sábado, 25 de julho, 2026
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Começa nesta quinta-feira (27) a campanha de vacinação contra o vírus Influenza. Em Campo Grande, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) recebeu 25.300 doses, que serão aplicadas nas 74 unidades de saúde pública do município, com prioridade para os grupos de risco estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
De acordo com o PNI (Programa Nacional de Imunização), a primeira fase da campanha é destinada a grupos prioritários, visando proteger aqueles que estão mais vulneráveis às complicações causadas pelo vírus da gripe.
Nesta fase inicial, a vacina será aplicada a uma série de grupos definidos como prioritários devido à maior exposição ao vírus ou ao risco aumentado de complicações, como hospitalizações e óbitos.
Entre os beneficiados, estão crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas e quilombolas, além de profissionais de diversas áreas essenciais à sociedade e saúde pública. Confira a seguir os grupos que podem procurar as salas de vacina a partir desta quinta-feira.
Crianças e gestantes em foco
Crianças com idades entre 6 meses e menores de 6 anos (ou seja, até 5 anos, 11 meses e 29 dias) são um dos grupos mais vulneráveis à gripe. A vacinação é fundamental para prevenir quadros graves da doença, que podem ser particularmente severos nesta faixa etária.
Gestantes e puérperas (mulheres no período pós-parto) também fazem parte da primeira fase da campanha, pois, além de estarem mais suscetíveis a complicações, a vacina ajuda a proteger tanto as mães quanto seus bebês.
Populações vulneráveis e trabalhadores essenciais
Povos indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua, que enfrentam condições de vida precárias e têm acesso limitado aos cuidados de saúde, também estão entre os grupos prioritários. A vacina é uma medida fundamental para proteger essas populações e garantir a continuidade da saúde pública em áreas onde as condições sanitárias podem ser mais desafiadoras.
Além disso, os trabalhadores essenciais, como aqueles da saúde, professores de ensino básico e superior, profissionais das Forças de Segurança e Salvamento, e das Forças Armadas, também têm direito à imunização nesta primeira etapa. Esses profissionais, que estão na linha de frente em diversas áreas críticas, têm maior exposição ao vírus e, por isso, precisam estar protegidos para garantir a continuidade dos serviços essenciais.
Outros grupos contemplados na primeira fase incluem profissionais que atuam em setores de transporte e logística, como caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário e trabalhadores portuários. Esses profissionais estão frequentemente em contato com grandes volumes de pessoas e em ambientes fechados, o que eleva o risco de contágio.
Pessoas com doenças crônicas e idosos
Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e doenças respiratórias, bem como aquelas com outras condições clínicas especiais, são mais suscetíveis às complicações da gripe. Para esse grupo, a vacina é uma medida crucial de proteção. Além disso, idosos com 60 anos ou mais, um dos grupos mais vulneráveis a complicações respiratórias, também fazem parte dessa primeira fase.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.