio? De acordo com algumas explicações científicas, isso acontece porque Júpiter pode ter migrado desde que se formou. Galileo, a primeira missão que orbitou o planeta, em 1995, forneceu informações que sugerem que o planeta teria se formado mais longe do Sol e posteriormente “migrado” para a órbita em que está hoje. Juno pretende trazer mais dados que confirmem ou não a teoria.
A sonda também vai vasculhar a atmosfera de Júpiter para verificar qual a quantidade de água que existe no planeta e, assim, identificar com precisão do que ele é composto, qual sua temperatura e como se dá o movimento das nuvens. Por fim, a missão pretende explorar e estudar a magnetosfera (região formada pelo campo magnético que envolve um astro, constituindo a parte exterior da atmosfera) dos polos do planeta, especialmente as auroras – as luzes a sul e norte do planeta –, dando novas possibilidades sobre como o enorme campo magnético afeta sua atmosfera.
Confira abaixo por que a missão Juno é relevante para o estudo do sistema solar e quais respostas busca trazer:
1. Por que estudar Júpiter?
Os astrônomos ainda não sabem ao certo como o sistema solar se formou; mas há algumas teorias. A maioria delas afirma que ele surgiu a partir do colapso de uma nebulosa (uma gigantesca nuvem de gás e poeira) que formou nosso Sol. Assim como nossa estrela, o planeta gigante Júpiter é composto, basicamente, de hidrogênio e hélio, indício de que ele teria se formado muito cedo, captando a maior parte do material que o Sol deixou para trás. Entretanto, ainda não se sabe como isso aconteceu e Júpiter pode ter as chaves para decifrar esses mistérios. Por isso, a sonda Juno viajou até ele: acredita-se que planetas gigantes tenham estado nos primórdios da formação planetária, e compreendê-los significa entender também a formação do sistema solar – que inclui a Terra. Assim como estudamos nossos antepassados, estudar Júpiter é compreender como o nosso lar, a Terra, se formou.
Uma das principais respostas que Juno tentará trazer é sobre a composição de Júpiter. O aspecto principal que a sonda vai investigar é qual a quantidade de oxigênio que há na atmosfera do planeta. De acordo com a Nasa, essa informação ajudará a determinar quão longe do Sol o planeta se formou. Acreditava-se que Júpiter havia se formado na mesma órbita em que se encontra hoje, mas, quando a missão Galileo orbitou Júpiter, em 1995, ela descobriu que a atmosfera do planeta era composta de diversos elementos pesados, como carbono e nitrogênio, que só podem ser formados em locais de baixa temperatura (ou seja, muito longe do Sol). Esses componentes se misturavam na atmosfera de Júpiter com outros que se formavam em locais mais quentes (como o hidrogênio e o hélio), o que indica que o planeta pode ter mudado de órbita. Como a existência da vida na Terra depende tanto da existência de oxigênio quanto desses outros elementos mais pesados, descobrir como Júpiter os adquiriu pode também nos dar pistas importantes sobre a nossa origem.
3. O que está no núcleo de Júpiter?
A maioria das teorias que existem sobre o núcleo de Júpiter indica que o planeta é formado por um "coração" de gelo, rochas e metal. Esse núcleo cresceu e, conforme foi ganhando massa, atraiu gases como hélio e hidrogênio, os elementos mais leves que existem; ao puxar cada vez mais gás, formou o que conhecemos hoje como Júpiter. Há uma outra teoria, no entanto, que diz que Júpiter não possui nenhum núcleo e que, em vez disso, é formado apenas de gás e nuvens que rodeavam o Sol logo após a formação da estrela. Após esse longo momento de turbulência, esses gases foram resfriando e se condensando para formar o que é hoje Júpiter. Para verificar qual das teorias é verdadeira, Juno buscará compreender o campo magnético do planeta. Ele indicará se o núcleo de Júpiter existe ou não; em caso positivo, o tamanho do "coração" também será observado. Juno ainda vai verificar a veracidade de uma terceira possibilidade: a de que o núcleo de Júpiter existiu, mas foi aniquilado. Juno vai pairar sobre os polos do planeta para analisar o gás hidrogênio, que, condensado a uma grande pressão, se transforma em uma substância conhecida como hidrogênio metálico, que funciona como um condutor. Acredita-se que esse elemento seja responsável pelo campo magnético de Júpiter. Esse ambiente está na origem das auroras mais brilhantes do nosso sistema solar, vistas justamente nos polos do planeta – isso trará resposta sobre esses fenômenos.
