terça, 30 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Levar a vacinação para mais perto dos estudantes tem se mostrado uma das formas mais eficazes de aumentar a cobertura vacinal em Mato Grosso do Sul. Apostando nessa estratégia, o Governo do Estado promoveu a primeira edição da campanha "Aluno Imunizado", que transformou escolas em pontos de prevenção e garantiu a aplicação de mais de 30 mil doses de vacinas em crianças e adolescentes.
A iniciativa alcançou resultados expressivos ao envolver praticamente todos os municípios sul-mato-grossenses. Com adesão de 98,7% das cidades, a ação evidenciou a união entre as redes estadual e municipal de saúde e educação para combater a queda da vacinação e proteger a população mais jovem contra diversas doenças.
Durante a mobilização, equipes de imunização visitaram unidades de ensino para verificar as cadernetas de vacinação dos alunos, identificar esquemas incompletos e oferecer as doses necessárias. Além da aplicação das vacinas, os profissionais realizaram um trabalho de orientação junto às famílias, reforçando a importância de manter o calendário vacinal atualizado.
A estratégia também buscou eliminar barreiras que muitas vezes dificultam o acesso às vacinas, como a falta de tempo dos responsáveis para comparecer às unidades de saúde. Ao levar o serviço para dentro das escolas, o Estado conseguiu ampliar o alcance da campanha e facilitar a imunização de milhares de estudantes.
O resultado da primeira edição demonstra que a integração entre Saúde e Educação pode desempenhar um papel decisivo na prevenção de doenças e no fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância e à adolescência. Com o sucesso da mobilização, a expectativa é que a Estratégia Aluno Imunizado passe a integrar o calendário de ações permanentes, contribuindo para manter elevados os índices de cobertura vacinal em Mato Grosso do Sul.
Para a Secretaria de Estado de Saúde, a experiência reforça que a vacinação continua sendo uma das principais ferramentas de proteção coletiva e que aproximar esse serviço da comunidade escolar representa um avanço importante na promoção da saúde e na prevenção de surtos de doenças imunopreveníveis.
Saúde
Ministério da Saúde prorroga vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV
30 de junho de 2026
O Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro a vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV, em estratégia de resgate vacinal que terminaria neste mês, com o objetivo de ampliar a cobertura entre jovens que não receberam a dose na idade recomendada. A medida foi anunciada nesta terça-feira (30).
Em ofício enviado a estados e municípios, a pasta reforçou a necessidade de intensificar ações de vacinação voltadas a esse público e afirmou que o monitoramento da estratégia mostra avanços, mas ainda é insuficiente para alcançar os mais de 600 mil adolescentes contemplados.
O ministério também pediu o incremento de ações extramuros, como vacinação em escolas, universidades e outros locais, além de parcerias com sociedades científicas, órgãos de classe, organizações não governamentais, igrejas e meios de comunicação para ampliar a divulgação sobre a segurança e a efetividade da vacina.
Até junho deste ano, 287.647 adolescentes entre 15 e 19 anos haviam sido imunizados contra o HPV, sendo 124.172 do sexo feminino e 163.502 do sexo masculino, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde.
A vacina contra o HPV integra o calendário nacional de rotina para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024, o país adota o esquema de dose única, no lugar do modelo anterior de duas doses.
Para pessoas imunocomprometidas, como as que vivem com HIV/aids, pacientes oncológicos e transplantados, o esquema permanece com três doses. A mesma recomendação vale para usuários de profilaxia pré-exposição entre 15 e 45 anos e para vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, afirmou que o HPV está relacionado a diferentes tipos de câncer, como o de colo de útero, além de câncer anal, de boca, de cabeça e pescoço, de ânus, de vulva e de vagina.
Segundo Kfouri, a vacinação antes da exposição ao vírus aumenta a eficácia da imunização e a imunização de meninos e meninas reduz a transmissão. Ele afirmou ainda que países que adotaram a estratégia registraram queda em verrugas genitais e em diferentes tipos de câncer associados ao HPV.
Anvisa
Consumidores e comerciantes devem ficar atentos a uma nova determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão federal proibiu...
30 de junho de 2026
Consumidores e comerciantes devem ficar atentos a uma nova determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão federal proibiu a fabricação, venda, distribuição e uso do saneante Querosene Petrus, após identificar irregularidades na produção e na comercialização do produto em território nacional.
A decisão, publicada nesta terça-feira (30), estabelece o recolhimento de todos os lotes disponíveis no mercado. A medida foi adotada porque o produto era comercializado sem o registro sanitário obrigatório, exigência fundamental para garantir que itens de limpeza atendam aos padrões de qualidade e segurança antes de chegarem aos consumidores.
Segundo a Anvisa, a empresa responsável pela fabricação, a R.G.M. Comércio e Distribuidora de Produtos Químicos Ltda., também não possui a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), documento indispensável para atuar legalmente na fabricação de saneantes.
Com isso, o órgão determinou que nenhuma unidade do Querosene Petrus poderá continuar em circulação. A proibição alcança todas as etapas da cadeia comercial, incluindo produção, armazenamento, distribuição, publicidade, venda e utilização do produto.
A fiscalização também prevê a apreensão das unidades que ainda forem encontradas em estabelecimentos comerciais. Lojas, mercados, distribuidores e demais revendedores devem retirar imediatamente o produto das prateleiras e adotar os procedimentos necessários para o recolhimento.
A Anvisa reforça que a comercialização de produtos de limpeza sem registro representa um risco à saúde pública, uma vez que esses itens não passam pelas avaliações técnicas que verificam sua composição, eficácia e segurança. O registro sanitário é um dos mecanismos utilizados para assegurar que o consumidor tenha acesso a produtos fabricados dentro das normas estabelecidas pela legislação brasileira.
A determinação tem como base a Lei Federal nº 6.360/1976, que regulamenta a fabricação e a comercialização de produtos sujeitos à vigilância sanitária. A legislação exige que fabricantes obtenham autorização para funcionamento e que seus produtos sejam previamente avaliados e registrados antes de serem colocados à venda.
A orientação aos consumidores é verificar se possuem o Querosene Petrus em casa e evitar sua utilização. Já os comerciantes devem interromper imediatamente a comercialização do produto, cumprindo a determinação da Anvisa para evitar sanções previstas na legislação sanitária.