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Terapias Integrativas Ganham Força na Saúde Pública: Participação Popular e Profissionais Capacitado

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7 de outubro de 2025

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Glenda Melo / Diário do Estado

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O cuidado integral à saúde tem se fortalecido no Brasil por meio da ampliação das chamadas terapias integrativas no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre janeiro e agosto de 2025, milhões de brasileiros recorreram a métodos alternativos e complementares para promoção do bem-estar e tratamento de diversos problemas de saúde.

Essas práticas, conhecidas como PICS (Práticas Integrativas e Complementares em Saúde), ganharam destaque com um salto expressivo no número de atendimentos: um crescimento significativo de mais de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre os diversos métodos ofertados, uma técnica de estímulo auricular se destacou como protagonista da expansão. Utilizando pequenos instrumentos aplicados em pontos específicos da orelha, esse procedimento tem sido procurado para aliviar sintomas físicos e psicológicos, sendo responsável por mais de um quarto do avanço nos atendimentos, em Coxim mesmo a auriculoterapia já é uma realidade há vários meses e a resposta dos usuários que recebem o tratamento tem sido extremamente positivo segundo os profissionais que fazem a aplicação na cidade.

Além do estímulo auricular, terapias baseadas em movimentos corporais, como as originadas da medicina tradicional chinesa, também apresentaram crescimento expressivo. O uso de ervas medicinais, práticas meditativas e outras formas coletivas de cuidado também ampliaram sua presença nas unidades de saúde pública.

A estruturação dessas práticas dentro do SUS só tem sido possível graças à qualificação contínua dos profissionais. Nos primeiros oito meses de 2025, centenas de milhares de trabalhadores da saúde participaram de cursos especializados. Muitos deles, promovidos em ambiente virtual, capacitaram agentes para atuar com técnicas integrativas diversas tanto em grandes cidades quanto em regiões mais remotas.

A capital paulista se posicionou como um dos polos com maior volume de atendimentos, refletindo uma tendência já observada nos últimos anos. Somente São Paulo foi responsável por mais de 16% da demanda nacional, com destaque para abordagens como meditação, aromaterapia e arteterapia.

Em 2024, as terapias integrativas registraram um número recorde de procedimentos no SUS, consolidando-se em milhares de unidades básicas espalhadas por praticamente todo o país. A expectativa para os próximos anos é de crescimento ainda maior, com foco especial em áreas como saúde mental, alívio de dor crônica e uso terapêutico de plantas medicinais.

Esse momento de expansão será tema de um importante encontro internacional, que acontecerá no Rio de Janeiro em outubro de 2025. O evento reunirá especialistas, gestores e representantes de órgãos internacionais para discutir os rumos das medicinas tradicionais e complementares. A Organização Mundial da Saúde (OMS), inclusive, apresentará sua estratégia global para a próxima década durante o congresso.

Saúde/Coxim

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

25 de julho de 2026

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

 

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Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.

Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.

Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

Saúde

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

24 de julho de 2026

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

 

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A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.

A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.

Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.

Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.

Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.

Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.

O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.

Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.

Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.