sábado, 25 de julho, 2026
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Parar de fumar é um desafio para milhões de brasileiros, mas muita gente ainda não sabe que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento completo e gratuito para ajudar quem deseja abandonar o cigarro. O atendimento inclui acompanhamento médico, apoio psicológico, grupos terapêuticos e até medicamentos e reposição de nicotina em alguns casos.
A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, coordenado pelo Ministério da Saúde, e está disponível em unidades básicas de saúde de diversos municípios, incluindo cidades do interior de Mato Grosso do Sul.
Ao contrário do que muitos imaginam, parar de fumar não depende apenas de decisão pessoal. A nicotina provoca dependência química e pode gerar sintomas fortes de abstinência, como ansiedade, irritação, insônia, dor de cabeça e aumento do apetite.
Por isso, o tratamento oferecido pelo SUS trabalha diferentes frentes ao mesmo tempo. O paciente recebe acompanhamento de profissionais da saúde e participa de encontros coletivos ou individuais voltados ao controle da dependência.
Em muitos casos, também podem ser disponibilizados adesivos de nicotina, gomas de mascar, pastilhas e medicamentos que ajudam a reduzir os sintomas da abstinência.
O tabagismo é considerado uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo. Segundo o Ministério da Saúde, fumar aumenta drasticamente os riscos de:
Câncer de pulmão, boca, garganta e outros tipos
Infarto e AVC
Bronquite e enfisema pulmonar
Hipertensão
Doenças cardiovasculares
Complicações respiratórias
Além dos danos ao fumante, o cigarro também afeta quem convive com a fumaça, os chamados fumantes passivos.
Especialistas afirmam que o corpo começa a reagir positivamente poucas horas após o último cigarro. Entre os benefícios estão:
Melhora da respiração
Redução da pressão arterial
Melhora da circulação sanguínea
Recuperação gradual do paladar e olfato
Diminuição do risco de doenças graves ao longo dos anos.
Com o passar do tempo, a qualidade de vida melhora significativamente, incluindo mais disposição para atividades do dia a dia.
Quem deseja parar de fumar deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A equipe fará uma avaliação e encaminhará o paciente para os grupos e atendimentos disponíveis no município.
O tratamento é sigiloso e pode ser iniciado por qualquer pessoa interessada em abandonar o vício.
Profissionais de saúde reforçam que recaídas podem acontecer durante o processo, mas isso não significa fracasso. O importante é continuar buscando apoio e persistir no tratamento.
Outro ponto que chama atenção das autoridades de saúde é o aumento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Embora muitos acreditem que os dispositivos sejam menos prejudiciais, especialistas alertam que eles também causam dependência e podem trazer sérios danos à saúde pulmonar e cardiovascular.
O Ministério da Saúde e a Anvisa reforçam que os cigarros eletrônicos continuam proibidos no Brasil.
A oferta gratuita do tratamento pelo SUS representa uma oportunidade importante para quem deseja abandonar o cigarro, melhorar a saúde e prevenir doenças graves. Apesar disso, muitos brasileiros ainda desconhecem que esse atendimento existe e pode ser acessado diretamente pela rede pública de saúde.
Buscar ajuda profissional pode fazer toda a diferença para transformar uma tentativa difícil em uma conquista definitiva.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.