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Saúde
Ao participar da solenidade de entrega do prédio da Unidade de Trauma da Santa Casa de Campo Grande, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou a liberação de R$ 6 milhões para a nova estrutura do hospital.
27 de março de 2018
Portal do MS
Ao participar da solenidade de entrega do prédio da Unidade de Trauma da Santa Casa de Campo Grande, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou a liberação de R$ 6 milhões para a nova estrutura do hospital.
Para o governador Reinaldo Azambuja, a conclusão dessa obra emblemática só foi possível graças à parceria e o empenho de vários setores. “Obra que se iniciou há 21 anos, teve inúmeros problemas e através de uma grande parceria nós conseguimos concluir esse projeto. Resultado de uma grande parceria do Governo Federal, Governo do Estado, Prefeitura de Campo Grande e Santa Casa, unindo esforços, transpondo as barreiras e hoje a gente entrega o hospital com a garantia do custeio para o funcionamento. Isso é um marco em benefício da nossa população”, afirmou.
“Esse hospital do trauma custará em média R$ 72 milhões por ano, liberamos agora uma parcela única de R$ 6 milhões para que a Santa Casa possa colocar em funcionamento o hospital, e assim que ele estiver em funcionamento publicamos a Portaria para que esse custeio seja permanente”, disse o ministro Ricardo Barros, ao explicar que para o hospital receber recursos para o custeio primeiro ele terá que estar funcionando para passar por uma vistoria do Ministério da Saúde.
O presidente da Santa Casa, Esacheu Nascimento, lembrou que a conclusão dessa obra era um sonho que agora está sendo concretizada. “Isso é um sonho que está se realizando, uma expectativa que está se concretizando para a população de Campo Grande ter uma unidade especializada em trauma”, declarou. Ele disse que, com a liberação do recurso extraordinário anunciado pelo ministro Ricardo Barros, agora a Santa Casa se prepara para comprar os equipamentos e colocar a Unidade de Trauma para funcionar, para que possa ser feita a habilitação dos leitos e a contratualizacao para o recebimento dos recursos para o custeio. Ele acredita que seja possível colocar a Unidade de Trauma em funcionamento em 60 dias.
Unidade
de Trauma
Com mais de 6.600 metros quadrados de área construída, a Unidade de Trauma terá 100 leitos de internação, 10 leitos de UTI, 5 salas cirúrgicas, 2 salas para cirurgia de pequeno porte, 1 sala de fisioterapia, 1 sala de reabilitação, 3 salas de observação com 15 leitos, 2 salas de raio x, 1 sala de tomografia, 2 salas de odontologia, 3 consultórios e sala de emergência.
A previsão é que a nova unidade de urgência e emergência realize anualmente 10 mil internações, nove mil cirurgias, 10 mil consultas, além de ampliar os serviços de diagnósticos clínicos e de imagens.
Em 2016, após o Governo do Estado retomar a obra, em parceria com o Governo Federal e ao participar da solenidade de entrega do prédio da Unidade de Trauma da Santa Casa de Campo Grande, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou a liberação extraordinária de R$ 6 milhões para a nova estrutura do hospital.
A Santa Casa precisou ainda investir mais R$ 4 milhões para readequar o projeto estrutural inicial da unidade, de onde foram refeitos 2 mil metros quadrados, conforme exigências da vigilância sanitária. O Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, juntamente com a Santa Casa, já protocolou com o Ministério da Saúde um pedido de custeio para o hospital, no valor de R$ 10 milhões, sendo R$ 6,2 milhões apenas para a Unidade de Trauma.
Aproximadamente 70% dos equipamentos já foram adquiridos, como maca, ar condicionado, luz, tomadas, pias cirúrgicas, portas e luminárias, totalizando, aproximadamente, R$ 7 milhões. Com a obra concluída, a expectativa agora é que depois de adquirir o restante dos equipamentos médicos o hospital passe a funcionar em maio.
Para Esacheu, a obra esteve no imaginário da população por muitos anos e agora se torna realidade. “É uma obra que está no imaginário das pessoas há 20 anos. Mas houve várias interrupções e a última delas em 2011. Nós, com o Governo do Estado, retomamos a obra em junho de 2016. Então, são 22 meses onde foi possível fazer mais de 50% da obra e ainda corrigir tudo que encontramos errado na parte hidráulica, parte elétrica, tipo de encanamento, ar condicionado, que não estava previsto e outras coisas”, concluiu o presidente da ABCG.
Também presente na solenidade de entrega do prédio da Unidade de Trauma da Santa Casa, o ministro chefe da Secretaria de Governo da Presidência da Republica, Carlos Marum, destacou que o Ministério da Saúde tem conseguido liberar verbas para os estados graças à gestão eficiente do ministro Ricardo Barros e do governo de Michel Temer. E isso, segundo Marum, está sendo possível porque a economia nacional vem melhorando, com as ações realizadas pelo Governo Federal.
Saúde
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste...
4 de junho de 2026
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) para o público infantil de até cinco anos de idade, reforçando a prevenção contra infecções que podem provocar complicações graves.
A nova vacina chega para ampliar a cobertura contra diferentes variantes da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por enfermidades como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites. Essas doenças representam uma das principais causas de internações hospitalares na infância e podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte em casos mais severos.
De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem do novo imunizante está na capacidade de proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria. A atualização da vacina busca acompanhar o perfil das cepas que mais circulam atualmente e que estão associadas aos casos mais graves da doença.
Além de reduzir o risco de infecções pulmonares e neurológicas, a vacina também auxilia na prevenção de quadros de otite média, uma inflamação frequente entre crianças pequenas que, quando não tratada adequadamente, pode comprometer a audição.
A incorporação da Pneumo 20 ao calendário vacinal faz parte da estratégia do governo federal para fortalecer a imunização infantil e diminuir a incidência de doenças evitáveis. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas para os estados, que serão responsáveis pelo repasse aos municípios.
A expectativa é que as aplicações sejam iniciadas nas unidades básicas de saúde ainda neste mês, conforme a chegada dos imunizantes em cada região. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos comunicados das secretarias municipais de saúde para acompanhar o cronograma de vacinação.
Especialistas reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves, contribuindo também para a redução da circulação de agentes infecciosos na população.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.