sábado, 25 de julho, 2026
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Vídeos chocantes nas redes sociais mostram “vermes saindo do corpo humano” e, com isso, espalham pânico e desinformação. Mas será que, na vida real, você, adulto, precisa correr para a farmácia e se medicar? A resposta é: calma! Antes de tudo, informação.
Não é prevenção para todos
Segundo o especialista, não há comprovação científica que justifique o uso regular de vermífugos por adultos. As recomendações de organismos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde são claras: a vermifugação periódica é indicada apenas para grupos específicos, como crianças, mulheres em idade fértil e lactantes, e mesmo assim, apenas em regiões onde as parasitoses são altamente prevalentes.
Quando, então, o vermífugo é necessário?
O corpo pode emitir sinais importantes: dor abdominal persistente, alterações no trânsito intestinal (como diarreia ou prisão de ventre), emagrecimento inexplicado, anemia e até sintomas neurológicos, nos casos mais graves.
Alguns parasitas são capazes de migrar pela corrente sanguínea e atingir órgãos como o cérebro, provocando convulsões ou paralisias
Por isso, mais do que se medicar às cegas, é essencial observar o corpo e procurar orientação médica ao menor sinal de alerta.
O perigo da automedicação
Embora vermífugos sejam facilmente encontrados sem necessidade de receita, o especialista faz um alerta: “Automedicar-se é arriscado”. Cada parasita exige um tratamento específico, com doses e durações diferentes. O uso inadequado pode não só ser ineficaz, como também provocar efeitos colaterais, além de mascarar sintomas importantes de outras doenças.
“Em gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas, os riscos são ainda maiores”,
Como se proteger das verminoses?
A prevenção continua sendo a medida mais eficaz e acessível. Os médicos destacam cinco hábitos essenciais:
Higienizar bem as mãos antes das refeições e após ir ao banheiro.
Usar calçados, principalmente em ambientes externos.
Evitar contato com esgoto e terrenos baldios.
Consumir água potável e alimentos bem cozidos.
Lavar frutas e verduras com atenção.
Efeitos das verminoses no organismo
Além do desconforto gastrointestinal, as verminoses podem comprometer a absorção de nutrientes, favorecendo quadros de desnutrição e anemia. O impacto sobre a imunidade também vem sendo estudado, mas, segundo o especialista, ainda não há evidência sólida que justifique a ideia de que “conviver com vermes fortalece o sistema imunológico”.
Os vermes existem, mas não devem ser combatidos com base no pânico ou na desinformação. A automedicação é perigosa e desnecessária na maioria dos casos.
O recado do especialista é simples: “Se você está saudável e sem sintomas, não precisa se vermifugar. Caso apresente sinais suspeitos, procure um médico. O diagnóstico correto é o que define o tratamento ideal”.
Portanto, antes de se impressionar com vídeos alarmistas, respire fundo, pratique hábitos de higiene e confie na ciência.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.