quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) irá promover em suas 15 unidades universitárias uma campanha institucional com foco na arrecadação de donativos e de recrutamento de voluntários para auxiliar a população mais vulnerável no Estado, na vigência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Trata-se de uma ação conjunta entre a reitoria e as gerências das 15 Unidades Universitárias.
Entre os itens a serem arrecadados, estão listados: alimentos não perecíveis; itens de higiene pessoal; materiais para fabricação e envazamento de álcool em gel; e materiais para produção de máscaras artesanais. A critério dos gerentes de Unidade, outras formas de colaboração serão permitidas.
Para o recrutamento de voluntários para a Campanha que atuarão no trabalho logístico, o processo irá considerar critérios sanitários estabalecidos pelo Comitê de Urgências e Emergências em Saúde (CAUES), que é integrado por docentes dos cursos de Medicina e Enfermagem da UEMS. Todos os selecionados terão garantidos os usos de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s).
Para se voluntariar, os candidatos deverão preencher Ficha de Cadastro a ser disponibilizada posteriormente. Um dos principais critérios durante a seleção é que os interessados não integrem os Grupos de Risco para o novo coronavírus.
A dinâmica das ações, logística e recrutamento de pessoal ficará sob responsabilidade de cada gerência de Unidade Universitária da UEMS. Os cronogramas envolvendo estas ações, dentro da campanha institucional, se encontram em fase de finalização e serão compartilhados publicamente, tão logo sejam concluídos, no site e nas redes oficiais da Universidade.
“Neste momento de crise mundial de pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a UEMS demonstra, novamente, o seu protagonismo digno de uma Universidade do tamanho do nosso Estado. Esta é uma ação conjunta que visa auxiliar as famílias que se encontram em situação mais vulnerável no Estado”, enfatiza Laércio de Carvalho, reitor da UEMS.
Alguns gerentes, dentre os quais os responsáveis pelas Unidades de Mundo Novo e Naviraí, também explicam um pouco das ações desenvolvidas em suas respectivas Unidades Universitárias.
O gerente da Unidade de Mundo Novo, Leandro Marra, ressalta que “a Universidade precisa atuar de forma participativa, cooperativa e integrada com a sociedade, sendo o ser humano o objetivo inicial e final do nosso trabalho”. A Unidade fechou parceria com a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) do município, entidade que receberá a doação de 15 cestas básicas. “Posteriormente, mais famílias serão contempladas, sempre considerando a vulnerabilidade social destas pessoas”, enfatiza Leandro.
“Esse movimento se faz necessário para atender a comunidade acadêmica e externa onde as Unidades estão inseridas”, reconhece a gerente da Unidade de Naviraí, Élida Galvão. Para ela, nesse momento de pandemia, é imprescindível que a UEMS e suas unidades universitárias colaborem com seus municípios, “atuando com ações que deem suporte para a comunidade carente. Estaremos arrecadando alimentos não perecíveis, materiais de limpeza e higiene pessoal, em parceria com o grupo cursilho da igreja católica”, informa a gerente.
Além das Gerências, a UEMS conta com a parceria das entidades de classe da instituição, o Diretório Central dos Estudante (DCE), a Associação dos Docentes (ADUEMS) e o Sindicato dos Técnicos (SINTAUEMS) que estão fornecendo amplo apoio conjunto a esta Campanha. Reforçamos que as artes específicas utilizando as logos de todas as entidades parceiras serão veiculada nos cartazes de divulgação das ações que integram essa iniciativa.
Mais informações sobre como participar desta ação institucional promovida pela UEMS nas Unidades Universitárias serão comunicadas posteriormente. A Universidade reforça, com essa iniciativa, sua função de ser agente transformadora nos municípios em que está presente.
Acesse nossos perfis oficiais nas redes sociais:
Página no Facebook
Instagram da UEMS
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.