4. Já houve uma missão. Por que outra?
Júpiter começou a ser explorado nos anos 1970 pelas sondas Pioneer e Voyager – mas elas não orbitaram o planeta, apenas se aproximaram dele. Foi assim também com as sondas Ulysses, Cassini e, a mais recente delas, New Horizons, que passou próximo ao planeta, em 2007, rumo a Plutão. “A primeira a orbitar o planeta foi a sonda Galileo, que chegou lá em 1995. A Galileo tinha objetivos mais gerais, como o estudo da atmosfera e magnetosfera de Júpiter, seus anéis e suas luas, principalmente as quatro maiores. Juno tem objetivos bem mais precisos e contará com tecnologia mais avançada”, afirmou Daniel Mello, astrônomo do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Juno está equipada com um conjunto de instrumentos de tecnologia de ponta que permitirá realizar estudos no período de vinte meses. Há instrumentos de estudo de estrutura (gravimétricos – que medem o campo gravitacional – e instrumentos que operam em micro-ondas e infravermelho), medidores de partículas carregadas e campo magnético, câmeras para imagem e espectrógrafos para análise química. Todos os dados obtidos serão enviados para o centro de controle da Nasa, a Deep Space Network (DSN).
5. Qual o papel de Júpiter no sistema solar?
Segundo a Nasa, Júpiter é considerado um protetor da Terra. Em outros sistemas solares, planetas como Júpiter, enormes e gasosos, já foram vistos migrando de suas órbitas para perto de suas estrelas; ao fazer essa trajetória, eles “engoliram” outros pequenos planetas rochosos (como a Terra) que estavam no caminho, ou simplesmente os enviou para fora do sistema planetário. Mas, aqui, Júpiter permanece em sua órbita, sem se aproximar (mais) do Sol. Graças a sua enorme massa, ele mantém as órbitas dos seus planetas vizinhos em “ordem” (com uma órbita quase circular), garantindo que a Terra não tenha uma órbita elíptica – o que causaria um grande impacto no clima por aqui. Júpiter ainda serve como um "porteiro", pois impede que muitos asteroides "mirem" nos seus planetas vizinhos e os atinjam. Saber mais sobre a movimentação do planeta é também compreender como se dão as interações entre os planetas do sistema solar.
Desenvolvimento
As startups sul-mato-grossenses vêm se destacando como referências em inovação e desenvolvimento tecnológico no país. Com o fomento do Governo do Estado, por...
25 de julho de 2025
As startups sul-mato-grossenses vêm se destacando como referências em inovação e desenvolvimento tecnológico no país. Com o fomento do Governo do Estado, por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) e da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), empresas como a Arandu Biotecnologia, que desenvolve corantes naturais a partir de microrganismos do Pantanal, e a República das Arteiras, uma fashion tech com viés social que conecta costureiras a consumidores por meio de uma plataforma digital, demonstram como o investimento público pode ser decisivo para tirar ideias do papel e levá-las ao mercado em escala.
“Nosso corante nasceu no laboratório, mas foi com o apoio do Programa Centelha que demos os primeiros passos como empresa e no desenvolvimento tecnológico. Desde então, temos crescido de forma estruturada, captando novos recursos, validando a tecnologia e construindo parcerias estratégicas. Hoje vivemos um momento de transição importante, saindo da validação laboratorial para a validação em escala industrial, um marco que reforça o impacto que a inovação pode gerar quando encontra apoio institucional”, destaca Arthur Macedo, CEO da Arandu Biotecnologia.
“O Programa Centelha tornou possível a transição do nosso modelo físico para o digital. Saímos de uma dúzia de costureiras para uma rede digital com 130 profissionais cadastradas”, ressalta Ivani Marques da Costa Grance, fundadora da República das Arteiras.
Segundo dados do Observatório Sebrae Startups, Mato Grosso do Sul conta atualmente com 580 startups ativas, sendo que 258 já receberam apoio do Governo do Estado por meio da Fundect. Cerca de 40% do ecossistema empreendedor do Estado recebeu suporte direto ou indireto através de editais de subvenção econômica, bolsas e investimentos em ambientes de inovação.
Entre os principais programas de apoio estão o Centelha e o Tecnova, desenvolvidos em parceria com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), que oferecem recursos financeiros não reembolsáveis para estimular a inovação. O Centelha é voltado à criação de novos empreendimentos inovadores, enquanto o Tecnova busca acelerar o crescimento de pequenas e médias empresas por meio de projetos de pesquisa e desenvolvimento.
O edital do Tecnova 3, lançado em 2024, representou um investimento recorde de R$15,4 milhões em 30 empresas. Já o Programa Centelha, em suas duas edições, investiu mais de R$6 milhões, capacitou 2 mil pessoas e apoiou 80 startups.
“O investimento em soluções inovadoras faz parte da estratégia do Governo do Estado no apoio ao empreendedorismo de base tecnológica. Ao longo dos últimos oito anos, a Fundect e a Semadesc investiram R$ 44 milhões em startups, por meio dos programas Centelha, Tecnova, Desafios de Inovação, editais de Inovação para a Indústria, além de bolsas, intercâmbios internacionais e investimento em ambientes de inovação. Para um país que precisa de soluções tecnológicas, esse investimento é crucial e Mato Grosso do Sul já está à frente”, explica Márcio de Araújo Pereira, diretor-presidente da Fundect.
