terça, 30 de junho, 2026
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Consumidores e comerciantes devem ficar atentos a uma nova determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão federal proibiu a fabricação, venda, distribuição e uso do saneante Querosene Petrus, após identificar irregularidades na produção e na comercialização do produto em território nacional.
A decisão, publicada nesta terça-feira (30), estabelece o recolhimento de todos os lotes disponíveis no mercado. A medida foi adotada porque o produto era comercializado sem o registro sanitário obrigatório, exigência fundamental para garantir que itens de limpeza atendam aos padrões de qualidade e segurança antes de chegarem aos consumidores.
Segundo a Anvisa, a empresa responsável pela fabricação, a R.G.M. Comércio e Distribuidora de Produtos Químicos Ltda., também não possui a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), documento indispensável para atuar legalmente na fabricação de saneantes.
Com isso, o órgão determinou que nenhuma unidade do Querosene Petrus poderá continuar em circulação. A proibição alcança todas as etapas da cadeia comercial, incluindo produção, armazenamento, distribuição, publicidade, venda e utilização do produto.
A fiscalização também prevê a apreensão das unidades que ainda forem encontradas em estabelecimentos comerciais. Lojas, mercados, distribuidores e demais revendedores devem retirar imediatamente o produto das prateleiras e adotar os procedimentos necessários para o recolhimento.
A Anvisa reforça que a comercialização de produtos de limpeza sem registro representa um risco à saúde pública, uma vez que esses itens não passam pelas avaliações técnicas que verificam sua composição, eficácia e segurança. O registro sanitário é um dos mecanismos utilizados para assegurar que o consumidor tenha acesso a produtos fabricados dentro das normas estabelecidas pela legislação brasileira.
A determinação tem como base a Lei Federal nº 6.360/1976, que regulamenta a fabricação e a comercialização de produtos sujeitos à vigilância sanitária. A legislação exige que fabricantes obtenham autorização para funcionamento e que seus produtos sejam previamente avaliados e registrados antes de serem colocados à venda.
A orientação aos consumidores é verificar se possuem o Querosene Petrus em casa e evitar sua utilização. Já os comerciantes devem interromper imediatamente a comercialização do produto, cumprindo a determinação da Anvisa para evitar sanções previstas na legislação sanitária.
Saúde
O homem de 63 anos que, inicialmente, se apresentou como testemunha da morte de Maria do Carmo, de 66 anos, foi preso em flagrante suspeito de cometer o feminicídio em uma fazenda na zona...
30 de junho de 2026
O homem de 63 anos que, inicialmente, se apresentou como testemunha da morte de Maria do Carmo, de 66 anos, foi preso em flagrante suspeito de cometer o feminicídio em uma fazenda na zona rural de Naviraí. A prisão foi confirmada pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM).
Segundo a Polícia Civil, o suspeito chegou a mentir durante as investigações. Em um primeiro momento, ele contou aos policiais que apenas havia ouvido uma discussão na casa da vítima e tentou se passar por testemunha do crime. No entanto, as informações apresentadas por ele eram contraditórias.
A principal prova que levou à prisão foi a análise de imagens de um sistema de videomonitoramento da propriedade. De acordo com a investigação, as câmeras registraram o momento em que o homem vai até a casa da vítima durante a madrugada levando um facão. Pouco tempo depois, ele aparece retornando com a arma branca coberta de sangue.
Diante das evidências, os policiais deram voz de prisão em flagrante ao suspeito, que permaneceu em silêncio durante o interrogatório. Ele aguarda a audiência de custódia.
Relembre o caso
Maria do Carmo foi encontrada morta dentro de casa na manhã de domingo (28), após o filho estranhar a falta de contato com a mãe e ser avisado sobre a situação.
Quando a Polícia Militar chegou ao local, encontrou a vítima caída no chão, em meio a uma grande quantidade de sangue. A Perícia Científica e a Polícia Civil foram acionadas para os primeiros levantamentos.
No início da investigação, o homem preso afirmou que havia ouvido uma discussão na residência durante a noite e que, na manhã seguinte, encontrou a vítima morta. N versão dele, um homem teria chegado à casa da vítima em uma motocicleta. Segundo ele, o homem entrou no imóvel e começou a discutir com Maria do Carmo. Em seguida, ouviu o suspeito chutar o portão lateral e viu o momento em que ele pressionava a vítima.
