quinta, 04 de junho, 2026
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A Superintendência de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal (Suprova), pertencente à Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), promove nos dias 10 e 11 de agosto, em Campo Grande, o Festival Vida Animal. O evento é construído sob o conceito de saúde única, abrangendo as esferas humana, animal e ambiental, reunindo diversas pastas institucionais para uma programação repleta de informações e ações relevantes.
O Festival Vida Animal é o primeiro evento estadual a trabalhar com diversas linhas temáticas. A exposição proporcionará espaço para empresas de diferentes portes apresentarem suas marcas, fomentando a economia municipal e estadual. Além disso, a concessão da área de alimentação para a proteção animal beneficiará protetores de animais, gerando renda para investimentos na saúde e cuidados dos pets.
Além disso, será um importante palco para seminários que discutirão a saúde única com gestores das pastas dos 79 municípios do Estado, promovendo uma valiosa troca de experiências com palestrantes renomados de várias partes do país.
Garantir o protagonismo do conceito de saúde única, especialmente para animais em condições de vulnerabilidade, através de teatro, cinema, apresentações culturais, seminários e ações de conscientização, é um dos objetivos do evento. O conceito de saúde única abrange a interconexão entre saúde humana, animal e ambiental, reconhecendo a importância de uma abordagem holística para promover o bem-estar integral.
Ao adotar essa visão, a superintendência compromete-se a fortalecer a harmonia entre todas as formas de vida, reconhecendo que a saúde de cada um está ligada à saúde do planeta. O projeto visa promover a conscientização e ações em prol da saúde única, incentivando práticas que beneficiem pessoas, animais e o meio ambiente.
Titular da Setesc, Marcelo Ferreira Miranda destacou a importância do evento para a comunidade. “O Festival Vida Animal é uma oportunidade única para discutirmos temas essenciais e promovermos a conscientização sobre a interdependência entre saúde humana, animal e ambiental. Através desse evento, queremos incentivar práticas sustentáveis e fomentar um ambiente mais harmonioso para todos”.
O superintendente de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal, Carlos Eduardo Rodrigues, salienta que Festival Vida Animal arrecadará, por meio das áreas de exposição das empresas privadas, 10 toneladas de ração, que serão destinadas à sociedade civil organizada.
“É um evento que combina cultura, empreendedorismo, responsabilidade social, conhecimento e lazer. Realizaremos seminários com gestores das pastas da saúde única, reunindo meio ambiente, saúde humana e saúde animal dos 79 municípios para discutir avanços na saúde animal de forma integrada. Também haverá um workshop de treinamento para que os servidores aprendam a operacionalizar o Sigpet (Sistema Gestor de Castração de Animais), ferramenta que será utilizada para cadastrar usuários no serviço de castração, projeto que será lançado ainda este ano”.
Ele acrescenta que o festival representa a essência da interconexão das políticas baseadas no conceito de saúde única, utilizando os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) 15 – “Vida Sobre a Terra”. “Este evento reforça o compromisso fundamental do nosso governo em abordar a proteção animal dentro da perspectiva da saúde única. O festival não apenas celebra, mas também promove a conscientização sobre a importância do bem-estar humano, animal e ambiental. É a nossa forma de engajar ativamente a sociedade em prol dessas causas vitais”.
Saúde
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste...
4 de junho de 2026
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) para o público infantil de até cinco anos de idade, reforçando a prevenção contra infecções que podem provocar complicações graves.
A nova vacina chega para ampliar a cobertura contra diferentes variantes da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por enfermidades como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites. Essas doenças representam uma das principais causas de internações hospitalares na infância e podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte em casos mais severos.
De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem do novo imunizante está na capacidade de proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria. A atualização da vacina busca acompanhar o perfil das cepas que mais circulam atualmente e que estão associadas aos casos mais graves da doença.
Além de reduzir o risco de infecções pulmonares e neurológicas, a vacina também auxilia na prevenção de quadros de otite média, uma inflamação frequente entre crianças pequenas que, quando não tratada adequadamente, pode comprometer a audição.
A incorporação da Pneumo 20 ao calendário vacinal faz parte da estratégia do governo federal para fortalecer a imunização infantil e diminuir a incidência de doenças evitáveis. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas para os estados, que serão responsáveis pelo repasse aos municípios.
A expectativa é que as aplicações sejam iniciadas nas unidades básicas de saúde ainda neste mês, conforme a chegada dos imunizantes em cada região. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos comunicados das secretarias municipais de saúde para acompanhar o cronograma de vacinação.
Especialistas reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves, contribuindo também para a redução da circulação de agentes infecciosos na população.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.