Essas iniciativas contribuíram para que o estado alcançasse a 3ª colocação nacional em apoio a empreendimentos inovadores, de acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados – CLP, além de figurar no top 10 do Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID), do INPI.
“A inovação é tratada pelo Governo do Estado como uma política estruturante e transversal, com impacto direto no desenvolvimento econômico, na diversificação da matriz produtiva e na geração de empregos de alto valor agregado. Os resultados mostram que estamos no caminho certo. A atuação da Semadesc, por meio da Fundect, e de programas como o Centelha, o Tecnova, as Bolsas de Iniciação Tecnológica e os Núcleos de Inovação Tecnológica, consolida o ambiente de inovação como parte de um projeto estratégico para o futuro do Estado", afirma o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
De acordo com o Observatório Sebrae Startups, Mato Grosso do Sul lidera o número de startups ativas na região Centro-Oeste, com 580 empresas, seguido por Mato Grosso (525), Distrito Federal (474) e Goiás (335). O Estado também está entre os 10 com maior número de startups no Brasil, sendo destaque em segmentos como agronegócio, impacto socioambiental, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e tecnologia da informação.
“Os dados confirmam o protagonismo de Mato Grosso do Sul no ecossistema de inovação do Centro-Oeste. Somos o Estado que mais investe em startups na região, com metade dos empreendimentos em atividade recebendo apoio direto de programas estruturados pela Fundect e pela Semadesc. Isso reforça nosso compromisso com a ciência aplicada, a valorização de talentos locais e a transformação de ideias em soluções tecnológicas que impactam positivamente a economia e a sociedade sul-mato-grossense”, conclui o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ricardo Senna.
Eleções
No próximo dia 2 de abril, o campus de Coxim realizará a eleição para a escolha do(a) novo(a) diretor(a) que estará à frente da instituição...
25 de mar�o de 2025
No próximo dia 2 de abril, o campus de Coxim realizará a eleição para a escolha do(a) novo(a) diretor(a) que estará à frente da instituição pelos próximos anos. O processo eleitoral é um momento decisivo para a comunidade acadêmica, que terá a oportunidade de escolher a liderança responsável por conduzir projetos, ações e melhorias na unidade pelos próximos 4 anos.
A eleição envolve a participação de servidores, professores, técnicos administrativos e estudantes, reforçando a importância do engajamento de toda a comunidade na escolha do próximo gestor ou gestora. O(a) eleito(a) terá o desafio de continuar promovendo o desenvolvimento do campus, fortalecendo o ensino, a pesquisa e a extensão.
Os candidatos são: Professor Carlos Gaudioso, 48 anos, casado, pai de uma filha, Professor Adjunto na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Campus Coxim. Formado em psicologia, mestre em psicologia da saúde pela UCDB e doutor em ciências, área de concentração Saúde Mental pela Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, foi líder do Projeto DesEnvolve, vinculado ao ImpactaGov – Escritório para Aprendizagem de Alto Impacto, parceiro da Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas do Governo Federal. Facilitador de programas e projetos de desenvolvimento humano, criador dos núcleos de prevenção e enfrentamento do suicídio, pertencente ao comitê de assistência religiosa do Hospital regional.
Também como candidata ao cargo a professora Silvana Aparecida da Silva Zanchett, 46 anos, casada, mãe de dois filhos, graduada em História pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2007), Mestrado (2013) e doutorado em (2019) em História pela Universidade Federal da Grande Dourados. Membro da Associazione lnternazionale AREIA - audioarchivio delle migrazioni tra Europa e America Latina, com sede na Itália. Silvava é diretora do Campus Coxim desde junho de 2021.
Nos últimos anos o Campus de Coxim recebeu vários reconhecimentos importantes, entre eles destacamos a nota máxima recebida pelo MEC do curso de direito, levando ao status de melhor curso do estado.
Mais do que um simples ato formal, votar significa exercer a cidadania e contribuir para o futuro da universidade. O(a) diretor(a) eleito(a) será responsável por decisões que impactam diretamente a qualidade do ensino, infraestrutura, projetos de pesquisa e extensão, além do bem-estar da comunidade acadêmica.
Ao participar da eleição, cada membro da universidade fortalece o processo democrático e ajuda a garantir que a gestão do campus reflita os interesses e necessidades de todos. Escolher um candidato ou candidata alinhado(a) com propostas que busquem o crescimento da instituição é um passo importante para a construção de um ambiente universitário cada vez mais inovador e inclusivo.
Portanto, no dia da eleição, exerça seu direito ao voto! Sua participação faz a diferença para o futuro do campus da UFMS de Coxim.
A participação de todos é essencial para garantir um processo democrático e transparente. A expectativa é que o novo mandato traga avanços significativos para a instituição e para a comunidade de Coxim. Desejamos aos candidatos boa sorte.