quinta, 04 de junho, 2026
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Já tem muito tempo que a pasta de dente é parte importante da higiene bucal humana, mas você já parou para pensar no que é aquela coisa que você está espalhando nos seus dentes todos os dias?
Os ingredientes da pasta de dente moderna parecem com a lista de compras de um cientista maluco, mas servem para criar algo bem melhor do que aquilo que nossos antepassados usavam para manter os dentes limpos.
Tecnicamente conhecida como dentifrício, a pasta de dente de hoje pode ser encontrada em várias formas. Seja qual for a marca que você usa, todos os cremes dentais fazem praticamente a mesma coisa: retiram o filme de partículas de alimentos e bactérias da superfície dos seus dentes. Para ser justo, quem faz a maior parte do trabalho de retirar os detritos dos seus dentes é a ação mecânica da sua escova de dentes, mas a pasta dental trabalha para melhorar a eficácia desse movimento. Os benefícios que a pasta dental oferece realmente ajudam na limpeza bucal. O número de escovações pode variar entre 700 e 1.000 vezes em um ano, isto se você estiver escovando os dentes ao menos duas vezes por dia.
Ingredientes
As pastas de dente de hoje são verdadeiras maravilhas da química moderna e têm dezenas de ingredientes. No entanto, todas elas compartilham um conjunto de ingredientes em comum — abrasivos, fluoretos e surfactantes — além de uma série de componentes inativos. A água constitui entre 20 e 40% do produto em termos de peso.
Os abrasivos são mais ou menos metade do que há dentro de um tubo de pasta de dente. Eles servem para retirar a placa dos dentes, o que minimiza a formação de cáries e de outras ameaças que podem fazer com que os dentes caiam. O hidróxido de alumínio, o carbonato de cálcio, o fosfato de cálcio, as sílicas e até o bicarbonato de sódio podem ser usados como abrasivos. Mas, como nos pós vitorianos para dentes, abrasivo demais pode causar mais dano do que ajudar na limpeza. Numa concentração baixa, os abrasivos podem ajudar a controlar manchas causadas pelo café e pelo cigarro, enquanto abrasivos mais fortes, como os que os dentistas usam em limpezas profundas, podem facilmente acabar com o esmalte dos seus dentes se forem mal utilizados.
Fluoretos formam outra parte da trindade dos ingredientes do creme dental, agindo para fortalecer o esmalte dos dentes e impedir as cáries e a gengivite. O fluoreto de sódio é o mais comumente usado tanto nos produtos de higiene bucal quanto no abastecimento de água e constitui apenas cerca de 0,3% do peso total da pasta de dente. A quantidade é pequena assim para que você não fique doente caso você engula um pouquinho de pasta, mas em grandes doses pode ser um perigo para a saúde — e é por isso que engolir pasta de dente é algo que os dentistas e médicos desaprovam totalmente.
Terceiro componente principal, os surfactantes são uma classe de detergentes que servem para formar a espuma. Essa espuma garante que os componentes abrasivos e fluoretados serão distribuídos de forma uniforme sobre a superfície dos dentes.
O resto da pasta de dente é composto por um número de estabilizantes químicos e umectantes, como o glicol e o propilenoglicol (ou glicerol), que impedem que a pasta seque dentro do tubo. Agentes antibacterianos como o Triclosan ou o cloreto de zinco também são componentes comuns, que servem para matar os germes que causam gengivite, assim como os aromatizantes que dão ao creme dental sabor e aquelas cores extravagantes.; algumas vezes também são usados remineralizadores como o fosfato de cálcio, que ajuda na reconstrução do esmalte dos dentes.
Como esse potente coquetel químico antibacteriano banhando os seus dentes diariamente, as pastas de dente evoluíram, desde a virada para o século XX, de produtos cosméticos simples para guardiões multifuncionais da saúde bucal que podem te ajudar a manter os seus dentes brancos e saudáveis. (Fonte: UOL)
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.