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Saúde Mental

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Transtorno Bipolar: mais do que altos e baixo

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4 de julho de 2025

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Gessica Oliveira

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Renan MaiaPsicólogo Clínico | CRP 14/07127-2 | @renanmaia.psi
 

É curioso como se escuta tanto que “fulano é bipolar” como se fosse sinônimo de gente imprevisível ou dramática, mas será que sabem o que realmente significa viver com esse diagnóstico? Já foi motivo de sarro, de medo e até tema de música. O termo se popularizou, mas seu real significado continua sendo confundido. Hoje te convido a por fim nessa confusão. 

O TAB — Transtorno Afetivo Bipolar — é uma psicopatologia crônica, que vai muito além de mudanças entre tristeza e alegria. Não se trata de ter dias bons e ruins, como todos temos, mas de viver oscilações intensas que podem durar dias, semanas ou até meses e que moldam o jeito de sentir, pensar e agir. 

Quem convive com esse transtorno pode apresentar períodos que parecem “muito bons”: energia de sobra; humor eufórico; autoconfiança excessiva; fala acelerada; ausência de medo... Pode até parecer bom, mas não é. Junto com isso vem: ideias que se atropelam; irritação explosiva; falta de sono (a pessoa pode passar noites em claro sem sentir cansaço); gastos impulsivos; comportamentos arriscados e decisões que não refletem sua personalidade habitual. Estes mesmos comportamentos podem virar depois motivo de culpa ou arrependimento. Para quem olha de fora, pode parecer só “empolgação demais”, mas é exaustivo e muitas vezes, perigoso.

No outro extremo está a fase depressiva, um mergulho que parece sem fundo. A pessoa perde o gosto pelo que antes era prazeroso e sente uma tristeza profunda, a ponto de ficar sem energia para fazer cuidados básicos (tomar banho, se vestir, comer, levantar da cama). Além disso, é comum haver alterações no sono, no apetite, crises de choro, sensação de inutilidade e em quadros mais graves, pensamentos suicidas.

É por essa complexidade que o Transtorno Bipolar ainda enfrenta tanto preconceito. Quem está de fora não enxerga as lutas internas. Muitas vezes, quem está em uma fase maníaca é visto como irresponsável ou inconsequente; quem está na depressiva, como preguiçoso ou dramático. 

Além disso, as pessoas tendem a julgar e “diagnosticar” precocemente: quando a pessoa apresenta um período de humor deprimido (mais facilmente identificada), a sociedade tende a rotular a pessoa como depressiva. Mas quando o episódio de mania se manifesta (com as características anteriormente mencionadas) o circulo social tende a perder toda a empatia e criar sentimentos de revolta — piora tudo quando o julgamento vem justamente de quem deveria ser rede de apoio.

A boa notícia é que o Transtorno Afetivo Bipolar é tratável, embora seja crônico. O acompanhamento multidisciplinar faz toda a diferença. A base é o tratamento medicamentoso (muitas vezes com estabilizadores de humor), aliado à psicoterapia, que ajuda o paciente a reconhecer gatilhos, compreender fases e criar estratégias de manejo emocional.

Para familiares e amigos: a presença acolhedora faz toda diferença, assim como a vigilância cuidadosa em momentos de risco. Quando há sinais de perigo, como comportamento muito impulsivo ou ideias de morte, buscar ajuda profissional imediata é fundamental. O cuidado deve ser contínuo. Há fases mais tranquilas, mas o acompanhamento precisa ser constante.

Para quem convive ou quer ajudar

• Escute, não julgue.
Frases como “não é pra tanto” ou “todo mundo tem altos e baixos” invalidam o sofrimento real.

• Informe-se.
Conhecer o TAB é fundamental. Além de poder orientar, quanto mais a família entende, menos sofre com as características (não da pessoa), mas da doença.

• Observe sinais de risco.
Mudanças bruscas de humor, gastos descontrolados, fala de desesperança ou isolamento extremo devem ser levados a sério.

• Apoie o tratamento.
Pode ser comum a resistência com o tratamento, mas não deixe de propor e acompanhar. Mesmo nos períodos de estabilidade o tratamento não deve ser interrompido.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.