Após a discussão, ele voltou para casa e enviou várias mensagens para Maria do Carmo para saber se ela estava bem, mas não recebeu resposta. Na manhã de domingo, decidiu ir até a residência e a encontrou morta. Contou ainda que era comum ver um homem de motocicleta visitando a vítima e acredita que os dois mantinham um relacionamento.
A versão, porém, foi descartada após a análise das imagens de segurança e das demais diligências realizadas pela equipe da Delegacia de Atendimento à Mulher de Naviraí.
O caso segue sendo investigado como feminicídio.
Saúde
Visita técnica do Ministério da Saúde, TEPHINET e CDC dos Estados Unidos destacou a capacidade de resposta e a integração da vigilância em saúde no Estado.
27 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul encerrou, na quinta-feira (25), a programação da visita técnica promovida pela Coordenação-Geral de Vigilância da Covid-19, Influenza e Outros Vírus Respiratórios do Ministério da Saúde, com a participação da TEPHINET e do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), de Atlanta, nos Estados Unidos. Durante três dias, representantes das instituições conheceram a estrutura e as estratégias adotadas pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) para vigilância, prevenção e resposta aos vírus respiratórios.
A escolha de Mato Grosso do Sul para receber a missão técnica representou o reconhecimento dos avanços alcançados pelo Estado na área e da capacidade de articulação entre os diferentes setores envolvidos na vigilância em saúde.
De acordo com a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, a visita reforçou a consolidação de uma resposta integrada e estruturada frente aos vírus respiratórios.
“A visita da Coordenação Nacional da CG Covid, do Ministério da Saúde, da TEPHINET e da equipe do CDC de Atlanta nos trouxe a certeza de que estamos no caminho certo. Desde o convite, ficou claro que Mato Grosso do Sul foi escolhido por conseguir implementar medidas satisfatórias no enfrentamento aos vírus respiratórios, resultado de um trabalho contínuo de qualificação das equipes e fortalecimento das capacidades institucionais”, afirmou.
Segundo a gerente, a programação permitiu apresentar a estrutura estadual de vigilância, envolvendo áreas como a Gerência de Influenza e Doenças Respiratórias, unidades sentinelas, imunização, Lacen, RENAVEH (Rede Estadual de Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar), Cievs, assistência farmacêutica e rede hospitalar.
“São diferentes áreas e superintendências que atuam de forma integrada para garantir uma resposta conjunta e eficiente. Esse reconhecimento nos estimula a continuar aprimorando nossas ações e buscando novas ferramentas para fortalecer ainda mais a vigilância”, destacou.

(Foto: André Lima)
Durante a visita, a equipe do Ministério da Saúde conheceu o funcionamento do Lacen, do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, referência para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), além de unidades sentinelas em Campo Grande e Sidrolândia.
Para a assessora técnica da Coordenação-Geral de Vigilância da Covid-19, Influenza e Outros Vírus Respiratórios do Ministério da Saúde, Walquiria Almeida, Mato Grosso do Sul se destaca nacionalmente pela capacidade de resposta e pela adoção de estratégias alinhadas às recomendações internacionais.
“A avaliação do Ministério da Saúde é muito positiva. Mato Grosso do Sul segue as diretrizes preconizadas pelo Ministério, alinhadas às recomendações da OMS/OPAS. O Estado frequentemente está à frente na implementação de estratégias e na capacidade de resposta da vigilância dos vírus respiratórios”, ressaltou.
Ainda conforme a assessora, a integração entre os diferentes setores envolvidos no enfrentamento das doenças respiratórias contribui para uma atuação mais eficiente e qualificada no território.
A consultora da TEPHINET e articuladora do projeto de cooperação técnica entre Ministério da Saúde e CDC, Graziela Alvares, destacou que Mato Grosso do Sul foi selecionado não apenas por características estratégicas, como a extensa faixa de fronteira internacional e a forte presença da suinocultura e avicultura, mas também pelos resultados alcançados pelo Estado.
“Mato Grosso do Sul foi escolhido com muito cuidado e carinho justamente pelo trabalho consistente que vem desenvolvendo na vigilância dos vírus respiratórios. Esta visita representou uma oportunidade importante para conhecermos, na prática, a realidade brasileira e fortalecermos a troca de experiências para qualificar ainda mais as ações em todo o país”, avaliou.
Ao longo da programação, os participantes acompanharam o fluxo laboratorial realizado pelo Lacen, conheceram a atuação dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalares e visitaram unidades sentinelas estratégicas para monitoramento de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave, reforçando a importância da vigilância integrada para a proteção da saúde pública.